Fé a cada passo

É maravilhosa e já está aqui a obra
Que Deus ordenou,
Ó vós que embarcais no serviço do Pai,
Servi-o com todo fervor.
Do mal os profetas e anjos do céu
Vieram nos livrar.
Assim o Cristo virá reinar na terra
Sobre os seus.

Refrão

Com fé a cada passo, seguimos ao
Senhor;
Cantamos a uma voz, com esperança
Em seu amor.

Os santos valentes, obreiros da paz,
Que servem em todo lugar.
São fortes e firmes em seu coração
Fazendo o trabalho de Deus.
Exemplo de fé e virtude eles são;
Assim devemos ser.
Humildemente buscando o reino
E todo o seu saber.

Refrão

Com fé a cada passo, seguimos ao senhor;
Cantamos a uma voz, com esperança
Em seu amor.

Se nós desejamos a obra fazer, lancemos
A foice com fé.
O campo já branco pra ceifa está;
Façamos a obra co'amor.
Assim poderemos de Deus receber a
Eterna salvação.
A luz de deus vai brilhar em nós e
Nos purificar.

PERSONALIDADE X CARREIRA


Naísa Modesto


Um símbolo composto por nove pontos que correspondem aos vários tipos de personalidade. Essa é a definição mais simples que se pode dar ao Eneagrama, um símbolo processual de origem milenar e desconhecida.

A metodologia ficou conhecida no Ocidente em virtude da sua aplicação na área de desenvolvimento pessoal. Neste caso, os nove pontos descrevem nove emoções, que ficaram conhecidas como paixões (pelos gregos) ou pecados (pelos cristãos). Mas esses sentimentos atribuídos a cada personalidade não devem ser encarados de modo pejorativo, pois não significam a emoção em si, mas o excesso dela. "O Eneagrama descreve como essas paixões se manifestam e como as pessoas seqüestradas por esses sentimentos desenvolvem tipos de comportamento padrão", explica Márcio Alberto Schultz, fundador do Instituto Eneagrama, empresa voltada para o conhecimento e desenvolvimento humano.


DESCOBRINDO SEU TIPO

Acompanhe na figura a seguir os tipos de personalidade definidos pelo estudo:





O Eneagrama pode ser aplicado de diversas maneiras, variando de acordo com a vertente de estudo: desenvolvimento pessoal, relacionamento familiar, gestão de pessoas, relações conjugais, etc.

No caso do Instituto do Eneagrama, a identificação das personalidades tem servido para orientar as empresas sobre como lidar com cada tipo de profissional e auxiliar os colaboradores a identificar seus pontos fracos e habilidades.

Conheça abaixo os nove padrões definidos pelo Eneagrama:





















Encontramos na nossa personalidade pontos que coincidem com números diferentes do predominante em nossas vidas, mas isso é normal. "Quando falamos em Eneagrama de tipos, ele revela qual é seu tipo predominante, mas nós circulamos por todo o Eneagrama. Mesmo assim, há um que representa nosso mecanismo de defesa infantil e tem a tendência de seqüestrar nossa consciência com mais freqüência", explica Schultz.


COMO SE FORMAM AS CARACTERÍSTICAS?

De acordo com o especialista, cada abordagem em que se emprega o Eneagrama vai dar uma resposta para essa pergunta. No caso da empresa fundada por ele, as respostas seguem a linha da Psicoterapia Corporal Reichiana (William Reich), que diz que a formação está ligada à herança genética do indivíduo, à influência do meio (da fase intra-uterina até a fase de amamentação) e aos mecanismos de defesa infantil.


COMO FUNCIONA DENTRO DAS EMPRESAS

Dentro da organização é realizado um programa de 32 horas no qual as nove emoções são analisadas em cada indivíduo de acordo com três graus:

  • Ausência da emoção ou carência emocional. Por exemplo: o indivíduo que carece de ímpeto (chamado de luxúria) terá dificuldades de enfrentar desafios.
  • Competência Emocional: é a dose adequada de determinada emoção. É o grau que permite o indivíduo enxergar a realidade sob o ponto de vista de determinada perspectiva. Por exemplo: se eu tenho a personalidade dominada pela emoção da raiva, um dos meus traços será a persistência.
  • Vício emocional, que é o sentimento demasiadamente presente na consciência.

    Três números diferentes vão se manifestar em cada grau em um indivíduo: um sendo o dominante e os outros dois, auxiliares.

    Todas essas características são descobertas por meio da aplicação de exercícios e treinamentos práticos e, a partir disso, são trabalhados os pontos benéficos e os prejudiciais de cada um destes traços. "Proporcionamos uma experiência empírica para que o profissional possa reconhecer como essas nove competências se manifestam nele, criando um mapa pessoal e definindo o estilo de gestão", esclarece Schultz.

    Depois do diagnóstico, são definidas ferramentas de aplicação prática na gestão de pessoas que irão auxiliar o colaborador a neutralizar as influências negativas do seu vício emocional. Essa parte do prognóstico também trata da recuperação da capacidade de autonomia e a leitura das competências emocionais dos colegas de trabalho. "O ferramental que entregamos é a leitura de suas próprias competências comportamentais, como trabalhá-las para sair da condição de vício emocional e como enxergar isso na equipe para saber quem pode contribuir em determinada etapa do trabalho".

    Várias empresas já se mostram adeptas deste novo modelo de reconhecimento e valorização da individualidade. Carlos Armando Carreirão, agente de articulação do Sebrae em Santa Catarina, ficou satisfeito com o programa: "O Eneagrama permite observar e compreender os traços do caráter e do comportamento humano e novas possibilidades nas relações interpessoais, além de ampliar nossa responsabilidade em 'como' obter o melhor das pessoas. Exige o estar consciente de si e da forma como interagirmos com os outros."

    Sandra da Silva Peres, gerente de desenvolvimento de pessoas da Eletrosul - Centrais Elétricas S.A., afirma que a metodologia traz benefícios pessoas e profissionais: "É um treinamento de qualidade e objetivo. Extremamente útil para aplicação no dia-a-dia de gestão de pessoas. No aspecto pessoal, o Eneagrama é uma forma eficaz de achar o caminho para o autoconhecimento. Quando usado em empresas, torna-se indispensável para o bom entendimento e administração de talentos, agregando valores na construção de um modelo de gestão com significativas transformações e resultados".

    Se você está se perguntando se o seu número pode ajudá-lo a conquistar uma carreira de sucesso, não se preocupe. Ainda que alguns números tenham maior identificação com certos ramos de atividade, cada tipo de competência emocional possui características suficientes – quando bem utilizadas – para ajudá-lo a conquistar seus objetivos.
  • Afinal, o Que é Ética?

    Alguns diferenciam ética e moral de vários modos:

    1. Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;

    2. Ética é permanente, moral é temporal;

    3. Ética é universal, moral é cultural;

    4. Ética é regra, moral é conduta da regra;

    5. Ética é teoria, moral é prática.

    Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.

    Vários pensadores em diferentes épocas abordaram especificamente assuntos sobre a ÉTICA: Os pré-socráticos, Aristóteles, os Estóicos, os pensadores Cristãos (Patrísticos, escolásticos e nominalistas), Kant, Espinoza, Nietzsche, Paul Tillich etc.

    Passo a considerar a questão da ética a partir de uma visão pessoal através do seguinte quadro comparativo:

    Ética Normativa
    Ética Teleológica
    Ética Situacional

    Ética Moral

    Ética Imoral

    Ética Amoral

    Baseia-se em princípios e regras morais fixas

    Baseia-se na ética dos fins: “Os fins justificam os meios”.

    Baseia-se nas circunstâncias. Tudo é relativo e temporal.

    Ética Profissional e Ética Religiosa: As regras devem ser obedecidas.

    Ética Econômica: O que importa é o capital.

    Ética Política: Tudo é possível, pois em política tudo vale.

    Conclusão:

    Afinal, o que é ética?
    Ética é algo que todos precisam ter.
    Alguns dizem que têm.
    Poucos levam a sério.
    Ninguém cumpre à risca...

    Futuro no retrovisor

    Produtos unem design clássico com tecnologia de última geração

    Chega de ficar babando na vitrola da vovó ou ter inveja daquela geladeira que o tiozão descolado mantém há décadas. Para curar essa carência, a indústria de aparelhos eletrônicos está antenada com a tendência de revestir equipamentos modernos com um design que remete a tempos mais sossegados da humanidade. Com um brinquedinho desses, além daquela sensação de possuir uma traquitana com aspecto de velharia, você vai ter acesso a recursos que as gerações anteriores da sua família nem sequer imaginavam que existiam. Há desde máquina de café com o antigo sistema de pistão até rádio de madeira que sintoniza a internet.


    EXPRESSO LENTO
    Cafeteira sexagenária resgata modo antigo de fazer a bebida

    Você se lembra da época em que o café era feito com um sistema de pistão manual? Se não lembrar, tudo bem. A Saeco relançou, 60 anos após a criação da primeira máquina de café expresso, a Achille Gaggia, que utiliza esse método na preparação da bebida. O nome é o mesmo de seu inventor.

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    A ERA DO RÁDIO
    Receptor sintoniza 10 mil emissoras na internet

     

    A “baixação” de músicas da internet não decretou o fim do rádio.É isso que este aparelho com cara de receptor a válvula da vovó tenta provar. Nele, você pode ouvir, online, 10 mil estações da internet e ainda gravar suas 250 preferidas. O visoré de LCD, a conexão é sem fio e ele pode ser conectado ao home theater. Para completar o estilo retrô, a Asus fez o acabamentodo Internet Radio, que é vendido no próprio site do fabricante, todo em madeira.

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    PASSADO CONSERVADO
    Fidelidade no design e recursos modernos são a graça da minigeladeira

    Não há como negar que a logomarca da Brastemp da década de 1950 dá um ar bem realista a essa geladeira. Além disso, o puxador e os pés palitos cromados reforçam o design retrô. Sem esquecer, é claro, desse tom de amarelo. Ela também está disponível nas cores azul-claro e vermelho. Mas a pequena geladeira com cara de velha tem tecnologia de gente grande. Aberta a porta, revelam-se porta-latas, separador de garrafas e gaveta multi-uso.

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    NA PONTA DA AGULHA
    Vitrola ressuscita vinis e não deixa os CDs criando poeira

    Ela lembra a vitrola de décadas atrás: uma caixa de madeira, com detalhes dourados e botões pretos. A Nostalgia, da Teac, toca vinil de verdade, mas, como as mídias evoluíram, o aparelho acompanhou as mudanças. Assim, nele você também pode ouvir rádio AM e FM e CDs. Na Fnac.

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    BATEDEIRA SENSÍVEL
    Aparelho tem batedores e velocidades para cada tipo de alimento

    O lugar da casa mais amistoso para os eletros de estilo retrô é a cozinha. Prova disso é a batedeira da Kitchen Aid. Ela tem 10 velocidades, motor de 325 watts, tigela de 4,83 litros e batedores específicos para cada alimento (para massa, pão e claras). Se sua avó já faz delicias naturalmente, imagine se na época dela existissem todos esses recursos. À venda na Kitchens.

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    MP3 TURBINADO
    Novo gramofone é econômico e dá mais volume aos tocadores

    O som do seu tocador de MP3 tá meio chinfrim? Pois então conheça o Phonofone, que aumenta o volume em até 55 decibéis. E para tanto não é preciso conectar o tocador no aparelho. Basta ligar os fones e colocá-los na caixa da câmara de ressonância. Assim, os fones ficam no lugar que antigamente era ocupado pelos discos de vinil. Além disso, o aparelho utiliza apenas a sua acústica interna. Nada de energia elétrica nem baterias. A cerâmica branca e o formato de vitrola conferem ao Phonofone o aspecto retrô.

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    NÃO É PRO SEU BICO
    FIXO E MÓVEL
    Aparelho de disco esconde um celular moderno

    Tem saudades do telefone de disco, com fio e que ecoao som “triiiim”? Pois saiba que ele ainda existe e que, agora, pode virar um aparelho celular. O Rotary Phone, vendido pela internet na SparkFun, é exatamente isso. Basta inserir um cartão SIM — o código de identificação que armazena os dados do seu celular — e você passa a ter um telefone móvel. Pena, mas, por enquanto, a antena interna do telefone só é compatível com a freqüência dos Estados Unidos e da Europa.

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    A Exceção e a Regra

    Estranhem o que não for estranho.
    Tomem por inexplicável o habitual.
    Sintam-se perplexos ante o cotidiano.
    Tratem de achar um remédio para o abuso
    Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra.

    "Os Quatros Sentidos"

    Autor: Valdir S Malagueta

    Buscar na Web "Valdir S Malagueta"

    A Vida Tem Quatro Sentidos: Amar,Sofrer,Lutar e vencer... POr Isso Ame Muito,Sofra Pouco Lute Bastante E Vença Sempre...

    "Viva o hoje"

    Autor: Luiz Fernando Veríssimo

    Buscar na Web "Luiz Fernando Veríssimo"

    Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu... Luiz Fernando Veríssimo

    Ser Pessimista: A Opção Mais Fácil Para Não Mudar

    Vivemos dando desculpas em tudo, sempre deixando para amanhã, no ano que vem, depois, mas para frente e etc.

    Por se tratar de convenções sociais, não existe nenhuma fundamentação lógica e racional para aflorar expectativas positivas quanto ao amanhã. Mas como na vida nem tudo que é lógico é necessariamente psicológico, compreendo como normal a existência de sentimentos favoráveis nas situações convencionadas como novas.

    Não apenas por esses novos tempos, a realidade tem nos comprovado que quando exercitamos expectativas e pensamentos favoráveis sobre o futuro, as ações se tornam mais efetivas, motivadoras e saborosas. Como conseqüência, realimentamos a convicção de que é perfeitamente possível acreditar em melhores dias para o mundo e principalmente para a sociedade brasileira. Temos que buscar o ideal, não o perfeito.

    Costumo afirmar que todos nós precisamos ter utopias, apesar das mazelas, violências, inseguranças e desamores do dia-a-dia. Normalmente identificamos na palavra utopia algo impossível, irrealista. Se buscarmos a origem etimológica da palavra utopia poderemos mudar a nossa concepção sobre o seu real significado. Utopia é uma palavra de origem grega.

    Utopia: "o que está faltando no lugar de alguma coisa".

    Utopia, pode significar tanto lugar bom como lugar nenhum. Para nós do Instituto, quer dizer lugar bom, ideal.

    Acredito que temos de criar e identificar o que está faltando em lugar das muitas coisas que não estão corretas. Agindo, não apenas discursando.

    Por isso tudo considero que a opção de ser pessimista é uma decisão bastante confortável e fácil. Os pessimistas normalmente se autodenominam de realistas. São pessoas que não têm nenhuma dúvida de que tudo vai dar errado. São os verdadeiros profetas das causas erradas. Se alguma coisa der certa, foi o acaso; se der como eles esperam – errado-- é porque estão sempre certos a respeito de tudo. Não se esforçam na busca de novos desafios e no desejo de procurar mudar as situações e as coisas indevidas. Convivem mais confortavelmente com o equívoco e a insatisfação. Consideram-se vítimas do mundo. Não gostam de seus chefes. Julgam todos os colegas de trabalho fofoqueiros e incompetentes, exceto ele, é lógico. Geralmente são mal casados, mas nunca se desquitam. Não gostam do seu trabalho e ainda acham que sempre estão ganhando menos do que deviam, mas não movem uma palha para sair do status-quo. São os donos da verdade e cometem sempre os mesmos erros. Não renovam o estoque de erros. Não têm dúvidas a respeito de nada, já que sabem mais do que todos.

    A propósito, temos constatado que os pessimistas são também prescritivos a respeito das pessoas e da vida. São inúmeros os exemplos de posturas prescritivas que tenho encontrado no meu dia-a-dia. Relaciono algumas delas, que muito provavelmente o leitor já deve ter ouvido de "outras" pessoas:

    Confesso que chego a ter um profundo sentimento de piedade pelas pessoas que adotam comportamentos prescritivos e dogmáticos na vida. O mundo não é prescritivo. As pessoas não são iguais. Jamais vou afirmar que todas as pessoas são boas. Seria tão prescritivo quanto o pessimista. No entanto acredito que nem todo político é ladrão e nem todo motorista de táxi é mal-educado. Nem todas as coisas no mundo são ruins, como também não são boas. Nem todas as coisas boas andam juntas. Da mesma forma que todos nós temos pontos favoráveis e pontos e melhorar.

    Por favor, não façam destes comentários receitas de auto-ajuda, nas quais positivamente não tenho a menor crença. A auto-ajuda diz para pessoas "como" agir, sem levar necessariamente em conta as mudanças nos valores. Aqui, estou me referindo a questões relacionadas a valores, crenças e convicções, além de posições perante a vida ao trabalho a política e a sociedade.

    Acredito na responsabilidade que cada um deve ter no sentido de contribuir para que o dogmático, o preconceituoso, o pernicioso, o arrogante, o mentiroso, o agressivo, o egoísta, o individualista, o de pensamento único, o autoritário, o corrupto, o prescritivo e o violento sejam cada vez banidos das nossas relações sociais, pessoais e profissionais.

    Para conquistarmos dias melhores é essencial que existam, pelo menos, três condicionantes:

    1. Deixar de adotar comportamentos prescritivos, mesmo porque as verdades são cada vez mais transitórias.

    2. Admitir, conviver e estimular a existência de posições contraditórias e apostas.

    3. Raciocinar em rede

    Estou cada vez mais convencido que são nos pequenos detalhes do cotidiano da vida que temos condições de praticar comportamentos de qualidade e respeito mútuo. Quero estar me vacinado diariamente contra a doença da auto-ilusão ou do auto-engano.

    As principais convicções que apóiam as observações dessa conversa são as seguintes:

    1 "A teoria é diferente da prática".

    Discordo. Toda nossa ação é baseada numa teoria. Se não praticamos determinados comportamentos teóricos é porque temos e praticamos outras teorias.

    2 – Não somos absolutamente NADA pelo que sabemos.

    O conhecimento, por si só, não conduz a comportamentos ou ações concretas. Nós somos e valemos pelos que fazemos e não pelo que sabemos. Pensar certo é a coisa mais fácil do mundo.

    3 – Ninguém pode dar o que não tem.

    Se não tivermos qualidade pessoal, jamais poderemos dar qualidade para as outras pessoas nas inúmeras e diferentes situações de nossas vidas.

    Por fim, quero convidá-lo a fazer um exame de consciência, com duas perguntas simples e diretas:

    1º- Realmente você acredita que seja possível melhorar a nossa vida pessoal, profissional e comunitária?

    2º - Você age pensando no grupo ou somente em você?

    Otimismo é um dom, mas todos podem adquiri-lo, não custa nada, somente ação.


    Entrevista
    RONNIE VON: DE PRÍNCIPE A MÃE DE GRAVATA


    Viviane Macedo

    Conhecido até hoje como "Mãe de Gravata" e "Príncipe" - apelido dado por Hebe Camargo durante uma apresentação dele em seu programa -, Ronnie Von é dono de uma história de garra e coragem. Filho de uma nobre família do Rio de Janeiro, ele teve de ir contra a opinião de todos para seguir a carreira de cantor.

    Deixou tudo o que tinha e mudou-se para São Paulo apostando em uma única coisa: seu talento. Passou por muitas dificuldades e enfrentou, na Praça Júlio de Mesquita, um mundo totalmente diferente daquele que vivia em Copacabana. Mas, com sua voz e simpatia, conseguiu conquistar o espaço tão esperado. Não demorou muito para ouvir seu disco estourando em todas as rádios e ganhar o seu primeiro programa de televisão. O Todo Seu, apresentado hoje na TV Gazeta, é o 13º de sua carreira.


    Jornal Carreira & Sucesso: Fale um pouco da sua vida antes de se tornar uma pessoa pública...
    Ronnie Von:
    Eu sou filho de uma antiga e conservadora família do Rio de Janeiro, que possuía um conglomerado financeiro - banco de investimentos, banco comercial, banco múltiplo, financeira, corretora de valores, distribuidora, seguradora, etc. E eles queriam formar um sucessor, mas eu não tinha - e não tenho - a menor vocação para banco. Poderia ter, eventualmente, para uma corretora de valores, essa coisa um pouco mais lúdica de bolsa de valores, mas não era a minha vocação. Eu gostava de Arquitetura, cheguei a fazer vestibular para Geologia. Eu queria ser arqueólogo, aquelas coisas de crianças... Meu avô era médico, vivia em função da Medicina - para ele, Medicina era tudo. Enfim, pensei nisso também, mas não fiz. Desde pequeno eu era apaixonado por aviação, fazia aeromodelos e, de repente, houve a oportunidade de fazer o vestibular para entrar na Força Aérea. Eu não estava completamente preparado, eram mais de 6 mil candidatos, tanto que o exame era feito no Maracanã. Peguei o finalzinho de um cursinho preparatório e acabei passando em 72º lugar, dentro de 6 mil, eu achei bom. O norte da minha vida foi dado pela Academia Militar: essa visão que eu tenho um pouco mais ortodoxa com relação à família, amigos, a organização, a disciplina, honra, integridade. Esses são valores que eu aprendi enquanto eu era cadete. Amava o que fazia, mas minha família me deu duas opções: você vai fazer Economia ou vai fazer Economia. Com isso, deixei a Força Aérea e fui fazer Economia. E, claro, acabei trabalhando com a família, com todos os percalços que normalmente isso envolve. 

    C & S: Quando foi sua primeira experiência num palco?
    Ronnie Von:
    Nessa época, meu pai era ministro plenipotenciário em Londres e os Beatles estavam estourando no Brasil. Como eu gostava muito da banda, eu pedia para o meu pai trazer os discos antes para mim - quando eu digo antes, significa na hora do lançamento. Os discos chegavam seis meses, um ano antes. Então, só eu tinha e, claro, algumas outras pessoas que tinham viajado para lá e comprado. Como eu gostava muito dos Beatles, acabei conhecendo uma banda cover que estava fazendo muito sucesso no Rio, The Brazilian Beatles. Um dia eu fui numa matinê, num daqueles night clubs famosos lá do Beco das Garrafas e, de repente, o vocalista, que era o meu amigo mesmo do grupo, Ely Barra, disse: "está aqui o Ronnie, o pai dele traz os discos dos Beatles e ele cede para nós..." Disse que eu cantava muito bem e começaram a me mandar subir no palco para cantar. Eu saí correndo, me pegaram lá fora e me jogaram no palco. Eu tremia feito vara verde e acabei cantando uma música que eu já tinha ensaiado com eles muitas vezes, a "You've Got To Hide Your Love Away", do filme "Help". Ninguém nem sabia o que era o filme, quanto mais a música. Aplaudiram e eu me senti um artista. Quando eu desci, encontrei o João Araújo, pai do Cazuza, diretor da, na época, Philips Polydor, e foi ele que "me inventou". O João viu a minha apresentação e me convidou para gravar um disco. Eu falei que não podia, porque minha família ia me matar. Ele disse que íamos fazer uma experiência, eu ia gravar uma música em inglês, uma em português, uma versão bacana, e eu acreditei que ia fazer um disco para ninguém ouvir. Meu pai tinha trazido um disco [dos Beatles] chamado "Rubber Soul", que tem uma faixa chamada "Girl", e eu fiz uma versão junto com ele. Mas ele imaginou que estivesse fazendo para o Brazilian Beatles. Essa música foi "Meu Bem", o maior hit da minha vida - não que tenha vendido mais, mas foi o maior hit. E eu gravei com o João. Na época, eu já era diretor-adjunto do grupo da família, trabalhava do lado da sala do meu tio, tinha apenas 20 anos, estava muito bem. E eu tinha um carro NG com rádio, uma coisa rara, e a rádio referência era a Tamoio, que tinha um programa chamado "Disco Estrelinha - o disco que começa a brilhar". Voltando do trabalho, de repente, eu ouço minha música tocar no programa. Eu encostei o carro e não sentia minhas pernas. Fiquei louco, cheguei em casa, liguei para todos os meus amigos e ninguém tinha ouvido, porque era uma hora de rush, o pessoal voltando para casa. Quem ouviu? Aquela minha tia velha, tia-avó, enfim, reunião. Família inteira, eu também, com o seguinte texto: "Onde foi que nós erramos?", "Este moleque jogou o nome da nossa família na lama", "Criamos uma cobra para nos picar". Foi nesse nível. Os meus amigos intelectualóides da esquerda escocesa e da esquerda francesa viraram as costas para mim, porque eu estava fazendo música de cabeludo, em inglês - .

    C & S: E a primeira apresentação na TV?
    Ronnie Von:
    Foi no programa Brazilian Beatles Club, na TV Excelsior. Passaram o vídeotape desse programa em São Paulo e, por coincidência, estavam na casa do Aguinaldo Rayol o Nilton Travesso, o Tuta, que hoje é o dono da Jovem Pan, e o Manoel Carlos, que hoje é autor de novela da Globo. Os três eram diretores de um programa de TV chamando Corte Rayol Show, um programa do Aguinaldo Rayol e do Renato Corte Real - humorista já falecido. Era o programa de maior sucesso do Brasil, chegou a dar 90 pontos de audiência. Eles quiseram me conhecer e mandaram me trazer para São Paulo, e eu vim... Me mudei de mala e cuia para cá, larguei tudo, trabalho, tudo que eu tinha, todas as coisas materiais, meu carro, tudo. Vim e fui morar num lugar pouco recomendável, eu diria: Praça Júlio de Mesquita, na São João, um lugar perto das meninas de vida difícil, porque aquilo não pode ser vida fácil... Tiroteio, confusão, polícia camburão, um terror. Um menino arrumadinho, filhinho de papai, calça de veludo, morando ali, porque era o que a minha bolsa me permitia fazer. Passei grandes dificuldades e, de repente, meu disco começou tocar muito e foi um sucesso muito grande. Aí já pude ir para um apartamento um pouco melhor, na Vila Nova Conceição.

    C & S: Depois disso você ganhou um programa na TV?
    Ronnie Von:
    Foi. De repente, em meio ao sucesso do disco, ganhei o programa na Record. Tinha de ouvir coisas horrorosas, como "esse filhinho de papai veio do Rio de Janeiro para tomar o lugar de alguém que precisa", "usurpador do trono do Rei [Roberto Carlos]" - essa história eu ouvi no rádio mesmo. Tirar o lugar de alguém que precisa? Ninguém precisava mais do que eu, porque eu tinha conhecido o outro lado e agora não tinha dinheiro para comprar um sanduíche de mortadela! Eu jantava com a família no melhor restaurante do Rio de Janeiro, e aqui ficava doido para ir naquele Filé do Moraes! Então, eu precisava! Eu sofri muito essa história de discriminação às avessas. Antigamente, nessa atividade, você só podia ser um cantor ou fazer sucesso se tivesse uma origem muito pobre, senão você não estava com nada. Para fazer música popular mesmo, você tinha de ter tido uma origem muito humilde, e eu não tinha. Mas mesmo com tudo isso, a coisa daí para frente foi embora, o programa de televisão deu certo... E eu fiquei sabendo, muito tempo depois, que fui contratado para ser anulado, aquela história de colocar na geladeira. Só que fizeram o programa, deu certo e não tinham como parar. Eu não tinha casting, não tinha nem quem apresentar no programa, porque quem fizesse o Jovem Guarda não podia fazer o meu. Eu nunca fui da Jovem Guarda, do movimento nem do programa. Então, era uma coisa meio doida, porque se alguém fosse ao meu programa, jamais pisaria no Jovem Guarda - e ele era o maior programa de televisão de música jovem que existia. Então, ninguém queria ir ao meu.

    C & S: Foi nesse programa que você lançou Os Mutantes?
    Ronnie Von:
    Foi. Eles eram seis, brigaram e ficaram só três. Pensei: Peter, Paul and Mary, achei que dava certo. Eu estava lendo um livro nessa época chamado "Planeta dos Mutantes", cheguei para a minha amiga Ritinha [Rita Lee] e perguntei o que ela achava do nome Os Mutantes: ela adorou! Inventei o grupo e o apresentei no meu programa. Aí havia Os Mutantes e eu, mas depois outros músicos foram aparecendo. Fizemos um casting, eles pegaram outros músicos importantes, outros cantores famosos, colocaram no programa, e com isso ele cresceu mais ainda.

    C & S: Ficava muito chateado com os comentários feitos a seu respeito com relação ao Roberto Carlos?
    Ronnie Von:
    Com certeza. Eu só queria o meu lugarzinho. Hoje nós temos essa relação de amizade, de afetividade, que, aliás, foi construída pelas duas mulheres – a minha primeira mulher, Aretuza, era amiga da Nice, a primeira mulher do Roberto, e elas acabaram com a história de rivalidade; as duas eram amigas e acabamos ficando amigos também. Mas eu sofri bastante na época, porque tinha o pessoal da assessoria dele, tinha a gravadora dele, tinha a própria emissora que me contratou para me anular, era muito complicado. Eu fazia o programa na TV Excelsior exatamente no horário da Jovem Guarda, era concorrente direto. Acho que aquela insegurança do Roberto era permissível, um menino que lutou tanto, aquela coisa, tantos problemas e de repente vem um menino, como ele mesmo diz, "com aquele cabelo liso e eu tendo de fazer touca"... Sofri muito naquela época, pensei em parar...

    C & S: Você sofreu tudo isso sozinho. Quando a família, enfim, aceitou sua carreira?
    Ronnie Von:
    Foi no programa da Hebe. Meu pai, na época, era presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool, e com a experiência diplomática dele e mais a experiência que ele tinha de presidir uma autarquia, conseguiu vender o nosso açúcar aqui de São Paulo a um preço excepcional para Brasil e baixo para os Estados Unidos. Meu pai foi primeira página no New York Times por causa disso e foi entrevistado no programa da Hebe. Eu ia fazer o programa também, eles sabiam, mas nós não, e o nosso encontro foi no palco. Ela perguntou se o meu pai tinha alguma coisa ligada ao meu irmão e eu... Ele respondeu que comigo talvez, porque eu estava no Iê-Iê-Iê e ele estava no IAA. Me empurraram para o palco, foi uma alegria, choradeira, beijo no palco, meu velho. E a partir daí meu pai virou um grande fã meu, até as tias me aceitaram (risos). Foi um momento muito bom.

    C & S: Vamos um pouquinho mais adiante... Como foi a fase Mãe de Gravata?
    Ronnie Von:
    Mãe de gravata foi uma idéia de um querido amigo meu, Washington Olivetto, a quem eu devo essa história. Ele leu meu livro "Mãe de Gravata" e viu que eu sou um homem com uma visão de mundo absolutamente feminina. Eu fui pai com guarda de filhos, aprendi a gostar de coisas ligadas ao setor doméstico - eu não sei em qual almanaque está escrito que isso é coisa só de mulher. Eu lavo, passo, cozinho e arrumo com perfeição. A única coisa que eu não posso fazer como mãe é gerar um filho, mas até amamentar eu posso, porque eu faço uma mamadeira irresistível (risos). Então, essa história de eu conhecer bordado, renda, tecidos, coisas de casa, produtos de limpeza... Enfim, eu era solteiro e tinha de tocar minha casa. Ele disse: "Essa alma feminina que você tem, sendo homem, é um coringa. Vamos fazer esse programa!" E desenvolveu esse projeto a quatro mãos, com a Cristina, minha mulher, que foi quem me deu o apelido Mãe de Gravata. E foi um grande sucesso comercial.

    C & S: Como era conciliar vida, carreira e, além do papel de pai, o de mãe?
    Ronnie Von:
    Ah, você precisa ter prioridades na vida. A minha prioridade era a criação dos meus filhos, isso era fundamental na minha vida. Por isso eu virei empresário, comecei tocar coisas paralelas para poder sobreviver, porque embora eu fosse uma pessoa de recursos, a fonte maior para mim eram os shows. E eu viajava direto, o Brasil inteiro, estrada o tempo inteiro, com dois meninos para criar em casa, uma menina de 7 e um menino de 6. Então, eu tinha de almoçar com eles todos os dias, tinha motorista, mas quem levava no colégio e buscava era eu, para me sentir um pouco mais presente e eles sentirem essa segurança. Criei assim e acho que acertei. Claro que a relação, principalmente, da minha filha comigo é de mãe - eu até ganhei presente no dia das mães agora. Ela dá para a Cristina, que acabou de criar, porque ela era adolescente quando eu me casei, dá para a mãe dela, que mora no Rio, e para mim ela disse: "Para não perder o costume, feliz Dia das Mães, papai!". E durante muito tempo eles me deram presente de Dia das Mães - o mais velho parou e ela continua até hoje.

    C & S: Qual foi o maior aprendizado?
    Ronnie Von:
    Eu não larguei a carreira, eu continuei gravando, fazendo televisão, coisas que não me afastassem muito deles. Quando eles cresceram, eu voltei para a estrada, voltei a fazer shows e tudo. Eu aprendi que a pior luta do homem é contra ele próprio, para você se vencer é muito difícil. Nós vivemos num mundo de preconceitos. No Brasil, o preconceito é maior ainda, porque é uma cultura latino-americana machista. Então eu sofri, mais uma vez, preconceito, até por parte de amigos, porque eu era descasado, mas recebia meus amigos. E a história do homem é negócios, política, futebol e mulher. Tudo bem, "de fato aquele gol estava impedido, aquela capa da Playboy está um arraso, mas eu vou te mostrar uma toalha de mesa que eu comprei que você vai cair duro para trás." Eles não entendiam isso: "Como que é? Toalha de mesa? Pô, Ronnie, até você jogando água fora da bacia". Eu tive de ouvir isso, esse preconceito. Então, aprendi que eu fiquei mais rico como ser humano, melhor. O homem é multifacetado, ele não tem de ter essa visão míope, focar só numa coisa. Não ficou comprometida e nem arranhada a minha virilidade ou essas bobagens todas, só que eu gosto de coisas de casa, eu gosto de cama, mesa e banho. O meu maior sucesso comercial é o meu lançamento de roupa de cama e de banho: a linha Ronnie Von hoje é o maior sucesso comercial.

    C & S: Você está há 40 anos na televisão. Qual é o segredo desse sucesso e de conseguir se manter nesse meio durante tanto tempo?
    Ronnie Von:
    É muito simples: essa é uma atividade profissional como qualquer outra. Você não tem sucesso, você está fazendo sucesso. Se você não tiver sucesso, não fala para ninguém. Ele é a sua ferramenta de trabalho, o que não faz de você um deus. Eu tenho uma certa resistência a alguns artistas por causa disso, são deuses, podem tudo, querem tudo, e eu não tenho essa visão, a vida não é isso. Eu sou um profissional de comunicação e ponto. Você não pode olhar para a lente de uma televisão e mentir, porque a mentira bate lá do outro lado e as pessoas sabem que você está mentindo. Quando você olha para a televisão - talvez esse seja o segredo -, você tem de falar a verdade.

    C & S: O programa "Todo Seu" é diferente de tudo que vemos na televisão hoje. Como garantir essa qualidade?
    Ronnie Von:
    Eu tenho consciência de que a televisão é a grande escola brasileira, esse é um País pobre, inculto, desinformado, e a televisão é um veiculo de extrema importância. Eu me sinto comprometido pessoalmente com a cultura nacional, com o social. Eu não posso entender que as emissoras tenham partido para essa barbárie que é a audiência fácil e, por isso mesmo, a programação fica escatológica, pornográfica, ruim, grosseira, os valores são jogados no ralo. Eu faço a minha parte, trabalho numa emissora que me deu essa oportunidade, então esse conforto emocional eu tenho. A única coisa que eles pedem é qualidade, o resto a gente vai na medida do possível. Qualidade é discutível, sempre será, mas é um programa em que você jamais verá pornografia, você vai poder assistir ao lado da família sem ter medo. Eu levo de rock pesado até música erudita, pautas vibrantes, algumas de conteúdo apenas divertido e outras pautas seriíssimas. Então, eu acho que é essa mistura que faz com que você tenha prestação de serviços sempre, uma agenda cultural que eu acho muito legal, música de qualidade - seja de que segmento for, eu não radicalizo. Estou contente e acho que os formadores de opinião ficaram contentes com isso também. Jamais vou suspender uma pauta porque a audiência está caindo. Pelo contrario, tem de haver respeito com o público.

    C & S: Quais são seus hobbys, hoje?
    Ronnie Von:
    Eu gosto muito de botânica, de automóvel, gosto muito de carro antigo também - já colecionei e tenho vontade de voltar, mas agora só com carros da década de 50, aqueles carros lindos. Quero poder usar (tenho um amigo que tem esses carros e eu acho muito bacana). Eu gosto de pilotar, tinha muita vontade de voltar essa atividade com um pouco mais de freqüência, mas eu não tenho tempo. Aí sim, a mulher que está dentro de mim acha ruim... Mas eu casei com uma mulher muito educada e eu tenho de dividir com ela, alias, já entreguei praticamente tudo em suas mãos.

    C & S: E os planos para o futuro?
    Ronnie Von:
    Planos pessoais, materiais a gente sempre tem, e se deixar vai ser infinito. Mas eu tenho o projeto de uma fundação para atender a velhice, porque eu acho isso de uma crueldade. Acho que hoje tem muito mais gente cuidando da infância do que a própria infância, mas para os velhos todo mundo dá as costas, e isso me incomoda profundamente. Hoje eu sou envolvido em voluntariado, eu ajudo instituições que cuidam da velhice de todas as formas, materiais, emocionais e pessoais. Então essa história da fundação eu teria de ter tempo para tocar. Tem outras coisas que eu gostaria de voltar a praticar – os brinquedos, como eu disse, eles são caros, as manutenções são caras, as coisas são mais complexas, não tem espaço pra isso. Queria ter a família mais próxima, todo mundo junto: eu queria que meu irmão estivesse morando em São Paulo, tenho um neto no Rio que eu gostaria que estivesse por aqui. Enfim, planos são muitos e ficaria horas e horas falando sobre eles.

    Ativo precioso


    O diretor Clovis de Faro fala sobre o mais ambicioso projeto de difusão de conhecimento da instituição

    O Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) foi criado em 2003 com o objetivo de distribuir o ativo mais precioso da Fundação Getulio Vargas: sua geração de conhecimento. Dirigido pelo professor Clovis de Faro, o IDE parte agora para seu passo mais ambicioso, o de levar a outras escolas a expertise adquirida pela FGV nos últimos 62 anos. A seguir, de Faro, PhD pela Universidade de Stanford e titular da Escola Brasileira de Pós-Graduação em Economia (EPGE) desde 1974, fala sobre a proposta:

    DINHEIRO – Qual é a intenção da FGV em compartilhar sua experiência com outros cursos de graduação em Administração?
    CLOVIS DE FARO –
    Queremos que o conhecimento de excelência, produzido na FGV, seja compartilhado com um número muito maior de alunos. Desenhamos um produto educacional de altíssima qualidade, com controles extremamente rigorosos, em que certificamos as escolas parceiras nessa operação. Atendidas as condições, os alunos aprovados, que são inclusive submetidos a exames nacionais, receberão diplomas das instituições com nosso aval de qualidade. O maior objetivo é elevar o nível do ensino de Administração ministrado hoje no País.

    DINHEIRO – A FGV lucra com isso?
    FARO –
    A FGV é uma instituição privada sem fins lucrativos. Todos os recursos obtidos com os serviços prestados pelo IDE, aí incluído o certificado de graduação, são transferidos para a produção de pesquisas da FGV.

    DINHEIRO – O curso certificado terá o mesmo preço da graduação da FGV?
    FARO –
    Não. O aluno da certificação não é um aluno da FGV, mas sim da instituição de ensino superior parceira. Nós garantimos a qualidade do ensino, mas este é um curso voltado para um público muito mais amplo do que o representado pelo universo dos próprios alunos da FGV. Durante a elaboração do projeto fizemos um estudo de mercado em que constatamos que a mensalidade a ser cobrada é compatível com os valores praticados nas diversas regiões do país.

    DINHEIRO – A certificação ficará restrita ao curso de Administração?
    FARO –
    Não. Começamos a oferecer a certificação em cursos de Administração desde fevereiro de 2006. Os planos são estender a oferta para Economia em 2008 e para Direito e Contábeis nos anos seguintes. A intenção é, em seis ou sete anos, atender 100 mil alunos.

    QUEM DEVE NUNCA ESQUECE
    Luiz Marins
     
    Uma pessoa muito simples me disse uma profunda verdade: "Quem deve nunca esquece". O que ele quis dizer é que se você é credor, isto é, tem a receber, você até pode se esquecer de uma dívida. Mas o devedor - aquele que ficou devendo, o que não pagou - jamais se esquecerá. Veja que grande verdade!
     
    É por isso que temos que estar sempre credores. É por isso que nunca devemos estar na posição de devedores. E aqui estou falando não só em dívidas pecuniárias - em dinheiro - mas de todo tipo de dívida.
     
    Uma pessoa que mentiu para prejudicar alguém, nunca se esquecerá. O prejudicado poderá até não se lembrar mais da traição de um amigo. Mas o traidor jamais se esquecerá da traição que cometeu. Alguém que tenha sido alvo de uma grande injustiça poderá se esquecer com o decorrer do tempo. Mas aquele que cometeu a injustiça, jamais se esquecerá. Essa é a pena do devedor. Nunca se esquecer da falta que cometeu.
     
    Só isso, me disse a pessoa simples, basta para fazer uma pessoa viver na retidão. Toda a injustiça, falta, dívida, crime, contravenção, ou seja, o que for que ela cometer, poderá nunca ser descoberta por suas vítimas. Mas, ela jamais se esquecerá do erro cometido, transformando-se por isso, na principal vítima do próprio delito, pois será prisioneira de si mesma.
     
    Assim, o segredo é deixar sempre o outro devedor. Seja sempre credor. E para ser credor, você deve fazer mais do que o outro espera que você faça. Deixe o seu cliente devedor. Deixe seu colega devedor. Deixe seu patrão ou chefe devedor. Faça sempre mais. Não seja prisioneiro de sua consciência. Vá além e você terá uma paz interior e uma tranqüilidade que poucos entenderão e todos invejarão.
     
    Pense nisso. Sucesso!

    AS DEZ LIÇÕES DO MAIOR VENDEDOR DO MUNDO

    1) Hoje começo uma vida nova. Formarei bons hábitos e me tornarei escravo deles.

    2) Amarei todos os comportamentos dos homens, pois cada um tem qualidades a serem admiradas, mesmo se estiverem ocultas.

    3) Persistirei até alcançar o êxito. Jamais aceitarei a derrota e retirarei de meu vocabulário palavras como desistir, não posso, incapaz, impossível, fora de cogitação, improvável, fracasso, impraticável, sem esperança e recuo, pois são palavras e expressões de tolos. O êxito de ontem não se transformará em complacência hoje, uma grande razão de fracasso.

    4) Concentrarei minha energia no desafio do momento. Os problemas caseiros serão deixados em casa. Os problemas da feira serão deixados na feira.

    5) Viverei hoje como se fosse meu último dia. Não desperdiçarei um momento sequer velando os infortúnios ou as derrotas de ontem. Cada minuto de hoje será mais frutífero em relação ao dia de ontem.

    6) Serei dono de minhas ações. O fraco deixa seus pensamentos controlarem suas ações. Os fortes forçam suas ações a controlarem seus pensamentos.

    7) Cultivarei o hábito de rir. Nenhuma criatura viva ri, à exceção do homem. Na adversidade, para manter minha vida em equilíbrio, ensaiarei as palavras “Isto também passará”, ensinadas pelos antigos. Jamais trabalharei para ser feliz, mas, sobretudo, para permanecer ocupado e não ser triste.

    8) Estabelecerei objetivos para cada dia, cada semana, cada mês, cada ano e para minha vida. Ao fixar meus objetivos, pensarei em meu melhor desempenho. Superar os feitos dos outros é importante; superar meus próprios feitos é tudo.

    9) Agirei agora. Não evitarei as tarefas de hoje e não as deixarei para amanhã. Para vencer o medo, devo sempre agir sem hesitação.

    10) Eu suplicarei, mas apenas pedidos de orientação. Jamais suplicarei pelas coisas materiais do mundo ou dádivas de ouro, amor, saúde, vitórias, fama, êxito ou felicidade.

    Baseadas no resumo de Carlos Janssen R. de Souza do livro “O maior vendedor do mundo”, de Og Mandino (Vendamais, Curitiba: Editora Quantum, jun.2004, p. 40).


    Quando os Filhos Crescem


    Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.
     
    É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
     
    Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.
     
    Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana nem férias compartilhadas em família.
     
    Agora tudo é feito com os amigos.
     
    Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do ninho doméstico.
     
    É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?
     
    As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.
     
    Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.
     
    A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.
     
    Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.
     
    É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
     
    Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.
     
    Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.
     
    Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.
     
    Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.
     
    Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro. 
     
    A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa.
     
    A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.
     
    No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.
     
    Em essência, as crianças aprendem o que vivem.

    O maior sucesso que podemos alcançar é dentro das paredes de no Lar, pois nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no Lar.
     

    Quando Deus Criou as Mães


    Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
     
    Em que, afinal de contas, ela era tão especial?
     
    O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
     
    Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
     
    Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
     
    Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
     
    Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.
     
    Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
     
    Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.
     
    O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
     
    Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
     
    Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
     
    Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
     
    Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
     
    Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
     
    Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
     
    Uma mulher. Uma mãe. 
     

    Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
     
    Enquanto houver mães na terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.

     

    Mães, vocês são divinas, cogenitoras com Deus.

    Feliz dia das Mães!

    MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois

    Revista Época

    O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou o senador e o governardor de Goiás por fraude na campanha eleitoral de 2006

    Matheus Leitão e Rodrigo Rangel


     


     

    Até quinze dias atrás, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) (à direita) e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), formavam uma dupla de sucesso no mundo político. Depois de governar o estado por dois mandatos, acabando com o domínio do PMDB local, Perillo elegeu-se senador, em outubro de 2006, com 75% dos votos, e ainda transformou seu vice, o então desconhecido Alcides Filho, o “Cidinho”, em seu sucessor no governo. Na manhã de 28 de março, o Ministério Público Federal finalizou uma denúncia devastadora contra os dois. Num processo que tramita em segredo de Justiça, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou os políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, uso da máquina pública e utilização de notas frias e laranjas para fraudar a eleição de 2006. Se for aceita pelo plenário do STF, a denúncia vai desafinar o sucesso da dupla goiana.

    No documento de 16 páginas, ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, o procurador-geral descreve uma investigação da Polícia Federal que produziu cinco CDs com escutas telefônicas de uma dezena de pessoas, relacionadas em seis volumes. A denúncia foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowsky, que será o relator no plenário do STF. Por meio das escutas, a Polícia Federal detectou um esquema para transferir recursos da campanha de Cidinho para a de Perillo, e depois tentar encobrir essa manobra ilegal por meio de notas frias. As acusações mais graves são contra Perillo, suspeito de ter voado durante a campanha em aviões do governo do estado e ter utilizado policiais militares como seguranças pessoais. Por isso, o senador é acusado do crime de peculato (apropriação ilegal de recursos públicos), com pena de até 12 anos de prisão.

    “O senador Marconi Perillo e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, foram os mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas frias, pagamentos de despesa de campanha por meio de 'laranjas' e outras fraudes eleitorais”, escreveu o procurador-geral Antonio Fernando. O advogado de Perillo, Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, diz que o procurador errou ao basear a denúncia nas escutas telefônicas sem ter ouvido antes os dois políticos. “Só lamento que eu não tenha sido ouvido pelo Ministério Público, porque já teria esclarecido o que fosse necessário”, afirmou Marconi Perillo, por meio de sua assessoria. “Estou absolutamente tranqüilo porque chequei, rechequei e fui muito exigente com a minha prestação de contas”, disse o senador. De acordo com a defesa, Perillo utilizou apenas aviões particulares na campanha. ÉPOCA procurou a assessoria e os advogados do governador Rodrigues, mas não obteve comentários sobre a denúncia até a noite desta quinta.

    AINDA NESTA MATÉRIA
    Página 1: MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois
     
    É, meu amigo Jorge Kajuru, Tanto que você falou e foi processado, mais nem tudo que fazemos é vão.
    Espero que a nossa Justiça tenha o mínimo de descência e moral para pelo levar adiante essa denúncia, pois vevimos num país sem memória e sem arbítrio, pois a mídia comanda a massa.
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