""Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.”"
Autor: Eça de Queiroz
LEI 1
Faça sempre que as pessoas acima de você se sintam confortavelmente superiores. Querendo agradar ou impressionar, não exagere exibindo seus próprios talentos ou poderá conseguir o contrário - inspirar medo e insegurança. Faça com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são na realidade.
Todos têm as suas inseguranças. Quando você se expõe ao mundo e mostra os seus talentos é natural que isso desperte todos os tipos de ressentimentos, invejas e outras manifestações de insegurança. É de se esperar que isso aconteça. Você não pode passar a vida preocupando com os sentimentos mesquinhos dos outros. Mas com quem está acima de você, é preciso adotar outra abordagem: quando se trata de poder, brilhar mais do que o mestre talvez seja o maior erro.
Quem conquista um alto status na vida é como os reis e as rainhas: quer se sentir seguro na sua posição e superior aos que os cercam em inteligência, perspicácia e charme. É uma falha de percepção mortal, porém comum, acreditar que exibindo e alardeando os seus dons e talentos você está conquistando o afeto do senhor. Ele pode fingir apreço, mas na primeira oportunidade vai substituir você por alguém menos brilhante, atraente e ameaçador.
Duas regras:
1ª - é possível inadvertidamente brilhar mais do que o senhor sendo simplesmente você mesmo. Existem senhores que são mais inseguros do que outros. A lição é simples se não for possível evitar ser charmoso e superior, você deve aprender a evitar esses monstros de vaidade. É isso ou descobrir um jeito de apagar as suas boas qualidades quando estiver com o superior.
2ª - não imagine que pode fazer tudo o que quiser só porque o senhor gosta de você. Livros inteiros poderiam ser escritos sobre favoritos que caíram em desgraça por considerar garantido o seu status por ousar brilhar.
Sabendo dos perigos de brilhar mais do que o seu senhor, você pode tirar vantagem desta lei. Primeiro você precisar elogiar e cortejar o seu senhor. A bajulação explícita pode ser eficaz, mas tem seus limites; é por demais direta e óbvia e causa má impressão aos outros cortesãos. Cortejar discretamente é muito mais eficaz. Se você é mais inteligente do que seu senhor, por exemplo, aparente o oposto, deixe que ele pareça mais inteligente do que você. Mostre ingenuidade. Faça parecer que você precisar da habilidade dele. Cometa erros inofensivos que não afetarão você a longo prazo, mas lhe darão chance de pedir a sua ajuda. Os senhores adoram essas solicitações. O mestre que não consegue presenteá-lo com sua experiência pode deixar cair sobre você a sua ira e má vontade.
Se a suas idéias são mais criativas do que as do seu mestre, atribua-as a ele da maneira mais pública possível. Deixe claro que seu conselho está simplesmente repetindo um conselho dele.
Se você for mais esperto do que seu mestre, tudo bem em representar o papel de bobo da corte, mas não o faça parecer frio e mal humorado em comparação. Apague um pouco o seu senso de humor se necessário e descubra com fazer parecer que é ele que está divertindo e alegrando os outros.
Você não pode ficar se preocupando em não aborrecer todas as pessoas que cruzam o seu caminho, mas deve ser seletivamente cruel. Se o seu superior é uma estrela cadente não há perigo nenhum brilhar mais do que ele. Não tenha misericórdia – seu senhor não teve escrúpulos na sua ascensão a sangue frio até o topo. Calcule a força dele. Se for fraco apresse discretamente a sua queda: supere-o, seja mais encantador, mais inteligente do que ele nos momentos-chave. Se ele for muito mais fraco e estiver prestes a cair, deixe a natureza seguir o seu curso. Não arrisque brilhar mais do que um superior frágil – pode parecer crueldade ou despeito. Mas se o seu senhor está firme na sua posição e você sabe que é mais capaz do que ele, tenha paciência e espere o momento mais propício. O curso natural das coisas é o poder acabar enfraquecendo. O seu senhor cairá um dia e, se jogar direito, você vai sobreviver, e um dia brilhar mais do que ele.
“Evite brilhar mais do que o seu senhor. Toda superioridade é odiosa, mas a superioridade de um súdito com relação ao seu príncipe não só é estúpida como fatal.”
Baltasar Gracián
É Apenas Um Resumo, Espero que aproveitem!
Ótima Piada.
-----
O velho padre, durante anos, tinha trabalhado fielmente com o povo
africano, mas agora estava de volta ao Brasil, doente e moribundo, no
Hospital Geral de Brasília, é notícia e manchete midiática da hora.
Já nos últimos suspiros, ele faz um sinal à enfermeira, que se
aproxima.
- Sim, padre? diz a enfermeira.
- Eu queria ver dois proeminentes políticos antes de morrer, Renan
Calheiros e o Sarney, sussurrou o padre
- Sim, padre, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.
De imediato, ela entra em contato com o Congresso Nacional e logo
recebe a notícia: ambos gostariam muito de visitar o padre moribundo.
A caminho do hospital, Sarney diz a Renan Calheiros:
- Eu não sei por que o velho padre nos quer ver, mas certamente que
isso vai ajudar a melhorar a nossa imagem perante a Igreja e povo, o
que é sempre bom.
Renan Calheiros concordou.. Era uma grande oportunidade para eles, e
até foi enviado um comunicado oficial à imprensa sobre a visita.
Quando chegaram ao quarto, com toda a imprensa presente, o velho
padre pegou na mão de Sarney, com sua mão direita, e na mão de Renan
Calheiros, com sua esquerda. Houve um grande silêncio e notou-se um
ar de pureza e serenidade no semblante do padre.
Renan Calheiros então disse:
- Padre, por que é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas,
para estar ao seu lado no seu fim?
O velho padre, lentamente, disse:
-Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor
Jesus Cristo.
-Amém, disse Sarney.
-Amém, disse Renan Calheiros.
E o Padre concluiu:
-Então... como Ele morreu entre dois ladrões, eu quero fazer o mesmo.
Receita de Dona Cacilda
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade,o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão..' E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
Parábola do Urso Era uma vez um urso que morava em sua floresta. Conhecia cada canto de seu hábitat. Os rios, as árvores, os outros animais, tudo com os detalhes familiares a um morador antigo. Todos os anos, durante o inverno rigoroso, o urso entrava na caverna e lã ficava até o verão. Hibernando, dormindo... Durante o inverno o urso ficou dentro da caverna. Quando chegou o verão ele saiu ansioso para ver sua floresta. E algo diferente aconteceu nesse ano. Surpresa enorme teve nosso personagem quando percebeu que toda a floresta havia sido derrubada e no lugar dela havia uma indústria. O urso ficou assustadíssimo. Não acreditou no que estava vendo. Ele se beliscou várias vezes, achando que sonhava. De repente, aproxima-se dele um trabalhador e lhe pergunta: ~ O que o senhor estáfazendo aí parado? - Eu? - retrucou o urso. - Ora, não estou fazendo nada, estou apenas olhando. - Vá fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e começar a trabalhar - ordenou o funcionário, - Ora, deixe disso. Eu sou um urso. Não vou fazer a barba nem tomar banho, nem trocar de roupa muito menos trabalhar. - Eu não vou discutir com o senhor. Imediatamente chamou o chefe da seção. - Ele está dizendo que é um urso. - Ora - disse o chefe - vamos parar de brincadeira. Vã fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar. - Eu não vou fazer nada disso. Eu sou um urso. Urso não faz a barba, não toma banho, não troca de roupa e não trabalha. - Eu não vou discutir com o senhor. Vou levá-lo até o gerente da empresa. Lá se foram o urso, o funcionário e o chefe ter com o gerente da empresa. - O que está acontecendo? -perguntou o gerente. - Esse camarada está dizendo que é um urso - respondeu o chefe. - Estou dizendo não. Eu sou um urso. E não adianta querer me enganar. - Vamos parar com essa brincadeira - disse o gerente. - Vã fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar. -Não vou fazer a barba nem tomar banho, nem trocar de roupa, nem trabalhar. Eu sou um urso' Vamos levá-lo até o diretor. E lá se foram, o urso. o funcionário, o chefe e o gerente. - Senhor diretor - disse o gerente - temos um pequeno problema Este nosso funcionário teima em afirmar que é um urso, - Teimo não. Vocês é que teimam em dizer o contrário. Eu sou um urso. - Pronto - disse o diretor. - Está resolvido. O senhor agora vá fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar. E não se fala mais nisso. É uma ordem. - Ora essa, eu não recebo ordem de ninguém. Eu sou um urso. Não vou fazer a barba nem tomar banho, nem trocar de roupa, nem trabalhar. Resolveram levá-lo ao vice-presidente da empresa, que já sabia do disque-disque na empresa e foi falando sem muita paciência: - Olha aqui, não tenho muito tempo a perder. Sou um homem bastante ocupado. Vá imediatamente fazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar ou eu vou demiti-lo. -Pode demitir - disse o urso - eu não estou admitido. Eu sou um urso, um urso! Entenderam ou não? Eu não vou fazer a barba, não vou tomar banho, não vou trocar de roupa nem trabalhar. - Bem - disse o vice-presidente - vamos conversar com opresidente da empresa. E lá se foram, o urso, o funcionário, o chefe, o gerente, o diretor e o vice-presidente. Cada sala era maior que a outra, e ° urso se espantava com o número de secretárias. O presidente foi logo se adiantando: - Seja bem-vindo, meu amigo urso! Educação: A solução está no afeto - Ora, eu nem estou acreditando - retrucou o urso. - Deixem-me a sós com ele. E saíram todos, ficando apenas o urso e o presidente. - Vamos dar uma volta? - convidou o presidente. - Com muito prazer- respondeu o urso. E lá se foram, o presidente e o urso, ao jardim zoológico. Quando chegaram lá, viram logo uma jaula em que moravam alguns ursos. Perguntou o presidente ao urso que estava dentro da jaula: - Meu amigo urso, pode me tirar uma dúvida? - Com toda certeza - respondeu o urso de dentro da jaula. - Este que está aqui comigo — continuou o presidente, apontando para o urso que o acompanhava - é um homem ou um urso? - É um homem - afivmou o urso. - Se ele fosse urso, estaria aqui, dentro da jaula. O urso ficou espantado. O presidente continuava com aquele olhar confiante, astuto. - Vamos ao circo? - sugeriu o presidente. - Sim - respondeu o urso, cambaleante. No circo a cena se repetiu. O presidente perguntou ao urso que estava nopicadeiro se aquele que o acompanhava era homem ou urso. e sem deixar dúvidas respondeu o urso do picadeiro: - Ora, ê um homem. Se ele fosse urso, estaria nopicadeiro. E um ursinho, um pouco atrevido, deu força: - O que ele precisa éfazer a barba, tomar banho, trocar de roupa e trabalhar - se não bastasse - vagabundo! Urso ou homem, não se sabe muito bem, voltou com o presidente para a empresa. Fez a barba, tomou banho trocou de roupa e começou a trabalhar. Trabalhou incansavelmente e sem muito tempo para pensar até que chegou novamente o inverno. Todos na indústria foram para suas casas, houve férias coletivas devido ao frio rigoroso. Eele, nosso personagem central, iria para onde? Ele andou de um lado a outro, passou perto da caverna e resolveu que não poderia entrar. Tinha feito a barba, tomado banho, trocado de roupa e trabalhado. Não era urso certamente. Depois de muito resistir, entrou na caverna. Deitou-se, fechou os olhos, cocou a barriga, dormiu... e sonhou que era urso. Era homem ou urso? Era urso. Era urso que foi convencido a ser algo que não era, que resistiu até onde pôde para não se deixar levar pela conversa de estranhos. Enquanto gritaram com ele, enquanto o obrigaram a acreditar em algo que não acreditava, ele resistiu. Mas, diante da sutileza do presidente, ele se convenceu, não resistiu à pressão externa, à publicidade, à propaganda, e acabou se convencendo de algo que, na verdade, não era. O presidente da empresa, astuciosamente, conduziu o urso por onde quis. E de forma sutil o convenceu de algo que ele não era - um homem! O presidente era experiente, esperto, astuto e sabia como enganar. Não foi truculento como os outros funcionários. Conheceu primeiro a fragilidade do urso, agiu sobre essa fragilidade e com isso atingiu seus objetivos.
A VIDA (Henfil) ”Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. “Felicidade é uma viagem, não um destino”. “Quem tem um porquê viver, encontrará, quase sempre o como.”Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo;
e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão,
outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO…
Lembre-se:
Nietzche
""Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.”"
Autor: Eça de Queiroz
José Nêumanne Pinto 
A defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terça-feira, foi um dos momentos mais constrangedores testemunhados por este veterano repórter político, habituado ao cinismo dos políticos por dever de ofício. Por mais distanciamento que o profissional da comunicação seja obrigado a ter das fontes com que se relaciona, seria um excesso de insensibilidade não sentir vergonha ao acompanhar um ancião com um currículo que inclui uma passagem pela presidência da República e duas pelo comando do Senado Federal reunir argumentos pueris e insustentáveis, com voz trêmula e gaguejante, como um colegial despreparado respondendo a uma questão sobre tema que não estudou na prova oral.
O orador atropelou os cânones do comportamento esperado de um senador, palavra portuguesa oriunda do termo latinosenior, o mais velho, não no sentido do mais longevo, mas, sim, do mais experiente, do mais vivido, do mais capacitado, em suma. Os antigos romanos se deixavam governar por esses conceitos e, é claro, desde então a definição etimológica sucumbiu aos pecados, vícios e defeitos comuns no gênero humano. Isso explica, mas não justifica, a postura - entre tatibitate e pernóstica - adotada pelo varão, ao se defender da tribuna perante seus pares.
Essa defesa de Sarney não pode ser definida como inconsistente, de vez que ela simplesmente inexistiu. Tendo ouvido em algum lugar que a melhor defesa é o ataque, ele preferiu cobrar de volta a ter de apresentar alguma evidência de sua inocência das acusações que lhe são feitas. Diante da impossibilidade de negar a conexão que obviamente tem com a nomeação do neto, substituído pela mãe deste, num emprego concedido de forma clandestina, entre outras coisas, ele optou por adotar o velho lema do autoritarismo coronelista sertanejo: “Vocês sabem com quem estão falando?” Ou melhor: “Vocês não sabem com quem estão falando”.
Como o menino traquinas, flagrado com as mãos cheias de penas, tentando negar ao pai que matou o passarinho, o velho senador pôs o dedo em riste no nariz de todos os brasileiros perplexos com a farra da cota de passagens, o abuso do auxílio moradia e, principalmente, os atos secretos configurando a existência de um Senado clandestino. E apelou para a própria sorte, como se ela pudesse eximi-lo dos erros que cometeu ou avalizou, ora denunciados. “É injusto cobrarem isso de um homem que fez tanto pelo País” – foi o ponto capital de sua fala. Não permitiu apartes. Evidentemente, nenhum de seus nobres pares teria coragem e discernimento para lhe perguntar o que teria feito de tão relevante e útil para o Brasil para se tornar merecedor da inimputabilidade, que não pode ser dada a cidadão nenhum. Mas a esperteza o impediu de correr esse risco.
Sem as obrigações regimentais nem sociais dos varões da República por ele presididos, venho cobrar aqui: “vá contando aí o que fez pelo País, senador Sarney”. Terá ele arriscado a vida pela pátria nas horas intermináveis do bate-papo cordial nos cafezinhos do parlamento? Consta de sua biografia a passagem pelas masmorras de uma ditadura por ter travado o bom combate da luta pela manifestação livre da cidadania? Terá ele doado sua fortuna pessoal a alguma instituição de benemerência ou mecenato reconhecidos? Sabe-se que Sua Excelência, filho de um modesto juiz de província, acumulou razoável pecúlio e frequentou com assiduidade invejável os banquetes servidos pelos maiorais da República nos regimes a que serviu: a ditadura militar, cujos conceitos representou na condição de presidente do partido serviçal; a Nova República, na qual herdou o poder maior por uma peça pregada pelo destino à Nação, que esperava ver no lugar o titular da esperança, e não seu reserva e beneficiário; e agora a república petista, da qual é insigne servidor, como patrono de causas indefensáveis e paraninfo do gozo pelo gozo do poder.
Não tivesse a sorte, que sempre o bafejou na carreira política, produzido, além da glória, a cegueira para tudo o que não diga respeito a si próprio, a seus parentes, amigos, afilhados e apaniguados, o poeta, romancista e tribuno José Sarney poderia ter dado destino mais digno a sua peroração. Idoso, tendo cruzado o Cabo da Boa Esperança, poderia verbalizá-la, atirando-se temerariamente à luta pela reconstrução das instituições democráticas, desafiadas pela popularidade e pelo despreparo daquele que hoje comanda o seu e os nossos destinos. Teria, com isso, o velho timoneiro, auferido mérito, não para cobrar da Nação seus préstimos de homem público, que são dever e não prerrogativa, mas, sim, para dar a guinada espetacular capaz de salvar sua biografia do naufrágio que a espera, sob a areia movediça e ondas de lama em que o Poder Legislativo, do qual é dignitário, se afunda.
O orador desta terça-feira no Senado, recebido pelos colegas com um silêncio sepulcral, é uma assombração perdida num casarão colonial brasileiro. Mas uma assombração insepulta: no Brasil do “quem cala consente”, seu silêncio cúmplice lhe concede fama, prestígio e poder.

.
Nós geralmente descobrimos o que fazer percebendo aquilo que não devemos fazer. E provavelmente aquele que nunca cometeu um erro nunca fez uma descoberta. Samuel Smiles
Sucesso é não perder a oportunidade de fazer alguém feliz. E, por incrível que pareça, hoje é a melhor forma de ganhar dinheiro.
AS EMPRESAS PRECISAM AGREGAR FELICIDADE
Cada vez mais os produtos e serviços estão parecidos. O cliente olha para o lado, percebe que existe um mundo de lojas muito semelhantes e fica procurando algo mais que o atraia. Todas as empresas têm buscado uma forma de se diferenciar. Em minha opinião, a maior vantagem competitiva está em agregar felicidade ao seu trabalho, serviço ou produto.
Invente um jeito de seu cliente sair feliz depois de fechar um negócio com você. Esse é o melhor parâmetro da boa parceria: ver a alegria do cliente em voltar a comprar de você. Livros existem em muitas livrarias, mas são poucas as que conseguem dar a seus clientes o prazer de um atendimento especial. Todos os médicos sabem receitar remédios, mas são poucos, muito poucos os que transmitem confiança e afeto ao paciente.
Uma loja de roupas precisa vender mais do que roupas. É importante que ela saiba vender beleza e elegância. Quando um restaurante simplesmente vende comida, corre o riso de suscitar uma pergunta inevitável: porque uma coxinha de galinha custa o preço de 1 quilo de frango? O restaurante deve vender encontros, amizades, paquera, informação etc.
Sob essa nova ótica, fica claro que apenas dinheiro ou tecnologia não são mais suficientes. As empresas campeãs vendem produtos e serviços, mas também entregam a felicidade como bônus. Junto com o serviço, oferecem confiança, prazer em servir e certeza de qualidade.
“Mas, Roberto, como eu crio felicidade em meus negócios?” A primeira medida é promover a felicidade de seus colaboradores, que vão tratar seus clientes da mesma maneira como são tratados. Certamente, em meio à pressão, pode parecer quase impossível que as pessoas sejam felizes. Mas você pode ver profissionais felizes em lugares de alta pressão, como pronto-socorro e Corpo de Bombeiros. A chave para isso é envolvê-los em projetos e decisões, ajudando cada um a se sentir importante para a organização.
A segunda medida é atrair os clientes para sua empresa. Convide-os para participar de seus projetos, estimule-os a opinar, escute suas sugestões e você vai saber o que realmente importa para eles. Mas, principalmente, seja você um exemplo de profissional que trabalha por amor ao que faz, e tem prazer de estar na empresa. Sua energia de líder vai contaminar os outros.
Sucesso é não perder a oportunidade de fazer alguém feliz. E, por incrível que pareça, hoje é a melhor forma de ganhar dinheiro.
Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 14 títulos, entre eles: Sempre em Frente; Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (www.clubedoscampeoes.com.br).
Ilustrações Tato Araújo O que você prioriza na carreira hoje? Remuneração, visibilidade, desafi o ou qualidade de vida? A resposta para essas perguntas começa, muitas vezes, pela cidade em que você decide morar. Hoje, trabalhar em um grande centro ainda pode trazer mais projeção profissional ou um salário melhor, mas sem dúvida esses benefícios vêm em detrimento da qualidade de vida. Para escolher o que faz mais sentido para você, é fundamental conhecer as oportunidades e as limitações que cada região oferece. Para ajudá-lo nessa análise, VOCÊ S/A apresenta a oitava edição da pesquisa exclusiva As 100 Melhores Cidades para Fazer Carreira, coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ). O levantamento avalia as cidades de acordo com três indicadores: educação, vigor econômico e serviços de saúde. Clique para ler mais sobre a região Centro-Oeste Coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da Fundação Getulio Vargas (FGV/RJ), a pesquisa analisa 127 cidades, considerando os municípios mais populosos e com maiores depósitos bancários à vista. Uma vez feita essa triagem, as cidades são avaliadas com base nos indicadores educação, vigor econômico e saúde. O item educação é o de maior peso na pesquisa e considera o número de cursos de graduação, de mestrado e de doutorado, além do número de graduados. São avaliados também o PIB municipal, divulgado pelo IBGE em 2006, e a infraestrutura de serviços de saúde. As 100 Melhores Cidades para Trabalhar
Mais opções
Polos econômicos e cidades médias geram oportunidades e tiram profissionais qualificados das capitais
Por GABRIEL PENNA

São Paulo se manteve em primeiro lugar no ranking geral pelo oitavo ano consecutivo. Mas o estudo também mostra a força de polos econômicos regionais e das cidades médias, que têm criado boas alternativas de carreira para profi ssionais qualifi cados. Setores como varejo, construção civil, tecnologia e petróleo e gás se destacam em meio à crise e criam oportunidades também fora dos grandes centros. Na região Sudeste, principalmente, as cidades médias têm ganhado cada vez mais importância e se consolidado como alternativa às líderes — porém, já saturadas — São Paulo (1a) e Rio de Janeiro (2a). Na região, o grande destaque é Barueri, que saltou da 16a posição em 2008 para o 4o lugar geral graças ao vigor econômico. Com uma economia diversificada, Barueri está localizada à beira da Rodovia Castelo Branco, a poucos minutos da capital paulista. A cidade, de 270 000 habitantes, é sede de diversas multinacionais e tem Produto Interno Bruto (PIB) maior que o das principais capitais do Nordeste. Com matriz na cidade, a americana Plastrom Sensormatic, especializada em segurança eletrônica para o varejo, contratou 100 funcionários no ano passado e ainda procura profissionais para postos de gestão e especialistas em vendas, assistência técnica e finanças. No Rio de Janeiro, Macaé (9a), com 190 000 habitantes, cresceu 600% na última década, movida pela indústria de petróleo e gás. Há oportunidades, principalmente, para engenheiros, técnicos e profissionais de áreas administrativas, como jurídico e financeiro. Cada contratação da Petrobras gera três empregos terceirizados”, diz Carlos Alberto Campos Monteiro, gerente de recursos humanos da estatal na cidade.
Clique para ler mais sobre a região Sudeste
CENTRO-OESTE EM CONSTRUÇÃO
O destaque do Centro-Oeste mais uma vez é Brasília (8a), onde a geração de oportunidades é puxada pela indústria da construção civil. A previsão é que no ano que vem o mercado imobiliário da capital federal se torne o segundo maior do Brasil — atrás apenas de São Paulo —, embalado pela mais alta renda per capita do país, 37 600 reais, ante 12 600 reais da média brasileira. Há necessidade de engenheiros e de executivos experientes, pois muitas empresas estão investindo na profissionalização da gestão. O mesmo acontece em Anápolis (88a), em Goiás, onde fica o maior polo de fabricação de medicamentos genéricos do país. O núcleo conta com 34 empresas, que hoje buscam profi ssionais de contabilidade, finanças e governança corporativa. Os salários para executivos chegam a 15 000 reais. Outro polo importante é o do agronegócio, que tem registrado no Centro-Oeste as maiores taxas
de crescimento no país.
NORTE DE OLHO NA COPA
No Norte, o turismo se desenvolve e gera oportunidades em Manaus (22o). Muito admirada por suas belezas naturais, mas ainda pouco estruturada para receber visitantes, a Amazônia assiste a um boom de investimentos na rede hoteleira. Grandes grupos internacionais, como Accor, Blue Tree e Intercontinental, estão construindo novas unidades na região. A escolha de Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 promete acelerar essa expansão. Nos próximos dois anos, a previsão é de abertura de 1 500 vagas para cargos de níveis operacional e gerencial. No estado do Pará, o setor de papel e celulose, apesar da crise, gera oportunidades para jovens profi ssionais numa região carente de pessoal qualificado. “Temos que buscar no Sudeste gestores e engenheiros que entendam do nosso negócio”, diz o paulista Adalberto Biazotto, gerente de recursos humanos da Jari Celulose, do Grupo Orsa, um dos maiores produtores de papel e papelão ondulado do país.
Clique para ler mais sobre a região Norte
SUL TECNOLÓGICO
Na região Sul, Curitiba (10a) e Florianópolis (14a) assistem à expansão da indústria de tecnologia, que atravessou bem a crise em razão da alta demanda do mercado interno. Na capital paranaense, a Positivo Informática, uma das principais fabricantes de computadores do país, ampliou sua produção após um início de ano difícil. “Curitiba tem qualidade de vida e está se transformando em um polo de oportunidades nesse mercado”, diz Alexandre Colnaghi, gerente de administração de vendas da empresa. Em Floripa, a estimativa é que o faturamento do setor aumente 20% este ano. Já em Porto Alegre (7a), líder do ranking no Sul, o varejo e a construção civil são os setores mais promissores. Mas há também oportunidades fora das capitais. A gaúcha Lojas Colombo, com unidades nos três estados, vem batendo recordes de vendas. “As contratações se mantêm na rede”, diz Rogério Souto, diretor comercial da empresa.
Clique para ler mais sobre a região Sul
NORDESTE MOVIDO PELO CONSUMO
O aumento da renda e do consumo nas classes mais baixas estimula a indústria e o varejo no Nordeste. Isso vale para as principais capitais da região, como Recife (12a) e Salvador (15a). Na capital baiana, a estrutura de shopping centers cresceu 60% em dois anos, com ampliação e abertura de novos centros de compra. Com isso, aumentou a procura por profi ssionais com experiência gerencial. Em Pernambuco, o Porto de Suape atrai investimentos e cria vagas nos setores petroquímico e siderúrgico. Além das oportunidades de trabalho, as capitais do Nordeste têm menor custo de vida e os salários têm crescido e atraído executivos. Veja a seguir as oportunidades em cada região do país.
Clique para ler mais sobre a região Nordeste
Entenda a pesquisa

1865 - Publicação de Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll, obra clássica da literatura inglesa, considerada uma das mais célebres do gênero literário nonsense.
O livro conta a história da menina Alice, que vê um coelho branco correndo com um relógio na mão e, curiosa, decide segui-lo. Acaba caindo em um buraco, indo parar em um lugar fantástico, povoado por criaturas bizarras, no reino da tirânica rainha de Copas (semelhanças com a rainha Vitória, soberana inglesa do tempo de Carroll, não são mera coincidência).
A tiragem inicial foi de dois mil exemplares. Nova edição se esgotou rapidamente, e o livro se tornou um grande sucesso, tendo sido traduzido para mais de 50 línguas.
É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.
Em 1951 foi lançado o desenho Alice no país das maravilhas, de Walt Disney, considerada uma obra-prima da animação.
No Brasil, a dublagem do filme foi realizada pela Continental Discos, e as músicas foram adaptadas por Gilberto Souto, João de Barro (o Braguinha) e Vinícius de Moraes.
Está previsto para meados de 2010 o lançamento do próximo filme do diretor Tim Burton, Alice no país das maravilhas, que terá Johnny Depp no papel do Chapeleiro Maluco, Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas e Anne Hathaway como a Rainha Branca. Alice será interpretada pela atriz australiana Mia Wasikowska.

|
||
|
|
||
|
||