Julieta é uma espécie de “Menina Maluquinha”. Joga futebol, vive de cabelos desgrenhados e usa camiseta de super-heróis, não nasceu com a intenção de ser a versão feminina de seu mais famoso personagem. Mas acabou ficando. “Ela é uma menina de todos os tempos, não é de hoje. As meninas sempre foram assim, mas agora elas podem jogar futebol e vestir camisas de heróis”, diz seu criador. Juju nasceu nas páginas de O menino Maluquinho, onde levou um beijo do protagonista. Ganhou tira própria e, agora, seu livro.
Os livros do Flamengo e do Corinthians inauguram uma série de exemplares sobre clubes de futebol. Contam a história do clube em quadrinhos e revelam curiosidades. O leitor fica sabendo que o Flamengo tem torcida espalhada pelo Brasil inteiro porque, na década de 70, muitas emissoras do interior retransmitiam o sinal das rádios do Rio de Janeiro. O povo, então, ouvia os jogos do Flamengo e acabava torcendo pelo time. O próximo livro da série a ser produzido é sobre o Vasco, maior rival do Flamengo, time de Ziraldo, que é capaz de ditar a escalação tricampeã de 30 anos atrás para provar seu amor pelo clube.
Toda essa produção é feita no estúdio de Ziraldo, que fica em frente ao apartamento onde ele mora. Só morando a poucos passos do trabalho é que ele consegue dar conta. A rotina começa às 11 horas e não é raro que só acabe às 3 da manhã. “Agora estou cansando, antes aguentava mais”, diz o avô de seis netos: três meninos e três meninas.
Ziraldo não usa computador. Desenha à mão, usando caneta. Para apagar os rascunhos, usa um pincel banhado com água sanitária sobre o papel vegetal. É um artesão do cartum. É desses que guarda versões do trabalho numa gaveta e, não raro, refaz tudo, de novo, do zero, até ficar feliz com o resultado. Por causa desse método, o livro de Juju levou dois anos para ficar pronto. Para escrever, usa uma máquina Olivetti. Diante do espanto do repórter com a máquina de escrever, Ziraldo chama sua secretária, a cunhada Regina, “70 e muitos”, que já não ouve lá muito bem. O cartunista pede um livro, e Regina volta trazendo o exemplar: lá está Ziraldo, aos 11 anos, numa foto em preto e branco muito pomposa. “É minha festa de formatura de datilografia”, diz. “Teve missa e paraninfo. Você acha que eu vou jogar minha datilografia fora depois disso tudo?” Ele não escreve nem mesmo e-mails: a correspondência eletrônica é impressa por seus assistentes, Ziraldo lê a resposta que é digitada e enviada de volta.
O desenhista tem um arquivo com tudo o que produziu em sua carreira. Ele conta que começou a desenhar profissionalmente aos 16 anos na revista Sesinho. Ziraldo pede à secretária para pegar um pequeno livro encadernado que reúne seus primeiros trabalhos. Folheia as páginas amarelas e, orgulhoso, mostra nos desenhos do então garoto sinais do traço que o consagraria anos depois. Vai virando as páginas e tem uma grata surpresa: encontra a história de estreia de Teleco e Tim, seus primeiros personagens. Checa a data: 1949. “Olha só: estão fazendo 60 anos!”, diz, sorrindo com a descoberta. O aniversário quase passou despercebido, ao contrário de Flicts, que faz 40 anos agora e ganhará uma edição especial pela Melhoramentos. Reparo que na assinatura de Teleco e Tim estava escrito Ziraldo Pinto. Ele explica que assinava com o nome completo, até que teve o seguinte diálogo com um editor:
– Ziraldo, por que você assina Ziraldo Pinto?
– Porque é meu nome, ué.
– E existe outro Ziraldo?
– Não.
– Então assina só Ziraldo. Corta o Pinto fora.
O editor estava certo. Ziraldo, só existe um.
O autor em números 8,5 milhões de exemplares vendidos 3 milhões de exemplares vendidos de O menino Maluquinho (1980 – 90a edição) 450 mil exemplares vendidos de Flicts (1969 – 65a edição) 188 títulos publicados 7 idiomas em que os livros foram traduzidos |
"O Amor" - Artur da Távola
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o quê? O amor...
Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.
O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão e filho.
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável...
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas! Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas prá pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo prá cada um. Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!
MARCELO ORTEGA Vender bastante e perder clientes. Por que isso acontece?
Tem muito vendedor que trabalha como um “cão perdigueiro” em busca de novas vendas, novos clientes, novos contratos, pedidos e fazem aparentemente um bom resultado para empresa. No entanto, por de trás dessa aparência ilusória, surgem muitas questões complexas para se resolver tais como: falta de satisfação do cliente na pós-venda (na hora da entrega dos produtos ou conclusão dos serviços), ou ainda, divergências com a área técnica da empresa na execução do serviço dentro do prazo combinado. Enfim, a venda é feita, mas ficam rastros problemáticos com o cliente e esse por sua vez, se chateia e quer devolver o produto ou deixa de contratar sua empresa por isso.
Eu mesmo caí na armadilha deste tipo de vendedor “de uma venda só”. Há cerca de 03 anos atrás estava com meu sócio pesquisando empresas de móveis e, contatei uma delas para apenas avaliar seus produtos, pois não iríamos fechar naquele momento. Mesmo assim passei a receber visitas frequentes de um vendedor simpático, que persistiu durante meses me visitando e apresentando seus produtos. De tantas visitas que ele fez, devo ter servido mais de 10 litros de cafézinho, até que um dia, passado mais de 06 meses, decidimos comprar móveis. Adivinha com quem fomos primeiramente falar? Com aquele que nos visitava sempre. Como já tínhamos alto conhecimento dos produtos de sua empresa e criamos afinidade com o vendedor, fechamos um grande negócio. Mas aí é que aconteceu o que jamais deveria. O vendedor depois de tirar o pedido, agendou a entrega. No dia da entrega, ele não veio nos visitar, o que me fez estranhar bastante e o pior, tivemos problemas com cadeiras durante a montagem.
Tudo bem, depois de alguns dias eles consertaram o problema com as cadeiras, mas o que realmente nos deixou tristes, chateados e enfurecidos é o descaso do vendedor, que sequer foi ver como ficara nossas instalações com os móveis que ele nos vendeu. Nunca mais tomei café com o cidadão, que demonstrou que o mais importante para ele era somente vender, não ver se deu tudo certo para mim.
Tem muita gente em vendas que vende muito, mas vende uma vez só e provoca traumas na empresa onde trabalha. A falta de envolvimento com o cliente é um grande problema e, além disso, as áreas da empresa responsáveis pela entrega dos produtos e serviços sofrem com as promessas infundadas deste tipo de vendedor.
Recentemente comprei pela internet um presente de casamento para um amigo. Mesmo sendo pela internet, existe um vendedor receptivo do outro lado que recebe meu pedido e processa o seu faturamento, envio do produto, controle de qualidade. Para minha surpresa o produto tinha acabado, mas na internet estava com estoque garantido. Em vez de alguém me ligar, eu mesmo tive que procurar saber o que estava acontecendo que ainda tinha sido entregue. Me disseram que o produto estava em falta. Me pergunto, e agora? Passaram dias e o casamento já tinha ocorrido e o meu presente não tinha sido entregue. Portanto passei um “carão” daqueles. Mesmo assim pedi que solucionassem e alguém estava tentando conseguir com o fabricante. Eu até entendo a demora técnica, logística e tudo mais. No entanto, custa ter mais atenção e informar que o produto esgotou, ou ligar para o cliente urgentemente.
Percebam que a venda, tanto direta como indireta, pode ser totalmente mal feita por detalhes que em especial, só requer mais comprometimento do vendedor ou atendente com o cliente final.
Um cliente mal atendido passará a ser um detrator do seu negócio, alguém que por raiva fala mal de sua empresa e de seu produto/serviço.
Para vender muito é preciso ter preparo e bom-senso entre todas as áreas da empresa que participam da venda e alinhamento dos processos. Pois entregar o que se vende é tão vital como prospectar clientes. O que acontece é que por problemas no pós-venda, muita gente não percebe que perde muito tempo e dinheiro refazendo as coisas, “revendendo”para o mesmo cliente.
Dicas para vender muito mais e manter clientes bem atendidos e satisfeitos:
- separe entre 10 a 20% do seu tempo semanal para (0,5 ou 1 dia) para cuidar de seu clientes ativos fazendo pós-venda
- valide se a entrega ocorreu bem e acompanhe o cliente durante a mesma, isso o deixará mais confiante.
- procure conhecer bem sua empresa, áreas afins que se relacionem com o cliente. Entenda o que pode vender e o que não pode. Jamais venda aquilo que não poderá entregar
- tenha ética, compromisso com o resultado daquilo que o cliente espera
-crie alternativas para uma venda ser concluída. Defina processos, entre no circuito como se a venda realmente só terminasse depois que o cliente disser que está de acordo e satisfeito.
Você verá que se fizer isso, sendo persistente em visitar clientes novos e principalmente, sendoprofissional em visitar clientes antigos/inativos, pois terás mais sucesso.
É melhor perder uma venda do que perder um cliente.
Portanto para fechar, relacione 10 empresas/nomes de pessoas e dê uma ligadinha agora para saber se estão satisfeitas depois de terem comprado com você.
Sucesso em vendas e até mais.
Marcelo Ortega
Palestrante, Vendedor, Consultor e Autor de Sucesso em Vendas – Ed. Saraiva
http://www.marceloortega.com.br/
Aprenda a tomar banho frio
Por Nuno Cobra
A água exerce um fator muito importante para a saúde. Um banho sempre cai bem quando estamos desanimados, cansados ou estressados, pois relaxa, traz conforto e energia.
Por uma questão cultural, quando se fala em tomar banho, vem à nossa cabeça aquele banho bem quente, tão desejado, principalmente no inverno.
Vou falar sobre a importância do banho frio. Ele é tido como desagradável. Mas o choque térmico provocado pela água fria é muito revitalizador.
Choque com água: grande benefício
O objetivo do banho frio é justamente esse choque com a água fria. Banho frio não é para ficar embaixo da água e deixar baixar a temperatura do corpo, correndo o risco inclusive de se pegar um resfriado. O choque de temperatura vai ‘exigir’ do organismo uma formidável reação que promoverá bem-estar. Isso acontece porque o choque produz endorfinas, vaso constrição, ativa o metabolismo e o funcionamento de todos os órgãos. Privilegia o cérebro e deixa o corpo mais ‘acordado’ e ‘lúcido’, pronto para a ação.
Benefícios do banho frio
- Revigora, estimula os órgãos, eleva todas as funções orgânicas, em conseqüência, seu nível de saúde
- É um afrodisíaco, deixa corpo pronto para ação
- Se tomado corretamente, aumenta o sistema imunológico prevenindo gripes e resfriados - caso esteja resfriado ou gripado evite o banho frio
- Eleva a auto-estima, traz benefícios nos aspectos mental e emocional, inclusive por ter conseguido tomar um banho gelado num dia frio
Como tomar o banho frio, principalmente no inverno
Existe uma técnica para se tomar o banho frio e não trazer conseqüências negativas, principalmente no inverno ou nos dias frios. Já que ele pode e deve ser tomado durante todo o ano.
Banho frio em três fases
Primeira fase: Abra a ducha no máximo. É claro que o choque inicial com a água fria não é nada agradável, por isso é necessário entrar de uma só vez embaixo do chuveiro. Isso deve ser feito repentinamente e com decisão.
Você vai perceber que o choque inicial é rápido e que o organismo 'responde' de forma decidida a essa entrada. Você joga a água no peito, indo para o ombro esquerdo e direito; perceberá num segundo momento, que ela não estará tão fria; vire-se então para a água atingir suas costas e o quadril; saia rapidamente e desligue o chuveiro.
Segunda fase: Ensaboe vagarosamente todo o seu corpo. Após essa tarefa, faça uma massagem com uma bucha nas costas, braços, peito e abdome. Em seguida, abra o chuveiro e se lance embaixo dele decididamente e fique somente o tempo necessário para retirar o sabão. Você irá perceber que a água estará mais agradável.
Terceira fase: Sem desligar o chuveiro, saia dele e faça mais umas duas ou três entradas na água. Você verá que a água estará apenas estimulante e não mais tão fria.
Irá perceber enquanto esfrega a toalha vigorosamente nas costas, braços e tórax uma sensação muito boa e não sentirá mais frio. Ao contrário, o ambiente frio antes do banho estará extramente agradável e até aquecido.
Cuidados com o banho frio no inverno
Entradas no chuveiro: Todas as entradas no chuveiro desde a primeira fase não devem passar de 30 segundos, para evitar um possível resfriado.
Cabeça: Nas primeiras vezes não se deve molhar a cabeça, para evitar que uma área muito grande do corpo se resfrie.
Após o banho
Coloque um pijama quente, uma meia de lã e deite na cama. Essa ‘horizontal’ irá completar o prazer. Aquecido, feche os olhos e curta esse bem-estar. Fique alguns minutos na cama.
Em seguida, coloque sua roupa, se agasalhe e terá um dia muito mais produtivo com bem-estar, felicidade e uma sensação de vitória.
Quando...
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
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