
FARRA COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE
Por cumplicidade, conivência, omissão ou mesmo descaso, todos o senadores e senadoras estão envolvidos na lama que escorre por todos os poros do Senado Federal.
Durante décadas, receberam as benesses sem saber de onde vinham. Durante décadas utilizaram dinheiro público indevidamente, sem se preocupar com as razões.
Claro que há diferenças. Não se pode reunir no mesmo saco senadores que apenas não se preocuparam em saber se um ato assinado por eles tinha sido ou não publicado, junto com aqueles que privatizaram o Senado Federal para seus próprios interesses e de suas famílias. (veja abaixo a lista dos 37 senadores beneficiados e dos membros da mesa que assinaram atos secretos)
O que suas Excelências parecem resistir a compreender é que os tempos são outros.
Vejamos os protestos no Irã. Em 1973, o golpe militar no Chile expulsou os jornalistas estrangeiros e fechou as fronteiras. Assim os militares puderam ficar à vontade para chacinar milhares de chilenos, sem ter que dar satisfação à opinião pública internacional.
Já no Irã, estes últimos dias têm mostrado que, mesmo que a imprensa estrangeira esteja sendo proibida de trabalhar, milhões de iranianos estão fazendo o trabalho da imprensa, utilizando a internet para enviar vídeos por celular, fotos, mensagens por twitter e blogs. Consta que existem hoje no Irã cerca de 75 mil blogueiros.
O regime iraniano pode fechar ainda mais o país e matar milhares de pessoas. Mas o mundo vai ficar sabendo praticamente em tempo real.
Da mesma forma, parece que os senadores não perceberam que suas práticas são antigas, seu discurso está embolorado, sua retória indignada está completamente obsoleta. Sua visão do próprio cargo precisa de uma atualização urgente.
Hoje não há mais necessidade de esperar oito anos para julgar o desempenho de um senador. São julgados minuto a minuto. A TV Senado, os emails, os blogs, o twitter, as notícias em tempo real, tudo isto transformou o eleitor, sobretudo o mais jovem e mais antenado, num juiz do comportamento de seus representantes.
Senadores com empregados particulares pagos com recursos públicos através do orçamento do Senado. Senadores com familiares empregados com recursos públicos através do orçamento do Senado.
Senadores se apropriando de verbas indenizatórias através de atos secretos.
Planos de saúde para ex-senadores e familiares garantidos por atos secretos.
É um sem-fim de irregularidades.
Não se pode responsabilizar apenas os agora ex-diretores. Os senadores também são responsáveis.
Em tempo: ano que vem tem eleição. Dos 81 senadores, 54 terão que se apresentar aos eleitores para renovar o mandato.
E o mandato de senador é distrital. Ninguém pode se beneficiar de sobras eleitorais, quocientes elevados ou puxadores de legenda.
Estão todos ameaçados. Vamos ver no que dá.
Mas não tentem iludir a sociedade brasileira, clamando inocência.
LISTA DOS SENADORES BENEFICIADOS POR ATOS SECRETOS (segundo o jornalista Leonardo Colon, do Estado de São Paulo)
Aldemir Santana (DEM-DF)
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA)
Augusto Botelho (PT-RR)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Delcídio Amaral (PT-MS)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Edison Lobão (PMDB-MA) licenciado para assumir ministério
Efraim Moraes (DEM-PB)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Fernando Collor (PTB-AL)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Hélio Costa (PMDB-MG) licenciado para assumir ministério
João Tenório (PSDB-AL)
José Sarney (PMDB-AP)
Lobão Filho (PMDB-MA)
Lúcia Vania (PSDB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Maria do Carmo (DEM-SE)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roseana Sarney (PMDB-MA) renunciou para assumir o governo do Maranhão
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Serys Slhessarenko (PT-MT)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Wellington Salgado (PMDB-MG)
LISTA DOS SENADORES QUE ASSINARAM ATOS SECRETOS QUANDO INTEGRAVAM A MESA
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
César Borges (PR-BA)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Garibaldi Alves (PMDB-RN)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Paulo Paim (PT-RS)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Tião Viana (PT-AC)
Por Lúcia Hipólito

1967 – Instalado em Enfield, Londres, o primeiro caixa automático. Fabricado pela empresa inglesa De La Rue, pertencia ao Barclays Bank.
A invenção do caixa automático é creditada a John Shepherd-Barron, apesar de Luther George Simjian ter registrado patentes em Nova York, nos anos 30, e Donald Wetzel e dois outros engenheiros da Docutel também terem registrado uma patente em 4 de junho de 1973.
Atualmente, existem cerca de 1,3 milhões de caixas automáticos no mundo. Passaram a ser imprescindíveis e nossa vida impraticável sem eles.
Abaixo, alguns capítulos do Código Penal, que podem servir de orientação.
Calúnia (Art. 138)
Imputação (atribuição) falsa de um fato criminoso a alguém. É necessária a descrição do falso crime. Ex.: alguém afirma que viu o parlamentar recebendo propina das mãos de um empreiteiro. Se não provar o que disse, está cometendo uma calúnia. Mas chamar o parlamentar, de ladrão, bandido, corrupto etc., sem conseguir provar, caracteriza injúria, não calúnia.
Difamação (Art. 139)
Consiste em ofender a reputação de alguém. Ao contrário da calúnia, aqui não há necessidade provar que os fatos são falsos. Ex.: alguém afirma que viu Fulana se prostituindo na noite anterior. Mesmo que tenha feito isso, ela pode processar o autor por difamação, pois houve a descrição do fato desonroso. Para haver processo, as ofensas precisam ser dirigidas a uma vítima determinada.
Injúria (Art.140)
Qualquer ofensa à dignidade de alguém. Na injúria, ao contrário da calúnia ou difamação, não se atribui um fato, mas uma opinião. Em geral, o crime é representado pelo uso de palavras fortes, como “ladrão”, “idiota”, “corrupto” e expressões de baixo calão. O crime de injúria pode levar a uma pena ainda maior, se praticado com elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
Estagiário
Havia certa vez um homem navegando com o seu balão, por um lugar desconhecido. Ele estava completamente perdido, então grande foi à surpresa quando encontrou uma pessoa... Ao reduzir um pouco a altitude do balão, em uma distância de 10 m aproximadamente, ele gritou para a pessoa:
- Hei, você aí, onde eu estou?
Então o jovem respondeu:
- Você está num balão a mais ou menos 10 m de altura!
Então o homem fez outra pergunta:
- Você é estagiário, não é?
O rapaz respondeu:
- Sim, puxa! Como senhor adivinhou?
E o homem respondeu:
- É simples, você me deu uma resposta tecnicamente correta, mas que não me serve para nada...
Então o estagiário perguntou:
- O senhor é chefe no seu trabalho, não é?
E o homem:
- Sou... Como você adivinhou?
- Simples: O senhor está completamente perdido, não sabe fazer nada e ainda quer colocar a culpa no estagiário...
Contratos nos relacionamentos
Você já reparou que muitos colaboradores nas empresas sofrem um bocado por problemas de comunicação?
Já reparou que o mesmo acontece em casa com seus filhos e cônjuge?
O problema é que muitos de nós, ao fazermos algum acordo com alguém, seja na empresa ou dentro de casa, criamos expectativas que muitas vezes são frustradas por falta de um contrato.
Quantas vezes você achou que um colega de trabalho deveria ter te ajudado, pois afinal de contas você sempre o ajudou?
Quantas vezes você achou que sua namorada ou esposa deveria ter telefonado para dizer onde estava ou o que estava fazendo, pois você sempre ligou para dar uma satisfação?
Cada vez mais eu percebo que ao fazermos acordos, nós criamos expectativas do tipo:
Se eu ajudo sempre, então ele vai me ajudar.
Se eu telefono, então ela vai me telefonar.
Se eu faço, então ele também vai fazer.
O fato é que a outra parte não é obrigada a saber sua expectativa se ela não for colocada as claras e em pratos limpos!
A dica de hoje é:
Quando fizer um acordo não tenha medo de perguntar:
- Quem é o responsável por tal tarefa?
- Como será feita?
- Qual é o prazo?
- Quando estará concluída?
Nossos relacionamentos são feitos de pequenos contratos.
Muitas vezes, pelo medo do conflito ou do que a outra pessoa vai pensar, acabamos por pressupor uma determinada ação por parte da outra pessoa que muitas vezes não acontece.
É melhor um pequeno conflito na hora de um acordo transparente, do que um grande conflito, posteriormente, com expectativas frustradas pelas partes envolvidas.
Enfim, a próxima vez que combinar algo com alguém, não tenha medo do contratinho verbal: como, quando, com quem e onde?
Orkut e YouTube aumentam a produtividade de sua equipe?
Você acredita que navegar na internet por diversão durante o trabalho pode aumentar a produtividade de sua equipe,? É o que mostra um estudo feito pela Universidade de Melbourne, o qual comprova que pessoas que utilizam a internet para fins pessoais no trabalho são quase 9% mais produtivas que as que não o fazem.
“Navegar na internet por lazer no trabalho aprimora a concentração dos funcionários. Pausas curtas e moderadas, como uma rápida navegação, permitem que a mente descanse, levando o colaborador a uma concentração total maior para o dia de trabalho e, como resultado, ao aumento da produtividade”, afirmou Brent Coker, autor da pesquisa.
De acordo com o estudo feito com 300 funcionários, 70% das pessoas que usam a web no trabalho se encaixam na categoria wilb (navegar na internet por lazer no trabalho). Entre as atividades mais populares, estão a busca por informações sobre produtos, leitura de notícias e sites, jogos on-line e vídeos no YouTube.
“As companhias gastam milhões em softwares para impedir que seus colaboradores assistam a vídeos, acessem sites de rede social ou façam compras on-line com o pretexto de que isso custa milhões em perda de produtividade. Nem sempre o caso é esse”, explicou Coker.
No entanto, ele afirma que o estudo levou em conta pessoas que navegam com moderação ou ficam na internet menos de 20 minutos do tempo total que passam no escritório. “Indivíduos que se comportam com tendências compulsivas na internet realmente terão uma produtividade menor que os outros”, completou.
Na contramão da pesquisa, sabe-se que no Brasil muitas companhias bloqueiam o acesso a essas ferramentas, acreditando que elas tiram o foco e afetam a produtividade dos colaboradores. Realidades diferentes ou miopia das lideranças brasileiras? Afinal, quando o assunto é a produtividade de sua equipe, você permite ou bloqueia o acesso a MSN, YouTube, Orkut e afins?
Ajudamos a responder esses e outros questionamentos em uma matéria especial na edição de junho da revista Liderança, que traz os prós e contras de permitir que seus funcionários “deem uma relaxada” na internet.
Revista Liderança
7 passos para demitir corretamente
Existe uma tarefa no caminho de todo líder que não pode ser evitada: a demissão de um membro da equipe. Ela pode ser definida como a própria personificação do lado negativo da liderança, pois não há como ser delegada nem feita por e-mail ou telefone. É tarefa exclusiva do líder, frente a frente com o funcionário, que, muitas vezes, não merecia ser demitido, mas, devido a reestruturações, fusões, queda nas vendas, fechamento de unidades e outros fatores, acaba sendo dispensado. Entretanto, na maioria das vezes, você precisa demitir alguém por motivos certos e claros. Confira, a seguir, sete passos para tornar essa tarefa menos traumática para ambas as partes:
1. Assegure-se de que todos saibam as regras – Temos leis que definem muito bem os motivos pelos quais uma pessoa pode ser demitida. Mas será que todos as conhecem? Certifique-se de que essas regras básicas sejam de conhecimento de sua equipe. Isso não vai evitar demissões, porém tornará sua tarefa um pouco mais fácil – afinal, todos sabem as regras do jogo – e diminuirá um pouco as especulações sobre o motivo da demissão do indivíduo. No entanto, tenha cuidado. Você não precisa ficar sempre lembrando essas regras a seu pessoal, pois pode prejudicar o moral da equipe, basta colocá-las em um manual do funcionário, seja em papel ou pela intranet.
2. Escolha o dia certo – Especialistas são contra demissão na sexta-feira à tarde por ser traumática para o demitido. A dispensa nesse dia é boa apenas para quem demite, pois fica com o fim de semana para esquecer a experiência. Já o demitido tem dois dias em que se sente totalmente perdido. Da mesma forma, não dispense ninguém na véspera de um feriado ou no retorno das férias. Prefira fazer isso no início da semana, pela manhã.
3. Separe pelo menos meia hora em sua agenda – É impossível demitir alguém em dez minutos. Você precisa dar espaço para a pessoa desabafar, falar e expor seus sentimentos. Afinal, o demitido não corta, assim, por mágica, seus laços com fornecedores, clientes e outros membros de sua empresa. Caso ele sinta-se maltratado no desligamento, isso poderá afetar seus negócios.
4. Reúna-se sozinho com o demitido – Desligamentos não são assuntos para comitês. Assuma sua responsabilidade de líder e fale a sós com a pessoa. Essa atitude valoriza as duas posições, principalmente a sua.
5. Não fique dando voltas – A demissão é um choque de qualquer forma, não importa a maneira como a conduza. Seja educado e coloque a questão em termos mensuráveis. Diga, com todas as palavras, o motivo pelo qual a empresa está demitindo o funcionário, afinal, ele tem o direito de saber a razão de sua dispensa e deve ter espaço para ser ouvido com atenção.
6. Documente tudo – Nossas leis trabalhistas são complexas e, dependendo do setor da economia e do nível do colaborador, demissão é sinônimo de “processo”. Por isso, mantenha sempre em dia a documentação de seu funcionário e não deixe nenhum documento de demissão para depois. Resolva o máximo possível de assuntos legais ali, na mesma hora.
7. Explique para o restante da equipe – Reúna o pessoal e diga que Fulano está saindo da empresa e que suas funções serão assumidas por Sicrano e Beltrano, durante uma semana, até que o substituto seja escolhido. Aproveite e peça para que as pessoas indiquem conhecidos competentes para o cargo. Você não precisa contar o motivo da demissão, ainda mais se o demitido estiver próximo. Isso pode causar constrangimento a ele e a outros membros da equipe. Concentre-se em explicar como será o dia a dia a partir dali.
Um grande abraço,
Cleverson Uliana
Redator-chefe da revista Liderança
“Marketing pessoal A melhor cor na escolha do traje profissional” |
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A cor é uma forma de comunicação entre as pessoas. É uma das formas mais instantâneas de transmitirmos mensagens sobre nossa marca, personalidade, valores e intenções. Na primeira impressão, sua coloração pessoal - a cor de seus olhos, pele e cabelo - afetam a percepção que os outros têm de você. As cores que você seleciona para seu guarda-roupa profissional também afetam essa percepção. Vejam abaixo quais são as mensagens transmitidas pelas diferentes cores e use-as para transmitir a imagem que deseja. Lembre-se que a mensagem principal, ou seja, seu marketing pessoal será transmitido pela cor dominante do seu traje. Branco: O branco transmite frescor e confiabilidade. Use se a intenção for mostrar-se receptivo a novas idéias. No entanto, quando o traje é todo branco, a imagem transmitida é de alguém que não é profissional, que não trabalha, pois pode se dar ao luxo de sujar uma roupa branca. Preto: Transmite sofisticação e elegância. Use quando precisar passar uma imagem de autoridade e poder. Muito cuidado o preto pode estimular o isolamento, além de transmitir uma imagem pesada e invulnerável. Vermelho: O vermelho é uma cor que atrai muita atenção. Transmite a idéia de movimento, força, autoconfiança, energia e ação. Use quando estiver se sentindo cansado ou sem energia. Nunca use o vermelho em uma entrevista de emprego. Verde: Transmite uma personalidade sincera, harmônica e compreensiva. É uma cor pacífica e relaxante. O verde escuro é associado a dinheiro e prestígio. Azul: O azul inspira a confiança e transmite a imagem de uma pessoa leal, tranqüila e cuidadosa. Amarelo: Sugere uma personalidade comunicativa, alegre, aberta a novas idéias. Deve ser usado em pequenas quantidades, pois pode gerar irritação. Cuidado com os amarelo pálidos, pois podem ser associados ao medo. Marrom: É a cor da estabilidade e perseverança. Transmite segurança, mas ao mesmo tempo sugere alguém resistente a mudanças. Negativamente, pode ser associado à sujeira se o tom não for límpido. Por este motivo, opte pelos tons mais escuros e profundos. Cinza: É uma cor refinada e sofisticada. Transmite força de caráter, autoridade e profissionalismo. Creme/Caramelo: Use quando quiser transmitir acessibilidade e confiança. Vinho: É uma cor clássica, que transmite elegância, autoridade, maturidade, formalidade, refinamento e sofisticação. Ameixa: Transmite diplomacia e sofisticação. É uma cor poderosa e elegante. Verde azulado escuro: A cor transmite uma imagem clássica, única e valiosa. Marinho: É a cor mais popular no mundo dos negócios. Transmite profissionalismo, seriedade, honestidade, integridade e confiabilidade. Transmite a imagem de uma pessoa clássica e conservadora, comprometida com o trabalho e organização. Rosa, salmão e pêssego: Tons suaves, como o salmão, pêssego e os rosas suaves estimulam a solidariedade. Pink: Os rosas mais fortes e vivos transmitem a imagem de uma pessoa cheia de energia e jovial, no entanto os rosas do tipo chiclete transmitem imaturidade. Laranja: É a cor da pessoa sociável, prática e motivada, mas deve ser usado em pequenas quantidades. Violeta: Deve ser usado quando você pretende estimular a criatividade e inspiração. Os tons mais escuros transmitem uma imagem mais elegante e poderosa. Os tons mais claros sugerem uma personalidade delicada e refinada.
Por Dalva Olívia Azambuja Ferrari Designer de Jóias |
PT E PMDB NO MICROSCÓPIO
Por Lúcia Hipólito *
Leão e leopardo são felinos, são carnívoros e vivem na África. No entanto, são animais diferentes, não apenas no aspecto físico, mas também nos hábitos.
O leão gosta de caçar de dia e em bando, prefere comer zebras e antílopes de grande porte. Já o leopardo caça de dia e de noite, é um solitário e prefere comer pequenos antílopes.
Assim também são PT e PMDB. Dois partidos políticos, ambos espalhados em todo o território nacional, ambos controlando o Senado e a Câmara, ambos participando do governo Lula.
Mas são animais muito diferentes em composição, distribuição do poder, estratégias políticas.
O PT é filho do casamento entre o movimento sindical e a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram o general Golbery do Couto e Silva, que assim conseguiu dividir a oposição brasileira, e os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes por participar do nascimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
O stalinismo está no DNA do PT. Por isso, o partido é fortemente centralista, adota uma estratégia nacional.
Sua Direção Nacional impõe a vontade sobre todos os diretórios regionais.
(Não foi nem uma nem duas vezes que assistimos ao ex-deputado José Dirceu passar com o trator sobre desejos, aspirações, propostas e reivindicações de seções regionais do PT.)
Hoje a estratégia do PT se resume a impor a candidatura da ministra Dilma aos diretórios regionais do partido. Tudo tem que ser sacrificado para que a candidatura de Dilma se consolide. Se não for ela, outro nome imposto por Lula.
Apenas centralismo democrático, dizem eles. Puro stalinismo.
Enquanto isso, o MDB nasceu como um frentão de resistência à ditadura. Abrigava desde os pragmáticos comunistas do Partidão até os pessedistas derrotados pelo golpe de 64, como Amaral Peixoto, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves.
Herdeiro do velho PSD, o PMDB é um partido de base municipal. Sua Convenção Nacional é composta de delegados dos municípios. Daí vem sua força eleitoral e política.
O PMDB se curva ao poder da lógica da política estadual. Seus diretórios têm larga autonomia, podendo decidir o caminho mais conveniente a seguir dentro do estado.
Nesse sentido, o PMDB é um partido bastante democrático, porque a força de suas lideranças nasce do voto – e não do controle do aparelho partidário.
No PMDB, quem tem voto, tem voz. Goste-se ou não.
E é exatamente porque tem o maior número de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores que o PMDB impõe seu ritmo ao governo federal e ao Congresso.
Assim, pode-se entender que PT e PMDB são água e azeite – não se misturam. Aliam-se, mas não se misturam.
Para apoiar formalmente a candidatura Dilma, o PMDB precisa aprovar seu nome em Convenção Nacional.
Aí começa a encrenca.
Os diretórios estaduais vão armando seus palanques, fechando suas alianças... E impondo suas vontades à direção nacional, em movimento contrário ao do PT.
Por isso, para o PMDB apoiar a ministra, é preciso que o PT desista de ter candidatos ao governo de pelo menos dez estados.
Além disso, dos 19 senadores do PMDB, 16 vão tentar a reeleição em 2010. Estes dados também entram nas contas do partido.
O choque entre dinâmicas diferentes e estratégias também diferentes é que cria essa zona de atrito entre PT e PMDB.
O presidente Lula não poderá escapar de ser o árbitro dessa disputa. Só ele poderá decidir o quanto vai ceder ao PMDB e o quanto vai impor ao PT.
É cientista política, historiadora e jornalista, especialista em eleições, partidos políticos e Estado brasileiro. É comentarista política da Rádio CBN e da Globonews. É âncora do CBN Rio.
O Amor de Deus
O que há no amor verdadeiro que toca todo coração? Por que será que a simples frase “eu te amo” evoca uma alegria universal?
Os homens dão várias razões, mas a verdadeira razão é que cada pessoa que vem à Terra é um filho ou uma filha espiritual de Deus. Como todo amor emana de Deus, nascemos com a capacidade e o desejo de amar e ser amados. Um de nossos laços mais fortes com nossa vida pré-mortal são o grande amor que o Pai e Jesus tinham por nós e o grande amor que nós tínhamos por Eles. Apesar de haver um véu encobrindo nossa memória, sempre que sentimos o amor verdadeiro, ele desperta em nós um anseio que não se pode negar.
Corresponder ao amor verdadeiro faz parte de nosso próprio ser. Temos o desejo nato de voltar a sentir aqui o amor que tínhamos lá. E só podemos ser verdadeiramente felizes quando sentimos o amor de Deus.
O ASSÉDIO MORAL INSTITUCIONAL
O assédio moral é um fenômeno novo no mundo jurídico? Se o assédio moral não é um fenômeno novo no ambiente de trabalho, então por que é recente o debate sobre este tema no Direito do Trabalho?
O stress ocupacional e a “síndrome do Burn out” no ambiente do trabalho são apontados pelos psicólogos como decorrentes do aumento de pressão dentro da empresa ocasionado por um sistema de gestão de pessoas competitivo e cruel.
Há sérios indícios que as novas formas de gestão de pessoas têm ocasionado graves lesões à saúde mental do trabalhador. O assédio moral institucional do ponto de vista psicológico afeta exatamente a auto-estima do trabalhador, com isso atinge sua dignidade como pessoa humana.
Dentro deste contexto interdisciplinar, pretende-se destacar o trabalho da psicóloga Hilda Alevato sobre a “síndrome loco-neurótica”, cuja contribuição é justamente a identificação do grupo de trabalho (instituição) como ente psicológico coletivo e autônomo, portanto, capaz de praticar o assédio moral de forma institucional.
O trabalho humano moderno se encontra ameaçado face aos impactos econômicos, políticos e sociais advindos da introdução das novas tecnologias no ambiente de trabalho.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) defende a garantia do direito do trabalhador ao “trabalho decente ”. Este novo ambiente de trabalho deve respeitar o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, dentre outros princípios, o respeito à cidadania do trabalhador; a intimidade e privacidade no ambiente de trabalho; a garantia da saúde e segurança dos trabalhadores no ambiente de trabalho; o respeito aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores e se houver dano a sua esfera moral com garantia de direito à reparação por danos morais.
A realidade é esta: milhares de pessoas que se afastam dos seus postos de trabalho devido à doenças psicológicas e psicossomáticas advindas de um sistema de gestão empresarial competitivo, desrespeitoso e indigno.
Entende-se que é urgente a criação de mecanismos de proteção à saúde integral do trabalhador (física e psicológica) dentro de um ambiente de trabalho sadio constituído como verdadeira “sociedade de homens” (Encíclica Rerum Novarum) em busca da manutenção para as próximas gerações do valor social do trabalho como fundante de uma democracia igualitária, justa e inclusiva.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o próximo século será marcado pelo crescimento das doenças psicológicas no ambiente de trabalho. Milhares de trabalhadores serão afastados do seu trabalho devido ao impacto do stress no ambiente de trabalho e da “Síndrome do Burn out” advindos de um mundo do trabalho em crise.
A Justiça do Trabalho viverá cercada de milhares de processos de assédio moral (seja individual, coletivo ou institucional). Os operadores do Direito deverão se adaptar a este novo cenário jurídico, buscando apoio técnico para fundamentar suas decisões de um grupo de profissionais multidisciplinares ( psicólogo, assistente social e sociólogo).
A forma mais cruel de assédio moral – o assédio institucional praticado pelas novas formas de organização do trabalho – desmobilizará e eliminará do mercado de trabalho um número imensurável de trabalhadores. O empregado doente psicologicamente pode nunca recuperar-se e ficar descartado para sempre do mercado de trabalho, abalando suas respectivas famílias, enfim criando um prejuízo inestimável para a sociedade brasileira.
O Direito do Trabalho – apoiado no princípio constitucional da dignidade humana – deverá ser o norteador para todos os operadores de Direito no combate ao assédio moral em todas as suas formas, principalmente o assédio institucional.
REFERÊNCIAS
ALEVATO, Hilda. Trabalho e Neurose: enfrentando a tortura de um ambiente em crise. Rio de Janeiro: Editora Quartet, 1999.
ALEXY, Robert. Teoria de los Derechos Fundamentales. Trad. de Ernesto Garzón Valdés. Madrid: Centros de Estudios Constitucionais, 1993.
ALKIMIN, Maria Aparecida. Assédio moral na relação de emprego. 1ed. (ano 2005), 3ª
Texto por Josias de Souza, Folha de São Paulo 06/06/2009 El Roto/El Pais
 Vem da Grécia antiga a história da mula de Tales. Representa a esperteza malsucedida. Sobreviveu ao tempo graças a Plutarco. Com uma sobrecarga de sal sobre o lombo, a mula encontra um rio pelo caminho. Atravessa-o. O sal derrete. O peso se esvai. E a mula, supondo que não era burra, não quis mais saber de outro caminho. O dono da mula, que tampouco queria passar por asno, troca a carga do animal. Em vez de sal, sacos de lã. A mula toma a picada do rio. Molhada, a lã pesa como sal seco. Por pouco o animal não se afoga. Chega à outra margem. Aprende a lição. E jamais se aventura no rio. La Fontaine tratou de incorporar a história de Tales ao seu célebre fabulário. Deu-lhe novo colorido. Rimou-a. Metrificou-a. Em vez de uma mula, serviu-se de dois asnos. Sobre o espinhaço de um, o sal. Sobre o lombo do outro, esponjas. Nessa versão, os burriqueiros são personagens ativos do drama. Eles montam seus respectivos animais. Pois bem, o par de burros mergulha no rio. O do sal, aliaviado do peso, sobrevive. O das esponjas morre afogado. Quase leva junto o seu guia. Depois de lutar contra a morte, o infeliz é resgatado por um pastor. Eis a moral lafontainiana: “Guiar por cabeças más/não é um bom portamento;/às vezes a dita de um/faz a desgraça de um cento”. Corta para a Brasília dos dias que correm. Zoom na sala do ministro do Meio Ambiente. Ninguém disse ainda. Talvez por misericórdia. Mas Carlos Minc perde substância. Carrega sobre os ombros o fardo das questões ambientais. Sentindo os joelhos vergarem, decidiu aventurar-se nas corretenzas da polêmica. Foram tantas –e tão simultâneas— as encrencas compradas pelo ministro que elas passaram a pesar-lhe como a lã e as esponjas molhadas da mula e do asno. Minc acomodou nas mãos de colegas de governo as “machadinhas” que tentam “esquartejar” a legislação ambiental no Congresso. Mergulhando fundo na descortesia, pespegou nos produtores rurais –todos eles, indistintamente— a pecha de “vigaristas”. O ministro, como se sabe, não é burro. Mas tornou-se candidato à extinção. Apelidaram-no de “Minc Leão Dourado”. Seu brilho, por gratuito, ofuscou o bom senso. Salvou-se graças à condescendência de Lula. Na pele de pastor, o presidente resgatou o auxiliar das águas turvas de uma Brasília imersa em funda loucura. Resta saber se o ministro aprendeu a lição. A julgar pelo que anda dizendo, não parece ser o caso. Do matagal do ministério do Meio Ambiente não tem saído coelhos. Só cobras e lagartos. Uma pena. Depois de décadas de descaso com o meio ambiente, o Brasil agora precisa cuidar do ambiente inteiro. E tem de fazê-lo compatibilizando produção e preservação. Não é coisa simples. É tarefa para gente séria. Gente disposta a carregar o sal sem recorrer às espertezas do rio. A menos que Minc tenha encontrado na polêmica o caminho de volta para o seu Rio de Janeiro natal. A eleição de 2010 bate à porta. Deputado estadual pelo PT fluminense, o ministro terá de pedir votos. A imagem do mocinho ambiental em luta contra bandidagem rural não ajuda o Brasil. Mas, na tribo de Carlos Minc, tem enorme apelo eleitoral. |