"Não há limites para seu potencial. Se assumirem o controle de sua vida, o futuro estará cheio de oportunidades e de felicidade."
Autor: Gordon B Hinckley
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Quando: abril/2007
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Pequenas Felicidades Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que as coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para vê-las assim. Autor desconhecido
Não é por termos liberdade que podemos mudar tudo à nossa volta, mas dispomos da faculdade de dar sentido a tudo (o que é muito melhor), mesmo àquilo que não o tem! Nem sempre somos senhores do desenvolvimento da nossa vida, mas somos sempre senhores do sentido que lhe conferimos.
(Jacques Philippe)
"Não há limites para seu potencial. Se assumirem o controle de sua vida, o futuro estará cheio de oportunidades e de felicidade."
Autor: Gordon B Hinckley
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Quando: abril/2007
"A prudência é a filha mais velha da sabedoria." Conta-se que um dia um homem parou na frente do pequeno bar, tirou do bolso um metro, mediu a porta e falou em voz alta: dois metros de altura por oitenta centímetros de largura.
Victor Hugo
Admirado mediu-a de novo.
Como se duvidasse das medidas que obteve, mediu-a pela terceira vez. E assim tornou a medi-la várias vezes.
Curiosas, as pessoas que por ali passavam começaram a parar.
Primeiro um pequeno grupo, depois um grupo maior, por fim uma multidão.
Voltando-se para os curiosos o homem exclamou, visivelmente impressionado: "parece mentira!" esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa com terreno.
E não foram só os bens materiais. Por ela também passou a minha saúde, passaram as esperanças da minha esposa, passou toda a felicidade do meu lar...
Além disso, passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos, meus planos...
Sim, senhores, todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia... gole por gole.
Hoje eu não tenho mais nada... Nem família, nem saúde, nem esperança.
Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça...
Ela ainda me chama insistentemente...
Só mais um trago! Só hoje! Uma dose, apenas!
Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: "você bebe socialmente, lembra-se?"
Sim, essa era a senha. Essa era a isca. Esse era o engodo.
E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: "quando eu quiser, eu paro".
Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa...
Eu comecei com um cálice, mas hoje a bebida me dominou por completo.
Hoje eu sou um trapo humano... E a bebida, bem, a bebida continua fazendo as suas vítimas.
Por isso é que eu lhes digo, senhores: esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente...
Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida.
Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou, se sabe, finge que não, para não admitir que está sob o jugo da bebida.
E o que é pior, têm esse maldito veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos.
Ah, se os senhores soubessem o inferno que é ter a vida destruída pelo vício, certamente passariam longe dele e protegeriam sua família contra suas ameaças.
Visivelmente amargurado, aquele homem se afastou, a passos lentos, deixando a cada uma das pessoas que o ouviram, motivos de profundas reflexões.
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Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2001 foram internados 84.467 brasileiros por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso do álcool, demandando um gasto de mais 60 milhões de reais?
Ainda segundo o Ministério da Saúde, o álcool é a droga mais usada pelos jovens no Brasil.
Segundo pesquisa realizada em 14 capitais brasileiras em 2001, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o consumo começa cedo: em média, aos 13 anos. E o pior é que o álcool é a porta principal de acesso às demais drogas.
E você sabia que a influência da TV e do Cinema nos hábitos de crianças e adolescentes foi recentemente comprovada por pesquisadores da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos?
Por todas essa razões, vale a pena orientar nosso filho para que não seja mais um a aumentar essas tristes estatísticas.
Dieta da banana matinal ajuda a secar até 18 quilos em dois meses
Receita que vem do Japão mata rapidamente a fome e regula o impulso de comer doces; confira as regras desta receita
PROPRIEDADES DA CASTANHA Fonte de proteínas, lipídios, vitaminas e selênio A castanha é uma importante fonte de proteínas, considerada alimento funcional, rico em lipídios, vitaminas e selênio, além de atuar como antioxidante (evita o envelhecimento precoce das células). Uma castanha-do-brasil tem a dose diária necessária de selênio para um adulto. Da castanha também é produzido o azeite extravirgem de excelente qualidade, superior ao famoso azeite de oliva, pois tem capacidade para reduzir os níveis do colesterol ruim (LDL), além de possuir alguns ácidos graxos com potencial para combater o câncer, e os ácidos “ômega-3”, que fazem muito bem à saúde, segundo os médicos. Entre os produtos alimentícios que utilizam a castanha destaca-se a produção de bolos, doces, bombons, farinhas e principalmente das barrinhas de cereais. A castanha é utilizada em vários produtos fabricados no Acre. A Doces Frutos da Amazônia também agrega valor à amêndoa e produz um bombom com chocolate, brigadeiro e doce de castanha - com receita criada pela doceira Jean Campos -, além de salames de cupuaçu com castanha, biscoito amanteigado com pedaços da amêndoa e a trufa, muito encomendada para eventos como casamentos e aniversário de quinze anos. Indústria acreana agrega valor à castanha com biscoitos, drageados e azeite extravirgem Na Miragina, indústria fundada há mais de 40 anos, a castanha ganha valor agregado e vira biscoitos e rosquinhas, é salgada e fatiada para servir como aperitivo e embalada in natura a vácuo. Por safra, o grupo consome entre cinco e sete mil latas de castanha, que são beneficiadas em uma das suas indústrias, a Olean, para utilização como matéria-prima. A indústria estuda uma embalagem adequada para colocar no mercado o azeite-de-castanha, muito apreciado na culinária. “A luz oxida o azeite e por isso estamos evitando embalagens transparentes”, explicou José Luiz Felício, um dos sócios do Grupo Miragina. Uma novidade é o lançamento em breve no mercado de um produto que promete fazer sucesso no Brasil e no exterior: os drageados, castanhas banhadas em chocolate com alto valor agregado. O quilo deverá custar em torno de R$ 40. O brasileiro ainda não conhece a castanha-do-brasil, afirma o gerente da Castanha no Estado, Edvaldo Pinheiro. “Ele está conhecendo esse produto agora e a amêndoa faz sucesso. Quem conhece sabe os benefícios que ela traz e que os médicos recomendam. O quilo da castanha chega a R$ 39 em Estados como a Bahia e São Paulo. Queremos agregar valor à castanha aqui para fortalecer ainda mais essa cadeia produtiva”, disse. Este é o objetivo perseguido pelo Grupo Miragina: agregar valor à castanha, fortalecer-se no mercado nacional e ganhar mercados estrangeiros, como o francês. Fungo da aflatoxina não está presente nas árvores Um dos experimentos feitos pelos pesquisadores da Embrapa estudou o comportamento do fungo que produz a aflatoxina, buscando identificar se ele está presente na árvore ou infesta o ouriço no solo. “A pesquisa concluiu que o fungo não infecta a semente enquanto o fruto não cai e fica exposto por algum tempo no solo. Isso é importante porque, a partir daí, consegue-se fazer um planejamento do sistema de exploração para que esse fruto fique menos tempo no solo”, explicou Rivadalve. A partir da pesquisa, foi identificada a necessidade de retirar os frutos da floresta o mais rápido possível. “Logo que a castanha é coletada é levada para um secador para que o processo de transmissão do fungo de uma semente para outra, se houver a infestação, seja interrompido. No sistema tradicional, os frutos são colhidos e amontoados embaixo das árvores, dentro da floresta, e ficam lá até que achem um bom comprador. É um ambiente propicio para contaminação”, disse Rivadalve. Independentemente da intensidade da contaminação das amêndoas, o armazenamento e transporte da castanha são considerados etapas críticas para o desenvolvimento da aflatoxina. A umidade e a temperatura devem ser rigorosamente controladas para inibir a produção das aflatoxinas nessa etapa. A viabilidade da cadeia produtiva da castanha tem sido ameaçada pela dificuldade de adequação aos mercados importadores, principalmente o Europeu, que não tolera a presença da aflatoxina em nenhum nível ou etapa do processo produtivo. No Brasil o nível de aflatoxina permitido são 30 ppb (pontos por bilhão); na Europa é zero e nos EUA, 20 ppb. Os europeus cancelaram as compras de castanha brasileira em razão do nível de contaminação pelo fungo. Sobre as aflatoxinas As aflatoxinas são metabólitos produzidos por fungos filamentosos (Aspergillus flavus/A. parasiticus) com elevado potencial cancerígeno - por isso o mercado europeu não admite a incidência da aflatoxina em nenhum nível. As aflatoxinas pertencem a um grupo de micotoxinas de grande incidência em alimentos em todo o mundo, tendo sido detectadas principalmente no milho, amendoim, trigo, nozes, leite, aveia e feijão. A contaminação pode ocorrer tanto no campo quanto durante o transporte e o armazenamento. A temperatura e a umidade relativa são considerados os principais fatores ambientais que influenciam a produção das aflatoxinas. O fungo que produz a aflatoxina permanece naturalmente na vegetação em decomposição e no solo. O contato do ouriço com o solo durante a queda e amontoa favorecem a contaminação das amêndoas. A prática de coleta dos frutos no chão aumenta a possibilidade de infecção por esses fungos. O alto índice de contaminação por aflatoxina em lotes de castanha-do-brasil e o rigoroso controle dos países importadores em relação aos níveis de toxinas presentes nos alimentos fizeram com que a União Europeia decidisse, em 2003, pela devolução de lotes desse produto oriundo do Brasil. A União Europeia passou a exigir condições especiais para a compra do produto, entre elas o atendimento às Boas Práticas Extrativistas e à determinação dos teores de aflatoxinas por laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Através de uma parceria viabilizada pela Seaprof com a Asbraer (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural), a Embrapa ofereceu cursos de Boas Práticas de Produção para os extrativistas do Estado e para 50 técnicos extensionistas. “Esperamos que um produto de melhor qualidade seja mais bem pago pelo comprador. A idéia é valorizar o produto para o produtor e oferecer um produto de melhor qualidade para o consumidor, seguindo a sustentabilidade da produção”, comentou o pesquisador da Embrapa![]()
Estado domina 20% do mercado nacional da castanha, amêndoa retirada da floresta amazônica pelas populações tradicionais. Gestão de Evo Morales abalou preço do produto no Brasil Antes das 6 da manhã, José Antônio Teixeira da Silva, o Zé da Coresma, junta-se aos companheiros e entra na mata para a coleta dos ouriços da castanha. Dali ele só sai depois das 17 horas. Na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, a coleta, assim como todo o resto, é feita com base no princípio da coletividade. Todos trabalham, todos se ajudam e todos lucram. A chuva que cai na Amazônia nesta época do ano, que coincide com o período de coletar das amêndoas, dificulta ainda mais o trabalho dos extrativistas. Dificulta, mas não os faz desistir, já que a chuva é talvez a menor das dificuldades diante do esforço que precisam fazer para retirar a castanha da mata. O extrativismo no Estado ainda é muito rudimentar, apesar de representar uma das principais fontes de renda para as populações tradicionais da floresta. Para fortalecer a cadeia produtiva da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa), o Governo do Estado tem investido em galpões, fábricas e no trabalho direto com os extrativistas. A Embrapa, por sua vez, tem sua parte no bolo e também trabalha para consolidar as boas práticas produtivas e viabilizar o processo econômico dos castanhais. A meta é beneficiar 100% da amêndoa acreana. Apesar da crise internacional que ameaça a economia em todos os seus setores, a Cooperacre (Cooperativa Central de Comercialização de Produtos Extrativistas do Estado do Acre), a maior comercializadora de castanha no Estado, mantém-se otimista. “A crise chegou porque a Bolívia, que domina 60% do mercado internacional da amêndoa, não comprou uma lata de castanha acreana. Mas estamos praticando um preço justo, em que o produtor não sai perdendo, e vamos conseguir pagar nossas contas com o banco”, disse Manoel José, presidente da cooperativa. Transporte dentro da mata é um dos desafios dos extrativistas Para percorrer o castanhal da Resex Cazumbá são necessários força e coragem. São gastas até duas horas do fim do castanhal até o paiol, onde a castanha é depositada. A alternativa encontrada pelos extrativistas foi trabalhar em grupo. Uma estratégia utilizada é trabalhar por árvore: todos coletam os ouriços e jogam num ponto comum, depois quebram e apanham só as castanhas. Odimar Celestino de Moura mora há 25 anos na reserva. Para ele, a maior dificuldade encontrada na coleta da castanha é o transporte da mata para o armazém. “A gente pega cipó de tauari para carregar os sacos nas costas. Essa é a pior parte, mas temos que fazer. A castanha quase sempre está molhada, o que aumenta o peso dela. Mas faz parte do processo, sempre foi assim. Aqui não temos animais de carga, o que seria uma alternativa”, contou. O pesquisador analisa que, para fugir da rudimentaridade do extrativismo, não basta apenas vontade. “Para melhorar o nível de qualidade é preciso melhorar a exigência do comprador. Apesar de o processo ser bastante rudimentar, é possível chegar ao padrão de qualidade exigido para a exportação. O fato de o fruto ser coletado, quebrado e transportado no mesmo dia, por exemplo, reduz a exposição ao solo e a incidência de fungos nas sementes”, observou Rivadalve. Meta é viabilizar sistemas de produção da castanha, de olho na sustentabilidade A Embrapa desenvolve dentro do Cazumbá o Projeto da Castanha, que está inserido no Programa de Biodiversidade Brasil-Itália, e conta com diferentes planos de ação. São estudados pela Embrapa os aspectos qualitativos e fitossanitários. O objetivo da pesquisa que a Embrapa está realizando é levantar aspectos da viabilidade econômica e traçar planos para que o extrativista consiga colher a castanha e vender sem que haja a contaminação por aflatoxina em níveis acima do permitido pela legislação. “Trabalhamos para viabilizar a sustentabilidade dos sistemas de produção, que para ser sustentável precisa ter regeneração e reposição das espécies. Nós verificamos se a intensidade da coleta da semente está afetando a regeneração da espécie e também os aspectos produtivos: distribuição geográfica, incidência de cipó, produtividade da árvore e viabilidade econômica”, explicou o pesquisador. Cerca de 70 famílias são beneficiadas pelo projeto da castanha desenvolvido pela Embrapa dentro da Resex Cazumbá-Iracema. Dentro das metas da Seaprof (Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar) está o fortalecimento dessa cadeia produtiva, com o envolvimento de 1,5 mil famílias em todo o Vale do Acre. A crise mundial, Evo Morales e o preço da castanha Em relação à safra de 2008, que rendeu cerca de 1,8 milhão de latas, a safra deste ano será menor, com uma média de 1,5 milhão. O Acre domina 20% do mercado nacional da castanha. O peso de cada lata - medida usada para negociar a castanha entre compradores e extrativistas - varia. Em geral, pesa em média 10 quilos quando a amêndoa está enxuta. A Cooperacre pagou este ano aos associados uma média de R$ 12 por lata de castanha. Fora das cooperativas, o valor é mais baixo - entre R$ 7 e R$ 8 cada lata. No ano passado a lata chegou a R$ 18. Este ano, nas previsões otimistas, deve chegar a R$ 15 por volta de junho ou julho, quando deve aparecer capital de giro no mercado. Mas o preço da castanha, segundo explica o gestor responsável pelo produto na Seaprof, Edvaldo Pinheiro, está mais relacionado à gestão de Evo Morales à frente do governo boliviano do que à crise financeira que abala a economia dos mercados de todo o mundo. “Este ano foi atípico porque o Evo Morales não financiou as empresas binacionais, ou seja, grande parte de empresas com capital estrangeiro na Bolívia não teve capital boliviano para investimento. Também ocorreram restrições para exportações bolivianas e o mercado europeu não está comprando da Bolívia”, explicou Pinheiro Os europeus, grandes consumidores da amêndoa, também não compraram a produção do Pará por causa da aflatoxina e do episódio da devolução de contêineres em 2007. “Até então a castanha paraense não era vendida no Brasil. Isso fez com a que aumentassem a oferta de castanha no mercado interno e a concorrência por compradores no mercado brasileiro.” Cooperacre vende castanha para 12 Estados Esta ano a Cooperacre está trabalhando com capital de giro de R$ 5 milhões para comprar a castanha do extrativista, processar e vender. Esse mesmo capital de giro impediu que a cooperativa sentisse os impactos da crise de forma mais direta. “Trabalhando em parceria, conseguimos duplicar o capital de giro da cooperativa. No ano passado ela pegou R$ 1,5 milhão da Conab e R$ 300 mil do Banco do Brasil. Este ano foram R$ 1,5 milhão da Conab, R$ 3 milhões do Banco da Amazônia e R$ 500 mil do Banco do Brasil. É um recurso importante para que ela consiga trabalhar ao longo do ano, comprando e estocando a castanha até que ela seja revendida”, explicou o secretário da Seaprof, Nilton Cosson. A cooperativa trabalha com 1,5 mil famílias associadas em todo o Vale do Acre, região de incidência da castanha, mas não deixa de comprar a amêndoa de outros extrativistas, chegando a beneficiar dois mil coletores. “Este ano já compramos mais de 350 mil latas de castanha. Os armazéns, os nossos e os que o Governo construiu estão lotados e precisamos alugar outro depósito”, disse o presidente da Cooperacre. Barrinhas de cereais - A Nutrimental esteve no Acre para conhecer a cadeia produtiva da castanha no Estado. A empresa, famosa pelas barrinhas de cereais que produz, fechou contrato com a Cooperacre de 12 toneladas por mês de castanha beneficiada e paga R$ 14 no quilo da amêndoa. Esse é apenas um dos compradores que a cooperativa tem espalhados por 12 Estados brasileiros, dois deles com representação da cooperativa para facilitar as vendas no território nacional: Santa Catarina e Rio de Janeiro.
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Continuação
Incidência da castanha no Acre A castanheira não ocorre na região do Juruá, apenas no Vale do Acre. Uma das hipóteses para a ocorrência da castanha é que os índios ameríndios, que viveram na região no passado, tinham o hábito de se alimentar da castanha e transportavam as sementes. Eles viveram na região do Vale do Acre. O solo não tem influência sobre a não-incidência da castanheira no Juruá. O rio Purus atua como divisor na região de incidência da castanha, que ocorre apenas de um dos lados das margens. No Acre ocorre de uma a duas castanheiras por hectare, uma característica da espécie no Estado. Na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema já foram mapeadas quase 300 castanheiras. A produtividade de cada árvore varia de um ano para o outro. Nesta safra, uma única castanheira chegou a produzir mais de mil ouriços, enquanto outras produziram apenas 20. Os extrativistas conseguem aproveitar cerca de 50% da safra, segundo a Embrapa. Além das amêndoas doentes, há uma concorrência feroz dentro da mata pelas castanhas: a cotia. Cadeia fortalecida, lucro para todos Entenda a lógica do fortalecimento da cadeia produtiva O Governo tem um papel fundamental na cadeia da castanha, e o fortalecimento dessa cadeia produtiva faz parte das estratégias de preservação da floresta amazônica. “Fortalecendo a castanha e a borracha, dois dos produtos extrativistas mais importantes do Estado, nós protegemos a floresta, que passa a gerar lucro e se fazer necessária para a economia. Dessa forma, ela nunca será derrubada, essa é uma das metas da política de valorização do ativo ambiental, lançada no ano passado”, explica o secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, Nilton Cosson. O Governo está reestruturando a fábrica de castanha de Brasileia, que vai ganhar novos equipamentos e ter a capacidade de produção dobrada. O município também ganhou, ao lado de Xapuri e Rio Branco, novos armazéns industriais para o armazenamento dos produtos. Além disso, foram construídos nove pontos de apoio ao longo de todo o Vale do Acre para dar suporte logístico ao armazenamento e evitar a incidência de aflatoxina. “Mas só a indústria também não é suficiente dentro da cadeia produtiva, porque é necessário ter capital de giro, já que a castanha é um produto que tem uma safra de apenas dois meses por ano. Também é preciso vender, então as cooperativas precisam participar de incursões de negócios pelo Brasil para vender a produção. Aí, sim, completamos a cadeia”, completa o secretário. O Governo é beneficiado com o fortalecimento da cadeia à medida que a castanha passa a ser beneficiada no Estado e não lá fora. Ganha também com a geração de impostos, de postos de trabalho e com a movimentação da economia, já que o extrativista, mais bem pago, terá mais recursos para gastar e participar da cadeia econômica. Protetores da floresta - Zé da Coresma, Celestino e tantos outros extrativistas da Amazônia talvez não tenham essa consciência, mas carregam nas costas bem mais que sacos de castanha - eles dividem também a responsabilidade pela preservação da floresta à medida que sobrevivem dela, com os frutos que ela dá estando em pé e conservada. ![]()
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Toda a cadeia está lincada dentro de uma lógica de produção, que precisa ser seguida para que a castanha não seja afetada pela aflatoxina e o processo tenha sustentabilidade. “Precisamos trabalhar com as Boas Práticas de Produção, mas só isso não resolve. O Governo e as cooperativas então entram com o armazenamento de qualidade para garantir a execução das boas práticas, mas só armazenar também não basta. Então melhoramos as indústrias de beneficiamento”, esclarece Cosson, lembrando dos investimentos na área.
Resiliência "O problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema." (Kelly Young) Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Limão elimonada / Tom Coelho
Hoje a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitar que ela adentrasse os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso.
Hoje a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: amoxicilina e paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado. Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida...
Hoje problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e depois perdem-se, difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro. ( Limão e Limonada)
As Ciências Humanas estão sempre tomando emprestado das Exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da Física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou à propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em Humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada, saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que não adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E rapidamente, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se forem alimentados. Muitos deles resolvem-se por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula corretamente. A felicidade pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade é quando grandes problemas são bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem não do que nos falta, mas do mal uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que "tristeza não tem fim, felicidade sim". Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias ao invés de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas...
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades, impostas ou auto-impostas, que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria. Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Apreciamos a luz porque já estivemos no escuro. Apreciamos a saúde porque já fomos enfermos.
Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza. Olhe para o céu, agora! Se for dia, o sol brilha e aquece. Se for noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida. (Por Tom Coelho)
da BBC Brasil Uma empresa da Espanha afirma ter inventado um chocolate que inibe o apetite. A novidade é uma mistura de cacau, jojoba e a alga espirulina que, segundo seus criadores, produz no organismo, de maneira natural, uma sensação de apetite saciado após o consumo de apenas um ou dois bombons de 15 gramas cada. A empresa Disnatural é especialista em cosméticos naturais, mas há dois anos investiga a fórmula do chocolate com inibidor. Para este produto, contou com a ajuda culinária do chef francês Juan Lambert e da engenharia bioquímica. O resultado final tem a aprovação do Instituto Tecnológico Agroalimentar da Espanha. Hormônios Segundo o fabricante, a combinação bioquímica dos ingredientes incentiva a produção da fenilalanina, um aminoácido presente no cérebro que ativa neurotransmissores como a colecistocinina (CKK). A CKK, um hormônio gastro-intestinal, estimula a secreção de enzimas e envia mensagens ao cérebro e ao aparelho digestivo como um aviso de que o corpo já está saciado, eliminando assim o apetite. Armando Yañez, professor de química da Universidade de Alicante e um dos criadores do novo produto, disse à BBC Brasil que o chocolate saciante "é tão simples e gostoso como qualquer bombom, só que ajuda o organismo a saber a hora de parar". "Com ele não há gula", afirmou. Segundo o professor, o ideal é comer o chocolate entre 45 minutos e uma hora antes das refeições para equilibrar as funções digestivas. Verdes A empresa não tem mais produtos na linha de alimentos, mas investiga há 15 anos as propriedades da microalga espirulina. "Nossa preocupação sempre foi a de só usar produtos naturais. Assim fomos buscando as substâncias da natureza e sua resposta dentro do metabolismo", explicou Yañez. "Nesta combinação entram os antioxidantes do chocolate; a semente da jojoba, de onde extraímos outra substância com propriedades digestivas e que também ativa a inibição do apetite; e a espirulina, que estimula a fenilalanina". O professor disse que o novo chocolate tem um sabor um pouco mais forte que os tradicionais e uma cor esverdeada por causa da alga. "Mas garanto que é gostoso. O sabor e o aroma habituais do chocolate estão comprovadíssimos". Os bombons com inibidores de apetite entrarão no mercado espanhol na próxima Páscoa em três opções de sabores: chocolate ao leite, chocolate amargo e chocolate praliné recheado com amêndoas. É esperar e provar, para ser se vai dar certo, então comeremos chocolate sem remorso.Empresa espanhola lança chocolate que inibe apetite
* César Souza
Que o líder precisa ter uma visão do futuro, indicar o rumo e estabelecer metas e objetivos a serem alcançados por sua equipe, não é nenhuma novidade. O que nem todos têm certeza é de "como" obter os resultados desejados. Muitos ainda acreditam que liderança é sinônimo de estratégia. Por isso, sempre associamos a figura do líder a sua competência como visionário. Aquele que vê o que os outros não percebem. Análises superficiais de grandespersonagens históricos - Alexandre, o Grande, Napoleão, Churchill, De Gaule, Roosevelt, Mandela, Juscelino - reforçaram essa forma de pensar sobre o papel do líder.
Definir a estratégia é, sem dúvida, uma das importantes tarefas do líder. Mas não é mais suficiente. Executar a estratégia tornou-se tão ou mais importante que simplesmente concebê-la. O cemitério corporativo está cheio de empresas com estratégias mirabolantes que nunca conseguiram ser implementadas.
Países, estados e municípios permanecem esperando a concretização de promessas políticas e de planos que nunca saem do papel. Fazer acontecer, em vez de apenas planejar, é o mantra dos líderes competentes. Sempre foi assim. Basta olhar mais profundamente para a causa do sucesso dos personagens históricos já citados. Foram grandes líderes pelo que realizaram, não apenas por terem tido uma visão privilegiada.
Conheço vários líderes, brilhantes, que se satisfazem com a idéia genial, com "o que" precisa ser feito. Têm prazer na apresentação de idéias mas dificuldade com a ação. Para complicar mais ainda as coisas, mal conseguem definir o que parece ser uma estratégia vencedora — já pulam para outra idéia visando uma nova oportunidade. Falta, muitas vezes, foco.
O líder do futuro não será aquele que apenas chega aonde anunciou que chegaria. Não bastará cumprir metas. Será aquele que fará mais do que o combinado, surpreenderá pelos resultados que conseguir transformar em realidade. O líder do futuro consegue obter resultados incomuns depessoas comuns. Surpreende, superando sempre o esperado. Em vez de simplesmente dar ordens e cobrar rendimento, incentiva cada um a fazer o seu melhor, porque dá o seu melhor.
O líder do futuro sabe compatibilizar as pressões da sobrevivência de curto prazo com as necessidades de longo prazo. O hoje com o amanhã. Cuida do presente enquanto cria o futuro.
E você? Em que time vai jogar daqui para a frente? No time dos sonhadores ou no time dos realizadores de sonhos? No time dos que apenas planejam ou no time dos que fazem acontecer? No time dos que batem as metas ou do lado daqueles que fazem muito mais do que o combinado?
* Cesár Souza é consultor de empresas em todo o Brasil, autor de diversos livros e um dos 10 palestrantes mais requisitados do país.
www.cesarsouza.com
Por Glau Gasparetto Comece analisando o contexto: situação do mercado, da empresa e a sua. Avalie como anda o humor da chefia. Lembre-se de que é muito mais fácil falar de aumento em período de bons resultados, seja na economia do país, na firma ou em seus próprios projetos e desafios. Tente imaginar como você gostaria de ser abordada sobre essa questão, mas, em geral, evite rodeios. Marque uma conversa num horário em que não haverá interrupções. Se ele perguntar qual é o assunto, dê uma resposta genérica, como: ''É sobre meu trabalho''. E deixe para expor o restante depois. Resultados. Detenha-se em suas realizações e no seu potencial para fazer ainda mais pela empresa. Prepare bem sua argumentação. Escreva-a, se for necessário. Trabalhe o lado emocional antes – uma boa técnica são exercícios de respiração –, buscando aumentar sua autoconfiança. Seja simples e objetiva, mas firme, serena e direta. Sim, a não ser que a empresa tenha um plano com patamares definidos de evolução salarial. Neste caso, respeite-o. Seja flexível e esteja aberta para negociações. Sempre agradeça a oportunidade. Busque saber os motivos, ouça-os atentamente e procure ter certeza de ter entendido os argumentos apresentados. Procure reavaliar-se e analisar toda a situação. Você pode chegar à conclusão de que ainda não era o seu momento ou que, realmente, esta não é a empresa para você trabalhar e se desenvolver - o que significa começar a preparar e planejar algumas mudanças em sua vida. Depende do que foi dito, se algum prazo foi mencionado ou da forma como o chefe recebeu o pedido. Em geral, deixe a poeira baixar e volte à carga após dois ou três meses. Com novos argumentos e relembrando os anteriores. Apresentar fatos e resultados, mantendo postura calma, coerente, equilibrada, sabendo falar e ouvir. Mas como estamos diante de uma relação com chefia, inicie e termine a conversa dando pitadinhas de submissão, reconhecendo seu lugar na hierarquia e aceitando as decisões, sem bater de frente. Não ter resultados para apresentar, discutir e mostrar-se muito insegura, crítica ou revoltada.Dicas para você negociar um aumento de salário com seu chefe com sucesso
Qual o momento certo para pedir aumento?
Como abordar o chefe?
Qual o melhor argumento?
Evite comparações com outros profissionais, com colegas que ''ganham mais e fazem menos''. Comparações, aliás, só se forem em relação à você mesma, para analisar sua evolução e desenvolvimento.
Se o salário está defasado em relação ao mercado e você tem dados consistentes e confiáveis, pode apresentá-los para reforçar seus argumentos.Como a pessoa tímida pode se sair bem?
Deve-se ter em mente qual valor de aumento pedir?
Se ouvir um “não”, como reagir?
Depois do ''não'', quando tocar no assunto de novo?
O que conta pontos?
O que queima o filme?
Colocar-se no papel de vítima é ruim, bem como utilizar chantagem emocional a partir de situações ou problemas particulares (dificuldades econômicas como argumento, por exemplo).
Consultoria: José Luís Fódra, psicólogo da Inter&Ação Desenvolvimento Humano
é a mais pura realidade.
Ambição e Ética
O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado "Ambição e Ética", que foi publicado na revista Veja, do qual extraí algumas reflexões.
Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.
As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora.
A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.
Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.
A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.
Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.
Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.
Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética.
O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário.
E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.
Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.
O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.
Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético.
Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.
Conforme ensinou Jesus, "seja o seu falar: sim, sim, não, não". Seja em que situação for.
E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa.
Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.
Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição
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