Empregos
http://www.catho.com.br/afiliados/vagas_de_emprego/banner_dinamico.php?
Empregos
Lenda Sioux da Águia e do Falcão!
Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo ...
- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem.
- E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...
Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.
E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.
O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...
- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue?
Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.
- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.
E o velho disse: Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...Voem juntos mas jamais amarrados".
Os dois Lobos
Um ancião índio descreveu os seus conflitos internos da seguinte maneira:
- Dentro de mim tenho dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois lobos estão sempre à briga.
Quando lhe perguntaram qual o lobo que ganhava a briga, o ancião respondeu:
- Aquele que eu alimentar.
Passar muito tempo enviando mensagens, checando e-mails e jogando games pela web pode não ser um bom sinal. Segundo o "American Journal of Psychiatry", mais que um vício, o uso excessivo de internet pode ser um distúrbio mental que deveria ser tratado como doença pela psiquiatria.
Para Jerald Block, psiquiatra da Universidade de Ciências e Saúde Oregon, em Portland, os sintomas incluem a necessidade de sempre procurar equipamentos e softwares melhores, além de passar horas e mais horas on-line.
De acordo com o editorial de Block, publicado na edição de março da revista especializada, os "viciados" podem perder a noção do tempo e chegam a esquecer de comer e dormir. O isolamento social também é outro sintoma apontado.
O especialista vai além, e descreve as realidades virtuais e os jogos multiplayer como "heroinware" --junção das palavras heroína e software.
No editorial, o autor cita pesquisas na Coréia do Sul realizadas após uma série de dez mortes em lan houses relacionadas a problemas cardiorrespiratórios --ao menos em sete da dez mortes as vítimas estavam participando de jogos on-line.
Segundo o autor, o vício em internet se tornou um problema de saúde pública no país. Usando dados de 2006, ele afirma que o governo estima em 210 mil crianças o número de pessoas entre 6 e 19 anos que sofrem do problema e necessitam tratamento.
Ainda segundo o editorial de Block, cerca de 80% destas precisam de tratamentos à base de medicamento psicotrópicos e, provavelmente, de 20% a 24% necessitam ser hospitalizadas.
Para combater o problema, o governo sul-coreano já treinou mais de mil conselheiros para tratar os viciados em internet no país.
Palavra de Quem Entende
BENJAMIN STEINBRUCH
Ilhas de prosperidade não existem
|
O mais apropriado, em um momento como este, é tratar de fortalecer o mercado interno |
VIVEMOS tempos de ansiedade. No momento em que o Brasil comemora os 5,4% de crescimento do PIB (Produto interno Bruto) do ano passado, há uma crescente certeza de que a economia americana foi atingida. A dúvida agora é sobre a profundidade dessa crise e os efeitos que ela terá na Ásia -leia-se, principalmente, China- e por aqui.
Nem os mais sábios arriscam previsões. É sintomático observar que o ilustre colunista do "Financial Times" Martin Wolf terminou seu artigo da semana passada sugerindo que "precisamos rezar" para que o banco central dos Estados Unidos, o Fed, possa colocar tudo em ordem.
Antes de chegar a essa conclusão, Wolf enumerou estimativas variadas sobre o volume de perdas que serão provocadas pela crise das hipotecas americanas, desde os US$ 100 bilhões sugeridos por Ben Bernanke (um número claramente superado) até os US$ 500 bilhões citados pelo Goldman Sachs e os US$ 2 trilhões a US$ 3 trilhões pelo professor Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York.
Há uma enorme diferença entre essas estimativas. Dependendo do valor das perdas e da forma como elas serão absorvidas, a economia global será mais ou menos machucada. Poderá haver prejuízos e quebras em massa nos EUA ou inflação -ou ambas as coisas ao mesmo tempo. Em qualquer hipótese, a tendência do consumidor americano será contrair gastos, com efeitos evidentes na demanda mundial.
Enquanto essa discussão se desenvolve, nós por aqui seguimos com a economia em alta e forte crescimento da produção industrial e do emprego, como atestam os números do primeiro bimestre. Os preços das commodities industriais e agrícolas, que exportamos em grande escala, seguem também em alta, a ponto de alguns analistas já apontarem a existência de uma bolha especulativa nesse setor.
Nesse cenário, não se pode mais uma vez incorrer no erro, como se fez em crises passadas, de achar que o Brasil é uma ilha de prosperidade. Ilhas econômicas já não existiam no século passado, quando o Brasil foi nocauteado pelas crises do petróleo, muito menos existem hoje, com o avanço da globalização.
Mas há algo que pode atenuar os efeitos dessa crise. Foram bem-vindas as medidas da semana passada, quando o governo procurou desestimular o ingresso de capital estrangeiro para aplicações de curto prazo e elevar a lucratividade das exportações. Não há segurança de que essas medidas poderão produzir os efeitos desejados, até porque a política monetária segue na direção contrária, mas o simples fato de adotá-las é um sinal importante, porque mostra intenção de agir e repulsa à perigosa teoria da "ilha de prosperidade".
O mais apropriado, em um momento como este, é tratar de fortalecer o mercado interno. No ano passado, como mostraram os dados do PIB, o mercado interno já foi o suporte do crescimento. A demanda interna contribuiu para uma expansão de 6,9% no produto, enquanto a externa influiu negativamente em 1,4%. O consumo das famílias, por sua vez, aumentou 6,5%. Diante dessa tendência, os investimentos para atender à demanda aquecida reagiram e cresceram 13,4%.
Fica claro, portanto, a importância do mercado interno brasileiro. Sua preservação pode atenuar os efeitos da crise externa e, para isso, o caminho é cuidar da manutenção do emprego, da renda e do crédito. Como fazer isso? Com redução do custo do dinheiro e com aumento da eficiência dos gastos do governo para poder dar prioridade a investimentos públicos.
| SUPERDICAS DA SEMANA | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
De acordo com a otorrinolaringologista Patrícia Ciminelli, do Hospital Universitário Clementino Fraga, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a cera ou cerume é produzida por glândulas especiais, conhecidas como glândulas ceruminosas, existentes na região mais externa do canal auditivo e é composta por substâncias que atuam na proteção contra a propagação de microorganismos.
"Como a passagem até a região mais profunda do ouvido é muito estreita, escura e revestida por pele, isso facilita a entrada de detritos nocivos que podem ser prejudiciais, no entanto, essa proteção proporcionada pela cera é de extrema importância", explicou. Outra função de proteção é dada pela retenção de poeira e partículas de areia, impedindo que esses elementos provoquem danos à membrana timpânica.
Segundo ela, muitas pessoas têm facilidade para produzir a substância em excesso, o que pode resultar na formação de uma espécie de "rolha" que tapa o canal auditivo, abafando a audição e dando sensação de surdez.
Ciminelli alertou que o uso do cotonete para a limpeza do canal auditivo deve ser feito com muito cuidado e retira-se apenas a cera da região externa do ouvido. "Devemos limpar somente o que fica visível na orelha e de forma muito cuidadosa, porque a pele que reveste o tímpano é muito frágil, e colocar o cotonete profundamente, pode causar uma perfuração séria na região", avisou.
A doutora avaliou que realizar a higiene durante o banho é uma boa opção, mas também deve ser feita com muita cautela.
Rolha
Patrícia Ciminelli afirmou que a utilização diária e descuidada do cotonete pode acabar empurrando a cera cada vez mais para dentro do ouvido, acumulando-a ao redor do canal auditivo e formando um verdadeiro tampão próximo ao tímpano. Em alguns casos, esse excesso pode se tornar difícil de ser retirado pela própria pessoa e o melhor a fazer é procurar auxílio médico.
O canal auditivo tem entre 3 a 4 cm de extensão, do início até a região do tímpano, e este excesso deve ser removido pelo especialista por meio de lavagens e aspirações com instrumentos adequados.
Caminho das pedras
O termo que me refiro, caminho das pedras é o passo fundamental na busca de uma nova colocação, semana passada recebi alguns profissionais e após uma longa conversa observei que a grande maioria dos profissionais não tem a percepção que a busca por uma nova colocação no mercado de trabalho é composta por vários detalhes. A grande maioria dos profissionais não percebe esse detalhe que é fundamental e acabam não fazendo o que é fundamental para chegar às melhores vagas do mercado.
Pontos a serem destacados
Para chegar às melhores oportunidades é preciso seguir alguns pontos básicos, primeiramente você deve ter um currículo, porém precisa ser um currículo bem elaborado e a grande maioria dos profissionais é quem confecciona seu próprio currículo, economia que não trás benefícios já que em grande parte não segue os padrões atuais do mercado, outro ponto é uma bela carta de apresentação que destaque as melhores competências do profissional, feito isso é preciso possui acesso aos executivos de poder decisório e possuir conhecimento das ferramentas de acesso e busca de vagas.
Comportamento nas entrevistas
Também percebo que a grande maioria dos profissionais mesmo fazendo entrevistas para as empresas onde atuam na hora de participarem de entrevistas se candidatando as vagas do mercado pecam por demais, e não conseguem destacar suas competências e participar nas entrevistas com bom desempenho . Porém isso é natural afinal esse não é o foco do negócio de determinados profissionais.
Relacionamento
Outro grande problema dos profissionais é o fato que de quando estão bem colocados normalmente não fazem contatos com outros profissionais em outras empresas, entendo que hoje a maioria das empresas aplica uma carga de trabalho acima do normal. Logo não sobra tempo para fazer o famoso networking, chamo a atenção para que os profissionais deleguem mais, para que sobre tempo para encontros e reuniões para expandir sua rede de contatos. Pense nisso e entre em ação imediatamente.
Networking de pêso
Esse é um atributo de poucos profissionais, porém importante para o desenvolvimento da carreira profissional. Diferentemente do que acredita a maioria das pessoas "Networking" não serve somente aos altos escalões das empresas. Pelo contrario, deve ser utilizado em todos os níveis. Outro ponto de destaque é a indicação, e funciona como um "selo de garantia" de qualidade. Se o profissional foi indicado por alguém de confiança, o empregador inicia o contato com a certeza de que o individuo em questão não é ruim. Este selo de garantia tem valor inestimável para as empresas, de maneira geral. Muitas delas, inclusive, possuem um "programa de indicações" estruturado e com recompensas altas. Lembrem-se quando conversar com amigos, conhecidos e parentes sobre sua procura por um novo emprego tenha sempre em mãos o currículo e ao encaminhá-lo, diga que apreciaria se a pessoa em questão pudesse avaliar seu currículo.
O networking de peso é o mas forte, mantenha em sua rede de relacionamentos nome de pessoas influentes, portanto lembre-se que ter profissionais importante em sua lista pode significar um grande salto em sua carreira, pode ser que você seja indicado para boas posições, afinal se você quer se tornar um profissional de primeira linha, deve ser relacionar com pessoas de primeira linha, avalie sua rede e sai em busca de aumentar sua rede de relacionamentos, principalmente se relacionado com profissionais de primeira linha.
Oportunidades
Os profissionais e executivos mas antenados devem aproveitar o forte aquecimento do mercado, hoje os profissionais mas jovens querem crescer rapidamente, isso tanto abre oportunidade novas como pode ser um bom momento para avaliação da carreira profissional, esteja atento as oportunidades dentro e fora de sua organização. Seja pro ativo e crie momentos para encontrar novos profissionais e expandir sua rede de relacionamentos, seja dinâmico, seja ético, seja simpático, seja maduro e acima de tudo seja um profissional de excelência, faça com que todos admirem seu estilo de trabalho, seu perfil profissional e claro como pessoa. As oportunidades estão onde menos esperamos, acredite nas pessoas e viva com entusiasmo, vamos tornar o dia das pessoas melhor, valorize as pessoas todos são importantes.
Carreira feliz
Sabemos que o profissional feliz produz mas e melhor, então para que você se torne mas produtivo faça o que gosta, costumo dizer que quando fazemos o que gostamos não trabalhamos, recebo profissionais insatisfeitos na empresa atual e que nada fazem para mudar, permanecendo infelizes por muito tempo sem nada fazer. Não seja conformista com situações que não seja satisfatória na organização, fale com seu gestor e comunique sua real intenção na busca por melhorias, mas seja feliz.
Lidando com Pessoas Perigosas
|
No mundo organizacional existem os perigosos, aqueles que podem fazer alguém perder terreno ou até perder o emprego sem jamais saber qual é a razão. O perigoso em geral encaixa-se dentro de uma ou mais das seguintes categorias: 1) Gente que faz intrigas, que "queimam" algumas pessoas perante outras; A lista poderia seguir adiante, mas, paremos por aqui por mera falta de espaço.Cuidado com esse povo. Ficar muito perto do fogo não vale a pena, pois a gente acaba se queimando. O que fazer: • Guie-se pela regra dos 3 Bs - boa intenção, boa vontade e boa educação; Por José Antônio Rosa |
"MULHERES"
Autor: Pablo Neruda
Mulheres! Elas sorriem quando querem gritar. Elas cantam quando querem chorar. Elas choram quando estão felizes. E riem quando estão nervosas. Elas brigam por aquilo que acreditam. Elas levantam-se para injustiça. Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução. Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poder tê-los. Elas vão ao medico com uma amiga assustada. Elas amam incondicionalmente. Elas choram quando suas crianças adoecem e se alegram quando suas crianças ganham prêmios. Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversario ou um novo casamento.
Como dizia o Poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Quem nunca curtiu uma paixão
nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença,
mesmo o amor que não compensa
é melhor que a solidão
Abre os teus braços,
meu irmão, deixa cair,
pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
de quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão
nunca vai ter nada, não...
Um leão pediu a filha de um lenhador em casamento. O pai, contrariado mas receoso, aproveitou a ocasião para livrar-se desse problema.
Ele disse que consentia em tê-lo como noivo de sua filha, mas, com uma condição; Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e dentes pois sua filha temia a ambos.
Contente o leão concordou. Depois disso, ao repetir seu pedido, o lenhador que não mais o temia, pegou um cajado e enxotou-o da casa para a floresta.
Esopo
Para resolvermos um problema, devemos primeiro conhecê-lo e só depois enfrentá-lo.
Transparência Brasil
Parlamento capturado
CLAUDIO WEBER ABRAMO
O AUMENTO salarial pleiteado pelos deputados federais é exemplo de um fenômeno que se agrava no Brasil: a captura de estruturas do Estado por interesses privados. No caso, trata-se da captura das instituições políticas pelos interesses particulares dos políticos.
A conseqüência imediata da captura de uma estrutura de Estado é o desvirtuamento de suas funções. Ela deixa de servir ao interesse coletivo e passa a atender às demandas do grupo que a capturou.
Os deputados querem fazer crer que a discussão sobre seus estipêndios deveria ficar circunscrita aos salários. Argumentam que estes precisariam sofrer reajuste para repor perdas devidas à inflação.
Visto assim, parece razoável. O salário de chegada, de cerca de R$ 16 mil, seria decerto alto para os padrões brasileiros, mas não excessivamente.
Muito pior é, por exemplo, a situação dos ministros, que recebem uma miséria incompatível com suas funções.
Não seria descabido que um ministro recebesse por volta de R$ 40 mil por mês. Também o presidente da República precisaria ser remunerado condizentemente com suas responsabilidades -digamos, R$ 100 mil por mês.
Na verdade, R$ 100 mil mensais é o que custa ao erário cada deputado federal antes do aumento que se discute. A estimativa, feita pelo site Contas Abertas, agrega todas as despesas incorridas pelos deputados, como auxílio-transporte, auxílio-moradia, ressarcimento de despesas realizadas nos Estados de origem, contratação de "assessores" e assim por diante.
Para fazer uma idéia do que isso significa, vale a pena comparar com o que acontece na Grã-Bretanha. Lá, cada membro do Parlamento custa à Coroa um total de 168 mil libras por ano, ou pouco mais de R$ 700 mil. Isso inclui a totalidade das despesas diretas por parlamentar, dos auxílios aos assessores.
A saber, um deputado federal brasileiro já custa ao contribuinte cerca de 80% a mais do que sua contrapartida britânica. Observe-se que o custo de vida britânico é muito maior do que o brasileiro e que a renda per capita do país é mais de 3,5 vezes superior à brasileira. E isso sem mencionar a relação custo/benefício.
Por exemplo, por aqui inventaram de tornar oficial a cabulação em Brasília às segundas-feiras -o que se junta à folga das sextas para resultar numa jornada de trabalho que vai da terça a meados da tarde de quinta.
A proposta de aumento salarial dos deputados faria sentido se acompanhada da eliminação de despesas incorridas por eles. Caso eles estivessem dispostos a cortar algo por volta de 70% do que gastam, então se poderia tomar o aumento salarial a sério.
Os nossos próceres poderiam abrir mão de seus "assessores de gabinete" -por volta de 15 por parlamentar e pagos por nós. Tais indivíduos, apresentados como essenciais para o cumprimento das funções dos deputados, na verdade não passam de cabos eleitorais. A maioria dos "assessores" nem sequer é lotada em Brasília, permanecendo na "base".
Escapa à compreensão o motivo pelo qual devem os contribuintes arcar com isso, ainda mais considerando que o suporte parlamentar propriamente dito é prestado pela assessoria permanente da Câmara, formada por profissionais concursados.
Também é candidata óbvia à extirpação a "verba indenizatória", que na Câmara é de R$ 15 mil por mês. O dinheiro é usado para pagar despesas do escritório (na prática, comitê eleitoral) do sujeito em seu Estado.
O "pacote" de benesses que a Câmara pretende estender aos seus integrantes inclui a desobrigação de justificar cerca de um terço desse montante. Não é difícil imaginar qual será o destino desse dinheiro.
Além de uma liberalidade financeira descabida, os parlamentares brasileiros gozam de excesso de liberdade na forma como conduzem seus mandatos. Por exemplo, a ausência de regras relativas a conflitos de interesse permite que deputados ligados e/ou financiados por determinados setores econômicos componham comissões permanentes e temporárias que lidam com os exatos interesses daqueles setores.
Assim, donos de escolas privadas pontificam na comissão de educação, "agribusinessmen", na de agricultura, os financiados por grandes empreiteiras integram comissões que tratam de mudanças na lei de licitações e por aí vai. A saber, muitos deputados agem como agentes da captura de comissões por interesses privados. Capturadas pelos interesses privados de seus integrantes, não é de espantar que levantamentos de opinião feitos no Brasil sempre situem as instituições parlamentares entre as menos confiáveis.
CLAUDIO WEBER ABRAMO, mestre em lógica e filosofia da ciência pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é diretor-executivo da Transparência Brasil, organização dedicada ao combate à corrupção no país.
|
||
|
|
||
|
||