ONDE NASCE A MOTIVAÇÃO?
Paulo Kretly
O que um líder de RH precisa que seus funcionários façam para obter os resultados de negócios que desejam? Atualmente, o departamento de RH das grandes corporações tem enfrentado um grande desafio: criar habilidade para execução das tarefas rotineiras focando as pessoas como processo primordial.
É fundamental que organizemos as atividades, voltando-nos para um processo de três etapas, no qual a pessoa vem em primeiro lugar, a estratégia é o segundo passo depois de definido os indivíduos certos para atingir metas e em seguida parte-se para as operações, que é a terceira etapa deste processo fundamental para eficácia na vida profissional e pessoal dos funcionários de uma organização. Desta forma, o líder em RH se integra aos processos de negócios da companhia, se tornando peça chave no desenvolvimento e execução de atividades que são prioridades.
Pesquisas realizadas pela FranklinCovey apontam que 70% das falhas estratégicas se devem a uma fraca execução de liderança e raramente resultam da falta de perspicácia ou de visão dos profissionais. Somente 26% dos pesquisados têm uma lista de objetivos específicos de trabalho; somente 17% preparam-se para cada dia de trabalho com um plano; somente 37% priorizam tarefas de modo que as mais importantes recebam mais tempo e atenção e somente 54% são capazes de visualizar o que precisam fazer para alcançar os objetivos da empresa.
O papel do líder para mudar esse quadro atual é transmitir aos funcionários três requisitos fundamentais para que estes foquem e executem bem suas tarefas, independente da responsabilidade e cargo que exercem. Esses requisitos baseiam-se em mostrar que o indivíduo tem que saber o que fazer, como fazer e sentir-se motivado para que haja o querer fazer. Desta forma, o líder tem o papel de treinar seus funcionários para atingir suas prioridades de forma organizacional, garantindo o empenho e dinâmica do seu pessoal e a certeza de que todos estão focados em prioridades do seu negócio e que são capazes de apresentar resultados diariamente com eficácia buscando maximizar os resultados obtidos.
Instruções: Teste de Aptidão Vocacional
- Coloque 400 tijolos em uma sala fechada.
- Coloque os candidatos ao teste dentro e feche a porta.
- Deixe-os sozinhos por seis horas e analise a situação:
1 - Se eles estiverem contando os tijolos, contrate-os para o departamento de contabilidade.
2- Se eles estiverem recontando os tijolos, contrate-os para o departamento de auditoria.
3 - Se eles tiverem bagunçado tudo e espalhado os tijolos, são engenheiros.
4 - Se eles tiverem arrumado os tijolos de maneira bem estranha coloque-os no Planejamento.
5 - Se eles tiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.
6 - Se eles estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.
7 - Se eles estiverem quebrando os tijolos em pedacinhos, coloque-os no departamento de tecnologia da informação.
8 - Se eles estiverem sentados sem fazer nada, coloque-os em Recursos Humanos.
9 - Se eles disserem que já tentaram várias combinações e estão ainda tentando outras mais e nenhum dos tijolos tiver saído do lugar, coloque-os em vendas.
10 - Se eles já tiverem saído, coloque-os na Gerencia.
11 - Se eles estiverem olhando para a janela, coloque-os em Planejamento estratégico.
12 - Se eles estiverem conversando entre si e nenhum dos tijolos tiver saído do lugar, cumprimente-os e coloque-os na Diretoria.
13 - Se eles tiverem criado um muro de tal forma que eles não podem ser vistos ou ouvidos, então coloque-os no congresso.
14 - Se eles afirmarem que não estão vendo nenhum tijolo ali na sala, coloque no Jurídico.
15 - Se eles reclamarem que os tijolos "estão uma merda", não têm identificação, falta operação, medidas erradas, coloque na Qualidade.
16 - Se começarem a chamar de companheiro uns aos outros, nem contrate mande embora logo antes que eles criem um sindicato ou queiram ser presidentes.
Relutei o quanto pude em comentar o caso do assassinato da pequena Isabella Nardoni. Não importa quem seja o autor do crime, o resultado é o mesmo: uma tragédia pessoal e familiar. Como há um homicídio a esclarecer, é inevitável que as autoridades policiais escarafunchem todos os aspectos da história, mas isso não significa que o grande público deva participar de tudo e acompanhar "on line" cada novo desdobramento das investigações. Até para que a família possa viver o luto, seria necessário um certo distanciamento. Receio, entretanto, que os limites do decoro tenham sido quebrados pela perversa combinação de uma imprensa ávida por sensacionalismo com declarações irresponsáveis de autoridades policiais e judiciárias. Tudo isso, é claro, motivado pelo desejo das pessoas de saber tudo a respeito desse macabro episódio.
A mídia vive de alienar o povo e o povo gosta, pois esquece suas próprias agrúrias, A mídia quer ganhar dinheiro o povo um herói ou heroína.
O lado mais visível da transformação em curso é a recente escalada de uma massa de pessoas para classes superiores de consumo. A maior variação deu-se na faixa intermediária, a chamada classe C, com renda mensal entre 1 062 e 2 017 reais. De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Ipsos para a financeira Cetelem, em apenas dois anos, de 2005 a 2007, um contingente de 23,5 milhões de pessoas passou a fazer parte desse estrato. Com esse deslocamento, a classe C tornou-se a maior em número absoluto de pessoas na pirâmide social brasileira, superando os 86 milhões do ano passado. Somada aos 28 milhões que formam as classes A e B, isso significa que já são 114 milhões os brasileiros que podem ser considerados consumidores. Outro estudo, da consultoria Value Partners, estima que, numa hipótese conservadora, o número de consumidores no país aumentará pelo menos 7,5 milhões até 2010. A ascensão de milhões de pessoas à classe C não é um fenômeno que se esgota em si mesmo. Mais pessoas consumindo na base significa que quem produz e vende -- normalmente aqueles que estão no topo da pirâmide social -- também tem mais chance de enriquecer. Essa progressão da renda é o único lado bom de eventos que viraram notícia nos últimos tempos -- como o caos nos aeroportos ou o virtual estrangulamento no trânsito de metrópoles como São Paulo. A frota de veículos no país aumenta 2,5 milhões por ano. E as viagens aéreas deixaram de ser artigo de luxo, premissa que anos atrás levou à criação da Gol e que hoje atrai novos nomes para o país, como a americana JetBlue. "Nos próximos cinco a sete anos o mercado brasileiro vai dobrar de tamanho", afirma David Barioni, presidente da TAM. Se Barioni estiver certo, o número de passageiros nesse período passará de 50 milhões para 100 milhões por ano. Segundo projeções da operadora de telefonia Vivo, até 2012 o número de celulares no país superará 200 milhões. Até lá, em média, cada brasileiro terá seu telefone móvel. Cifras de crescimento dessa magnitude são inimagináveis em mercados maduros, mas fazem parte do dia-a-dia dos negócios em países emergentes mais pujantes, como a China.
A estabilidade econômica mantida até agora é um dos pilares do atual vigor do mercado brasileiro. Preservá-la é condição para que as coisas continuem assim. O outro pilar, menos perceptível, é a transformação benigna da demografia do país. O Brasil vive hoje uma transição que a grande maioria dos países desenvolvidos já atravessou, resultado de mudanças que começaram a ocorrer seis décadas atrás. Nos anos 50, a população brasileira apresentava elevadas taxas de crescimento, fruto da combinação de uma natalidade alta com a redução da mortalidade infantil. A população crescia à média de 3% ao ano -- taxa que, nas décadas seguintes, caiu até o 1,4% atual. Se o ritmo de crescimento populacional daqueles anos fosse mantido por todo o período, em vez de 190 milhões de habitantes o Brasil contaria hoje com quase 270 milhões -- adicional equivalente a uma Alemanha ou duas Argentinas. Com a tendência de queda da fecundidade, o Brasil deverá alcançar o máximo de 264 milhões de habitantes em 2062 e daí em diante a população entrará em declínio.
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No dia 30 de março passado, o jornal "O Globo" já contava boa parte desta história. A "Veja" traz, agora, novos detalhes, todos edificantes em relação a Agnelo Queiroz, tão bajulado por um certo tipo de jornalismo quando era ministro.
Brasil ONG ligada a políticos do PCdoB e do
As Organizações Não-Governamentais (ONGs) ficaram conhecidas nos últimos tempos como um instrumento eficaz de roubar dinheiro público. Sem observar critérios elementares de boa gestão, o governo federal despejou, nos últimos cinco anos, 12 bilhões de reais nos cofres dessas entidades. Em vez de grandes resultados sociais, as ONGs vêm encabeçando uma infinidade de escândalos. Descobriu-se que muitas delas são entidades de mentirinha, cujos dirigentes, quase sempre subordinados a partidos políticos, simulavam serviços, montavam prestações de contas e dividiam os lucros entre si. Uma CPI foi instalada no Congresso para tentar desvendar os caminhos do dinheiro desviado, mas pouco conseguiu até agora. VEJA localizou uma testemunha que ajuda a entender como muitas ONGs se transformaram em verdadeiras minas de ouro. Do que ela confessa e pode provar, emergem as engrenagens criminosas de uma entidade de Brasília que se associou a comunistas e socialistas que comandam os ministérios do Esporte e da Ciência e Tecnologia e conseguiu desviar, sozinha, 3,4 milhões de reais. Fácil, fácil. A testemunha chama-se Michael Vieira da Silva, ex-funcionário do Instituto Novo Horizonte, uma ONG que dizia oferecer cursos de treinamento a crianças pobres. Ele conta que atuava como uma espécie de faz-tudo da entidade, mas seu grande trabalho foi abrir uma empresa de fachada, a T & Z, para fornecer notas fiscais frias à ONG, que assinou um convênio (que tem o sugestivo número 171) com o Ministério da Ciência e Tecnologia no valor de 1,8 milhão de reais. Os recursos saíram dos cofres do ministério e desapareceram sem deixar vestígios. Os documentos apresentados por Michael revelam o destino final do dinheiro: a conta pessoal do responsável pela ONG, Luiz Carlos de Medeiros (veja o quadro). O golpe é simples e de altíssima rentabilidade. A ONG simulava gastar a maior parte da verba que recebia em material didático. Investia, na verdade, apenas 5% do que declarava. A diferença, 95%, caía nos bolsos dos donos e de amigos que participavam do esquema. "Havia pagamento a secretárias e funcionários dos ministérios", diz Michael. Ao emitir notas fiscais frias para comprovar as despesas falsas, Michael acabou sendo multado em 722 000 reais pelo Fisco estadual.
Luiz Carlos é um bem-sucedido ongueiro, embora quase nada apareça em seu nome. De origem humilde, mora hoje num apartamento de cobertura, dirige carros importados, promove festas requintadas, mas também é dono de uma ficha corrida na polícia. A ONG Novo Horizonte, por exemplo, está registrada em nome de Antônio Carlos de Medeiros, irmão dele. "Não tenho nada, nada a ver com a Novo Horizonte. Sou uma pessoa humilde", diz Luiz Carlos. Luiz tem amigos influentes em sua área de atuação. Um deles é o comunista Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte e atual diretor da Anvisa. O outro é Joe Valle, secretário de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. "Luizinho é bom, sério, vai além do que o ministério exige", explica o ex-ministro. Em junho de 2006, três meses depois de Agnelo deixar o cargo, a ONG que Luiz diz que não é dele faturou um convênio de 1,6 milhão de reais com o Ministério do Esporte. Meses depois, Luiz atuou na campanha de Agnelo ao Senado. Era tratado pelos funcionários do comitê como "assessor". "Sou fã do Agnelo e votei nele", diz Luiz. Segundo Michael, cerca de vinte computadores da ONG de Luiz Carlos foram cedidos ao comitê de Agnelo. Agnelo perdeu a eleição, mas a amizade com o ongueiro continuou – e os negócios também. Em 2007, o Ministério do Esporte fez uma auditoria no convênio com a Novo Horizonte e descobriu que os serviços não foram prestados. Uma das acusações graves que a testemunha faz trata do nível de intimidade entre o ongueiro e o ex-ministro. Michael Vieira afirma que um dos saques na conta da empresa fantasma T & Z, feito no dia 1º de outubro do ano passado, no valor de 150 000 reais, teve como destinatário o ex-ministro. Ele relata ter sacado o dinheiro do banco, acompanhado do irmão de Luiz Carlos e de um funcionário da ONG. "O dinheiro foi entregue para o Agnelo", garante Michael. Agnelo diz que a informação é "absurda". "Estão querendo me prejudicar", afirma. Na semana passada, Michael prestou depoimento ao Ministério Público e entregou os documentos ao promotor Ricardo de Souza, que abriu procedimento para investigar o caso. Enquanto isso, Luiz Carlos, aquele que nada tem a ver com ONGs, segue a sua trajetória humilde. Além de planejar sua candidatura a deputado pelo PCdoB, ele assumiu o Instituto Universo, sua nova ONG, e já conseguiu assinar um convênio no valor de 638 000 reais com o Ministério do Esporte. A classe operária, ao que parece, encontrou nas ONGs o seu paraíso.
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As 21 Qualidades Indispensáveis de Um Líder e a Principal Dica de John Maxwell Para Cada Uma Delas.
1. Atitude positiva – Crer é poder.
2. Autodisciplina – A primeira pessoa que você lidera é a si próprio.
3. Caráter – Talento é um dom, caráter é uma escolha.
4. Carisma – A primeira impressão pode selar o acordo.
5. Competência – Se você a construir, sua equipe o seguirá.
6. Comprometimento – Distingue os empreendedores dos sonhadores.
7. Comunicação – Sua equipe não o seguirá se não souber o que você deseja ou para onde vai.
8. Coragem – Inspira o comprometimento da equipe.
9. Discernimento – Líderes inteligentes acreditam apenas em metade do que ouvem. Líderes perspicazes sabem em que metade devem acreditar.
10. Educabilidade – Para continuar a liderar, aprenda continuamente.
11. Foco – Quanto mais exato, mais perspicaz você será.
12. Generosidade – Doar é a coisa mais importante na vida.
13. Iniciativa – Dentre todas as coisas que um líder deve temer, a complacência deve encabeçar a lista.
14. Ouvir – Um bom líder encoraja seus seguidores a lhe dizer o que precisa saber, e não o que deseja ouvir.
15. Paixão – Quando um líder age com paixão, geralmente a recebe como resposta.
16. Relacionamentos – Se você se relacionar bem com as pessoas, elas se relacionarão bem com você.
17. Responsabilidade – Se não tomar as rédeas, você não conseguirá liderar a equipe.
18. Segurança – A competência nunca elimina a insegurança.
19. Ser prestativo – Para estar na frente, coloque os outros em primeiro lugar.
20. Solução de problemas – Não permita que os obstáculos sejam um problema.
21. Visão – Você só toca aquilo que vê.
| A culpa é do Fidel |
| Internacional | |
| Marcello Cerqueira | |
Fidel Grupos conservadores do Pentágono e do Senado norte-americanos nunca se conformaram com o tratado Carter-Torrijos, de 1977, que comprometeu os Estados Unidos a devolver, embora em etapas, a estratégica Zona do Canal para os panamenhos, o que poderia reabrir a chaga aberta com a expropriação de 1903 por grupos nacionalistas colombianos. Essa é a razão oculta que dá origem ao reforço da presença norte-americana na Colômbia a pretexto de combater o que chama de narcoterrorismo e afinal a concretização do acordo chamado “Plano Colômbia”, em que o governo Clinton formaliza com governo colombiano de Andrés Pastrana (1998-2002) uma “ajuda” que vai chegar a US$ 4,15 bilhões de dólares nos últimos anos, armamentos militares modernos como versões sofisticadas de helicópteros Black Hawk, aviões de vigilância eletrônica RC-7, aviões Awacs, além – e isto é muito grave – de uma poderosa rede de radares espiões voltada para a Venezuela, para o Equador e para Amazônia brasileira (grifei Amazônia brasileira), instrutores militares (eufemismo para a presença de efetivos militares, como no Vietnam), a base Militar em Manta, alem da ação desenvolta dos agentes da CIA e do Departamento antidrogas (DEA) e de famosas corporações militares “privadas” como a DynCopr, a ManTech, a TRW e a Matcom, especializadas em “assessorar” governos na produção de informações, contra-informações e inteligência. Disso resulta, já no governo do segundo Bush, e após o episódio de 11 de setembro de 2001 e a posse do presidente Alvaro Uribe Vélez, eleito em meio a um processo caracterizado pelo recrudescimento da violência e um abstencionismo superior a 52% com base no programa “Segurança Democrática”, que a guerrilha colombiana, ativa desde 1959, será batizada como guerrilha narcoterrorista, embora não existam ‘terroristas” na América do Sul, como assinalam a ONU e o governo brasileiro, por exemplo. Bom lembrar que o jornalista Joseph Contreras, da revista norte-americana Newsweek, então observou que nos fins dos anos 70 Álvaro Uribe, quando exercia o cargo de presidente da municipalidade de Medellín, trabalhou nos planos de habitação financiados por Pablo Escobar: “Medellín sin tugúrios”, “Medellín Cívico” foram os programas que tornaram Escobar uma “cidadão ilustre e benfeitor”. Entre março de 1980 e agosto de 1982, época do florescimento dos cartéis da droga, Uribe foi Diretor da Aviação Civil, cargo que lhe permitiu conceder licenças para pilotos e autorizações de construção de pistas para os narcotraficantes. Nos anos 90, ao ser eleito Governador de Antioquia, promoveu a criação das Cooperativas de Segurança Privada “Convivir”, iniciativa destinada a legalizar o paramilitarismo. Como se recorda, Uribe sucedeu a Andrés Pastrana, cujo governo não obteve êxito no acordo com as FARC, e foi sucedido por Ernesto Samper, eleito presidente da Colômbia, em 1994, com financiamento dos Cartéis de Cali e de Medellín e cuja posterior nomeação para embaixador em Paris, por Uribe, levou o ex-presidente Pastrana a renunciar ao posto de embaixador, que então ocupava em Washington, por considerar moralmente incompatível pertencer ao mesmo corpo diplomático que Samper. Como também se recorda, em 1990, a tentativa do grupo guerrilheiro colombiano do agrupamento M-19, formado por partidários de Rojas Pinilla, que resolveram voltar à vida civil e participar da política partidária e a via eleitoral, como os sandinistas da Nicarágua e os integrantes da Frente Farabundo Marti em El Salvador, foram exterminados – mais de três mil – pelos grupos paramilitares tradicionalmente ligados a Uribe. A política que Uribe desenvolve na Colômbia esclarece os enfrentamentos militares que pratica para manter sua popularidade interna e conseguir reformar novamente a Constituição para lograr um terceiro mandato, após perder as eleições municipais nas principais cidades do país, como Bogotá, Medellin, Cali. É expediente guerreiro para desviar a atenção dos colombianos para a avaliação do seu governo, que se mantém sob a chantagem da guerra supostamente representando a paz. Na verdade, o governo de Uribe necessita da continuidade da guerra. Lembra-se que dois ministros de Uribe foram afastados pela Justiça e 34 deputados do seu partido foram cassados por envolvimento com o narcotráfico. Os serviços de inteligência dos Estados Unidoa e o governo Uribe sabiam que Raúl Reyes, principal negociador das FARC, estava em Putumayo, no Equador e próximo à fronteira com a Colômbia para reunir-se com a senadora colombiana Piedade Córdoba e com representantes diplomáticos franceses para dar curso ao acordo humanitário que previa a libertação de reféns, inclusive da ex-senadora Ingrid Betancourt. Assim como antes, a mediação do presidente Chavez permitiu a libertação de Clara Rojas, Consuelo González, Jorge Eduardo Gechem, Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, “prejudicou” os planos continuístas de Uribe, a provável libertação da senadora franco-colombiana poderia afastá-lo do terceiro mandato, já se vê. O massacre do grupo guerrilheiro colombiano enquanto dormiam dá bem a medida da guerra de sangue do presidente Uribe e de sua oposição a qualquer esforço humanitário que entenda minar sua autoridade. Na seqüência, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou ao jornal francês Le Parisien, que a morte do número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia por militares colombianos “é um erro, um golpe muito duro para o processo de paz e para as negociações que visam a libertação dos reféns”. Em meio à condenação geral pelo massacre, e a cautelosa reprimenda da OEA, o governo Bush expressa seu integral apoio a Uribe afirmando que “A mensagem de nosso país ao presidente Uribe e ao povo colombiano é que estamos ao lado do nosso aliado democrático”. A mensagem se dá ao mesmo tempo em que a proposta do presidente Bush de manter a política de tortura aos presos políticos em Guantánamo é aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, apesar da forte oposição dos democratas. O governo Alvaro Uribe é o maior obstáculo para a criação de uma zona neutra e segura que permita a libertação e a troca de prisioneiros e o início da desmilitarização das FARC, com garantias multilaterais de que não se estará a repetir o massacre da desmilitarização do M-19.
Tanto mais difícil quando se sabe que não interessa à política dos Estados Unidos a integração econômica e política do nosso continente. Os fabricantes de guerra já estão instalados em nossas selvas, em nossas fronteiras. A Amazônia é, ninguém ignora, objeto de cobiça internacional. A agressão operada contra a soberania do Equador é grave precedente que ameaça nossa imensa fronteira, sem marcos delimitatórios e sem suficientes guarnições militares a protegê-la.
Pode a política dos Estados Unidos substituir o que hoje chamam de “imposição da paz” com guerra ao terrorismo no Iraque ou no Afeganistão, por um tipo de política salvacionista do “meio ambiente” ameaçado pela inércia – poderão dizer – do governo brasileiro de preservar a Amazônia brasileira. De há muito, nossas Forças Armadas estão atentas a isso e também o governo brasileiro, que mantém uma política externa compatível com os interesses do país.
[Este artigo, que publicamos na íntegra, foi publicado parcialmente em O Globo] | |
ACIMA DAS DESILUSÕES
Na vida todos nós enfrentamos desilusões.
Nos decepcionamos com amigos, parentes, e até conosco mesmo.
Nos desiludimos quando vemos um sonho se transformar em pesadelo, um
alvo se transformar numa miragem bem distante, um desejo desaparecer
como uma neblina.
A desilusão dói, como um ferimento. Atinge a qualquer um, sem acepção.
Mas o importante é saber que novos sonhos podem ser sonhados, e que um
novo dia certamente amanhecerá.
Fomos criados por Deus com a incrível capacidade de nos recuperarmos.
Fomos feitos com a capacidade de sair das cinzas para a glória, do
nada para o tudo, da derrota para a vitória.
Como a águia, temos dentro de nós o desejo de voar grandes alturas,
portanto também acima das desilusões.
Cada desilusão é um convite a um novo sonho, a uma nova visão da vida.
Rafael Rigues
A empresa japonesa Fujitsu mostrou durante o Salone Internationale del Mobile, um evento anual especializado em mobília em Milão, na Itália, o WoodShell, seu conceito de um laptop "ecológico" com o gabinete totalmente feito em madeira de cedro. O micro não é um produto, mas sim um conceito baseado na plataforma de outro modelo, o FMV-Biblo NX95Y/D, por si só um notebook "ecologicamente correto" já que usa plástico obtido a partir de materiais renováveis (no caso, o milho).
Mas a Fujitsu não é a única a pesquisar o uso de materiais "alternativos" em seus computadores. Recentemente a ASUS demonstrou uma linha completa de máquinas, entre elas dois notebooks (S6 e U6), um monitor LCD (LS201) e um mini-desktop (Essentio 5110) com gabinetes feitos de bambu. A MSI, outra fabricante de computadores, também mostrou durante a CeBIT na Alemanha, no mês de março, um notebook com tela de 15 polegadas (modelo GX620) e gabinete em madeira.
E não são só os notebooks que estão se tornando "verdes". Empresas como a holandesa Miniot produzem estojos de madeira para abrigar os eletrônicos mais populares do momento. É o caso do iWood, um estojo de madeira para o iPhone. Feito de carvalho, cerejeira, mogno ou nogueira, ele tem frente em policarbonato para proteger a tela do aparelho e recortes para a câmera, conector da dock e fones de ouvido. Comparado com os tradicionais estojos de plástico ou silicone, o iWood é caro: cerca de 60 Euros. A empresa também produz versões para o iPod Nano e iPods 5G.
Além de ser esteticamente agradável, a madeira tem outras vantagens: sua produção não envolve o uso de substâncias nocivas ao meio-ambiente, como é o caso dos plásticos, e ela vem de fontes naturais facilmente renováveis . Isto é verdade especialmente para espécies como o bambu, que podem chegar a crescer 1.2 metro por dia. No caso do bambu outra vantagem é a durabilidade do material, que em alguns locais, como a China, é usada como substituto da tubulação de aço para montagem de andaimes na construção civil.
Mundo Virtual
Entrei apressado e com muita fome no restaurante.
Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos de que dispunha naquele dia atribulado para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias, que há tempos não sei o que são.
Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga,uma salada e um suco de laranja, pois afinal de contas fome é fome, mas regime é regime, né? Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, compro um para você.
Para variar, minha caixa de entrada estava lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas. Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.
- Tio, pede para colocar margarina e queijo também?
Percebo que o menino tinha ficado ali.
- OK, mas depois me deixe trabalhar, pois estou muito ocupado, tá?
Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.
- Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente para ele.
Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:
- Tio, o que está fazendo?
- Estou lendo uns e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet.
Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários disse:
- É como se fosse uma carta, só que via Internet. >
- Tio, você tem Internet?
- Tenho sim, é essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet, tio?
- É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual, tio?
Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Legal isso. Gostei!
- Mocinho, você entendeu o que é virtual?
- Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual.
- Você tem computador?
- Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome, e eu dou água para ele pensar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo. Mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida muitos brinquedos de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isto não é virtual, tio?
Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de literalmente 'devorar' o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um 'Brigado tio, você é legal!'. Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade, e fazemos de conta que não percebemos! >
Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.
Ele pegou o bilhete e leu, "Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?"
Olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica junto com o troco e pôs na boca do cachorro.
O açougueiro ficou impressionado e como já era hora de fechar o açougue, decidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e pudesse atravessar a rua.
O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua até o cão parar em uma casa e por as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela ecomeçou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.
O açougueiro correu até a pessoa e o impediu, dizendo, "Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!"
E a pessoa respondeu, "Um gênio? Esta já é a terceira vez nesta semana que este estúpido esquece a chave!!!"
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