Diário de Um Gato
Caso você não saiba o que os gatos pensam, dê uma olhada nisto.
Acho que você vai gostar ...
Eu tenho um gato e sei!


DIA 752 - Meu algoz continua a me torturar com pequenos e bizarros objetos que balançam e fazem estranhos sons.
Ele janta lautamente, só comida fresca, enquanto eu sou forçado a comer cereal seco.
A única coisa que me mantém vivo é a esperança de conseguir fugir e a gentil satisfação que alcanço ao arruinar uma peça da mobília. Amanhã talvez eu destrua outro vaso de plantas...

DIA 761 - Hoje , quase que minha tentativa de matar meu algoz perambulando entre suas pernas enquanto anda foi bem sucedida, preciso tentar quando ele estiver no alto das escadas.
Numa tentativa de mostrar minha repulsa por ele, mais uma vez vomitei em sua poltrona favorita, preciso fazer isto na cama dele...

DIA 762 - Dormi o dia todo, assim pude deixá-lo desesperado, sem conseguir dormir com meus incessantes miados pedindo por comida, altas horas da noite.

DIA 765 - Decapitei um rato e trouxe o corpo decapitado para a cozinha mostrando do que sou capaz e tentando incutir um pouco de medo em seu coração. Ele só balbuciou alguma bobagem sobre que pequeno e bom gato eu sou. Hummm. Isto não está funcionando de acordo com meus planos.

DIA 768 - Agora, estou consciente do quanto ele é sádico. Sem razão nenhuma fui escolhido para a tortura da água. Desta vez incluindo uma coisa química melosa e abrasiva que eles chamam de sabão. Que mente doentia pode ter inventado tal coisa? Meu consolo é um pedaço do dedo dele que continua entre meus dentes.

DIA 771 - Ele fez uma reunião com os cúmplices. Fiquei preso na solitária durante o evento. Mas pude ouvir o barulho e sentir o cheiro do estranho odor dos tubos de vidro que eles chamam "cerveja". Mais importante, descobri que meu confinamento foi devido ao meu poder de "alergias" . Preciso aprender o que é isto e usar como vantagem.

DIA 774 - Estou convencido que os outros presos são puxa-saco ou delatores. O cão é periodicamente solto e parece mais do que feliz em voltar. Obviamente é um idiota.
O pássaro por outro lado deve ser o informante, ele aprendeu a macabra língua que eles falam e conversa com eles regularmente. Estou certo que reporta todos os meus movimentos. Apesar de seu quarto de metal assegurar sua saúde, eu posso esperar, é só uma questão de tempo...

Três Metas A Serem Cumpridas Para Termos Sucesso Como Pessoas

1. Estudem com afinco.

2. Orem com convicção.

3. Sirvam de boa vontade.

Estudem com afinco. O Salvador do mundo instruiu: “Nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé”. Ele acrescentou: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim

Estamos rodeados de vozes que os incitam a abandonar o que é correto e a buscar, em seu lugar, os prazeres do mundo. A menos que tenha um alicerce firme no evangelho de Jesus Cristo, um testemunho da verdade e a determinação de viver em retidão, eles ficarão suscetíveis a essas influências. É nossa responsabilidade fortalecê-los e protegê-los.

 “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”.

Orem com convicção. O Senhor ordenou: “Ora sempre e derramarei meu Espírito sobre ti e grande será tua bênção”.

Talvez nunca tenha havido uma época em que tivéssemos maior necessidade de orar e de ensinar os membros da família a orar. A oração é a defesa contra a tentação. É por meio da oração sincera que podemos receber as bênçãos e o apoio necessários para que sigamos nosso caminho nesta jornada às vezes difícil e desafiadora a que chamamos de mortalidade.

Não orem por tarefas que não excedam sua capacidade, mas orem por capacidade para cumprir suas tarefas. Então a realização de suas tarefas não será um milagre, você será o milagre.

Sirvam de boa vontade. Com freqüência, pequenos atos de serviço são tudo o que é preciso para erguer e abençoar outra pessoa: uma pergunta sobre alguém da família, algumas palavras de incentivo, um cumprimento sincero, uma pequena nota de agradecimento, um telefonema rápido. Se formos observadores e ficarmos atentos, e se agirmos de acordo com a inspiração recebida, podemos realizar muitas coisas boas. Algumas vezes, claro, precisamos fazer mais.

Aquele que percebe a queda do pardal não deixará tal serviço passar despercebido. O desejo de erguer, a boa vontade em ajudar e a bondade para doar vêm de um coração repleto de amor.

Podemos fazer com que o mundo possa ser melhor, basta fazer nossa parte. Faça sua parte.

O Abuso de Confiança

A abelha e a formiga sentiam um grande carinho uma pela outra. Além disso, que coincidência: a primeira gostava dos alimentos que sua amiga armazenava durante o verão; e a formiga era louca pelo mel produzido pela abelha. Isso dava lugar a uma intensa troca de presentes entre as duas.

Numa ocasião, a abelha saiu de viagem e deixou as chaves de sua casa com a formiga. Passados alguns dias esta sentiu a tentação de entrar na casa da amiga e servir-se de um pouco de mel. Mas conteve-se na última hora.

- Oh, não! Fazer isso seria um abuso de confiança, uma coisa indigna de nossa amizade, pensou ela.

Meses depois, foi a vez da formiga ver-se obrigada a deixar seu lar por algum tempo. Naturalmente deixou as chaves com sua amiga íntima. No dia seguinte, a abelha entrou na casa da formiga, enquanto dizia:

- Bah! Tenho a certeza de que quando lhe deixei as chaves de minha casa, ela deve ter assaltado a minha despensa. E fez isso com muita arte, pois desde que cheguei, por mais que procure, não consigo achar as marcas do roubo. Agora é a minha vez e farei um grande banquete à sua custa!

Qual das duas é verdadeiramente digna de amizade, amigo?

Dólar fecha abaixo de R$ 1,70 pela 1ª vez desde 1999

O dólar permaneceu em queda em relação ao real pela sétima sessão consecutiva e fechou abaixo de R$ 1,70, pela primeira vez desde maio de 1999. O dólar comercial cedeu 1,30%, para R$ 1,684. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista recuou 1,32%, a R$ 1,683. Esses valores são os mais baixos da moeda ante o real desde o fechamento do dólar comercial em 19 de maio de 1999, a R$ 1,672. O recuo só não foi maior porque o Banco Central comprou em leilão cerca de US$ 600 milhões perto do fim dos negócios.

O aprofundamento das perdas da moeda americana, de todo modo, ocorreu em meio ao recuo do dólar ante outras moedas (como o euro, que bateu recorde), a aceleração das altas das Bolsas em Nova York, um forte fluxo financeiro positivo e a influência da pressão dos "vendidos" (investidores que apostam na baixa da cotação) no mercado futuro sobre as cotações à vista. A movimentação elevou o giro total à vista em 98% ante o da véspera, para cerca de US$ 5,015 bilhões.

Segundo um operador, as principais bolsas européias subiram e os índices acionários norte-americanos ampliaram os ganhos à tarde por razões técnicas na contramão da queda do dólar. O mercado europeu encontrou estímulo de alta na decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's de manter as notas (ratings) AAA para as duas maiores seguradoras de bônus dos EUA (Ambac Financial Group e MBIA). Em Nova York, as bolsas de valores subiam impulsionadas pela revisão, para cima, da projeção de lucros da IBM.

O euro renovou a máxima recorde em relação ao dólar nesta tarde, para US$ 1,4985, deixando para trás o recorde anterior de US$ 1,4968, registrado em novembro. A aceleração da alta do euro resultou de comentários do vice-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Donald Kohn, que foram interpretados pelo mercado como uma indicação de cortes adicionais no juro para evitar uma recessão nos EUA.

O forte recuo do dólar ante o real também resultou de ingressos financeiros no País. Segundo um operador, teria ocorrido uma grande operação financeira, que gerou ofertas de moeda no mercado por bancos de investimento. Esses recursos visariam operações de arbitragem de dólar à vista com o mercado de câmbio futuro e também com derivativos de juros. Teriam prosseguido também os ingressos antecipados de recursos de investidores interessados em participar do leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), marcado para 26 de março.

Você mercadoria


Aprenda a comparar o que você agrega de
valor às suas funções e exigir ou o pagamento adequado ou descobrir que é hora de buscar novos horizontes

O dinheiro compra até amor verdadeiro, diz Millor Fernandes. Mas o amor tem que vir embalado dentro das expectativas dos consumidores que estejam dispostos a pagar aquele amor de vitrine, com adereços, gestos etc, ou seja, amor-mercadoria.

Se é possível a gente concordar com essa redução para mercadoria de algo tão sublime quanto o amor verdadeiro, podemos, creio, discutir sem mais delongas que você, meu caro e minha cara, é sim apenas uma mercadoria quando sai de casa para o emprego ou para buscar uma ocupação.

Quem te recebe está ávido para reduzir você a um valor e, ao mesmo tempo, super preocupado se ao longo do mês em que parcela o aluguel de suas habilidades, junto com sua alma, seu espírito inquieto e sua doce criatividade, se você vai entregar a mercadoria que foi comprada.

Mesmo quando compram a sua expertise, sua sensibilidade e capacidade de se relacionar com outras pessoas, não se iluda, quem compra quer o resultado mínimo que justifique o pagamento no final do mês.

Como somos almas complexas, com dispositivos de vontade, irritação e podemos se quisermos surpreender quem nos compra de porteira fechada, deixam o pagamento para o mês seguinte. Numa ameaça implícita de que se não entregarmos a mercadoria não receberemos o salário.

Ao ter consciência de que você não conseguirá ser mais do que uma mercadoria para seu empregador, você pode aproveitar das circunstâncias e tentar captar se o ambiente da nova empresa ou o relacionamento com novos parceiros existe uma medida de valor para o seu conteúdo de porteira fechada.

Em vez de se jogar de cabeça na rotina planejada para tirar o máximo das mercadorias com alma, como é o nosso caso, de vez em quando se liberte de você-mercadoria e avalie se pode exigir mais pagamento pelo esforço que faz ou se está se entregando demasiadamente sem ter o estímulo adequado.

Se desconfiar que está no prejuízo tente, claro, um aumento. E se o aumento não chegar comece a olhar novos horizontes. Pois mesmo sendo mercadoria para o mercado, é muito gostoso que sejamos devidamente valorizados e estimulados a ampliar nosso valor agregado.

É a maneira de sobreviver e ao mesmo tempo captar o gostinho da própria vida. De acumular, além do salário, a experiência que nos tornará, quem sabe, velhos e sábios. Sem amargura e dispostos a rolar na grama com nossos netinhos e netinhas.

Cenários Estratégicos Marco Roza.

"Brasileiros e Brasilianos"

Autor: Stephen Kanitz

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Brasilianos investem na Bolsa de Valores de São Paulo. Brasileiros investem em offshores nas Ilhas Cayman ou vivem seis meses por ano na Inglaterra para não pagar impostos no Brasil

Brasileiros e Brasilianos


Por 500 anos mentiram para nós. Esconderam um dado muito importante sobre o Brasil. Disseram-nos que éramos brasileiros. Que éramos cidadãos brasileiros, que deveríamos ajudar os outros, pagando impostos sem reclamar nem esperar muito em troca. Esconderam todo esse tempo o fato de que o termo brasileiro não é sinônimo de cidadania, e sim o nome de uma profissão. Brasileiro rima com padeiro, pedreiro, ferreiro. Brasileiro era a profissão daqueles portugueses que viajavam para o Brasil, ficavam alguns meses e voltavam com ouro, prata e pau-brasil, tiravam tudo o que podiam, sem nada deixar em troca.

Brasileiros não vêem o Brasil como uma nação, mas uma terra a ser explorada, o mais rápido possível. Investir no país é considerado uma burrice; constituir uma família e mantê-la saudável, um atraso de vida. São esses brasileiros que viraram os bandidos e salafrários de hoje, que sonham com uma boquinha pública ou privada, que só querem tirar vantagem em tudo. Só que você, caro leitor, é um brasiliano. Brasiliano rima com italiano, indiano, australiano. Brasiliano não é profissão, mas uma declaração de cidadania.

Rima com americano, puritano, aqueles abnegados que cruzaram o Atlântico para criar um mundo melhor, uma família, uma nova nação. Que vieram plantar e tentar colher os frutos de seu trabalho, sempre dando algo em troca pelo que receberam dos outros. Gente que veio para ficar, criar uma comunidade, um lar. Que investiu em escolas e educação para os filhos e produziu para consumo interno. Foram os brasilianos que fizeram esta nação, em que se incluem índios, negros e milhões de imigrantes italianos, espanhóis, japoneses, portugueses, poloneses e alemães que criaram raízes neste país.

Brasilianos investem na Bolsa de Valores de São Paulo. Brasileiros investem em offshores nas Ilhas Cayman ou vivem seis meses por ano na Inglaterra para não pagar impostos no Brasil. Brasileiros adoram o livro O Ócio Criativo, de Domenico de Masi, enquanto os brasilianos não encontram livro algum com o título O Trabalho Produtivo, algo preocupante. Como dizia o ministro Delfim Netto, o sonho de todo brasileiro é mamar nas tetas de alguém. Quem está destruindo lentamente este país são os brasileiros, algo que você, leitor, havia muito tempo já desconfiava. Infelizmente, o IBGE não pesquisa a atual proporção entre brasileiros e brasilianos neste país. São as duas classes verdadeiramente importantes para entender o Brasil. Mais importante seria saber qual delas está aumentando e qual está diminuindo rapidamente, uma informação anual e estratégica para prevermos o futuro crescimento do país.

Não vou fazer estimativa, deixarei o leitor fazê-la com base nas próprias observações, para sabermos se haverá crescimento ou somente a continuação do "conflito distributivo" deste país. O eterno conflito entre aqueles que se preocupam com a geração de empregos e aqueles que só pensam na distribuição da renda. Os brasilianos desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população. Uma Constituição feita pelos verdadeiros cidadãos, que estimule o trabalho, o investimento, a família, a responsabilidade social, a geração de renda, e não somente sua distribuição. Uma Constituição de obrigações, como a de construir um futuro, e não somente de direitos, de quem quer apenas garantir o seu. Precisamos escrever e reescrever nossos livros de história. Em vez de retratarmos o que os brasileiros (não) fizeram, precisamos retratar os belos exemplos e contribuições do povo brasiliano para esta terra. Um livro sobre a História Brasiliana, da qual teríamos muito que nos orgulhar. Vamos começar 2008 tentando ser mais brasilianos e menos brasileiros.

São 500 anos de cultura brasileira que precisamos mudar, a começar pela nossa própria identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Revista Veja, Editora Abril, edição 2040, ano 40, nº 51, 26 de dezembro de 2007, página 22

 

Reflexão Sobre O Povo,

Não posso deixar de concordar com tudo que dizem do povo. É uma posição impopular, eu sei, mas o que fazer? É a hora da verdade. O povo que me perdoe, mas ele merece tudo o que se tem dito dele. E muito mais.

As opiniões recentemente emitidas sobre ao povo até agora foram tolerantes. Disseram, por exemplo, que o povo se comporta mal em grenais. Disseram que o povo é corrupto. Por um natural escrúpulo, não quiseram ir mais longe. Pois eu não tenho escrúpulo.

O povo se comporta mal em toda parte, não apenas no futebol. O povo tem péssimas maneiras. O povose veste mal. Não raro, cheira mal também. O povo faz xixi e cocô em escala industrial. Se não houvesse povo, não teríamos o problema ecológico. O povo não sabe comer. O povo tem um gosto deplorável. O povo é insensível. O povo é vulgar.

A chamada explosão demográfica é culpa exclusivamente do povo. O povo se reproduz numa proporção verdadeiramente suicida. O povo é promíscuo e sem-vergonha. A superpopulação nos grandes centros se deve o povo. As lamentáveis favelas que tanto prejudicam nossa paisagem urbana foram inventadas pelo povo, que as mantém contra os preceitos da higiene e da estética.

Responda, sem meias palavras: haveria os problemas de trânsito se não fosse pelo povo? O povo é um estorvo.

É notória a incapacidade política do povo. O povo não sabe votar. Quando vota, invariavelmente vota em candidatos populares que, justamente por agradarem ao povo, não podem ser boa coisa.
O povo é pouco saudável. Há, sabidamente, 95 por cento mais cáries dentáries entre o povo. O índice de morte por má nutrição entre o povo é assustador. O povo não se cuida. Estão sempre sendo atropelados. Isto quando não se matam entre si. O banditismo campeia entre o povo. O povo é ladrão. O povo é viciado. O povo é doido. O povo é imprevisível. O povo é um perigo.

O povo não tem a mínima cultura. Muitos nem sabem ler ou escrever. O povo não viaja, não se interessa por boa música ou literatura, não vai a museus. O povo não gosta de trabalho criativo, prefere empregos ignóbeis e aviltantes. Isto quando trabalha, pois há os que preferem o ócio contemplativo, embaixo de pontes. Se não fosse o povo nossa economia funcionaria como uma máquina. Todo mundo seria mais feliz sem o povo. O povo é deprimente. O povo deveria ser eliminado.

Luis Fernando Veríssimo

Vale a Pena Refletir nesta Letra.

Eu só peço a Deus

Composição de: Dan Barros

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente


Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente


Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente

"É preciso acabar com a cultura do erro" 

  
Certamente por ignorância, a gente "descobriu" só agora um representante do grupo de lingüistas que está virando de cabeça pra baixo o português que todos aprendemos na escola. Ele vem informar que o que vale agora é o português brasileiro, a lingua que o povo fala, que as famílias falam, que nós falamos, e não aquela que pregam os manuais de redação ou os "consultórios" gramaticais dos jornais. Apostamos que a maioria de vocês, leitores que sabem ler, será surpreendida por este papo impressionantemente revelador com o autor do livro Preconceito Lingüistico (hoje na 49º edição), Marcos Bagno. 

entrevistadores carlos azevedo, mylton severiano, marcos zibordi, mariana santos, michaela pivetti, renato pompeu, roberto manera, rodrigo aranha, thiago domenici, vinícius souto, sérgio de souza / fotos marcos muzi

 

 

 

trecho 1

THIAGO DOMENICI Quando começou o seu interesse pela lingüística?
Desde criança me interessei por línguas em geral, pelo fenômeno da linguagem, sempre gostei de ler e de escrever, e aí, conseqüentemente, inventei que queria ser escritor.


MYLTON SEVERIANO Paulistano?
Não, mineiro, de Cataguazes. Mas desde cedo a família saiu de lá e a minha formação básica foi no Rio de Janeiro, depois Brasília, onde comecei a graduação em letras, e terminei na Universidade Federal de Pernambuco, fiz lá o mestrado em lingüística. Depois o doutorado em língua portuguesa aqui na USP. Por causa do meu histórico familiar – meu pai foi militante do Partido Comunista –, tentei achar um caminho que pudesse associar o meu interesse pela linguagem às questões sociais, antropológicas, políticas. Acabei chegando na sociolingüística, disciplina que trata dessas relações da língua e das pessoas que falam as línguas. Existe na universidade uma certa corrente que gosta de estudar a língua como se ela fosse falada por ninguém, sem levar em consideração os fenômenos sociais inevitáveis que circulam em torno do uso da língua em sociedade.

 

trecho 2

MARCOS ZIBORDI A linguagem da Internet é necessariamente um rebaixamento da língua?
Do ponto de vista científico, a gente nunca fala que existe uma forma mais nobre ou inferior ou mais rebaixada de usar a língua. Na Internet há um uso da língua com suas características e suas peculiaridades e a gente tem que encarar dessa maneira.

 

"Não existe norma mais nobre ou inferior de usar a lingua"


trecho 3

CARLOS AZEVEDO A gente ouve dizer que a língua está se vulgarizando, perdendo a sua harmonia, a sua beleza. Isso está acontecendo ou é uma visão preconceituosa?
É recorrente esse discurso de que a língua de hoje representa um estado deteriorado de uma suposta época de ouro no passado. A gente encontra isso em qualquer língua, em toda a história, desde pelo menos o século 3 a.C., e para o lingüista isso não faz o menor sentido. As línguas se transformam, mudam nem pra melhor, nem pra pior, simplesmente mudam para atender às necessidades cognitivas e interacionais de seus falantes. Porque, se quiséssemos manter a pureza do português, teríamos que falar latim, mas o latim já é uma língua derivada de outra, então, se a gente quisesse manter a pureza do latim, a gente teria que falar indo-europeu, que é uma língua falada 5.000 anos antes de Cristo.

15 Maneiras de Amarrar o Tênis


Maneira 3


Maneira 5


Maneira 7


Maneira 9


Maneira 11



Maneira 12

Maneira 13

Maneira 14

Maneira 15



A importância de um bom atendimento..

Veja porque um bom atendimento faz a diferença.
Discurso do fundador da WALMART: Sam Walton

-Discurso de Sam Walton, fundador do WALMART (maior cadeia de varejo do mundo).

Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.

Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.

Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.

Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama quando a recebe após três semanas somente.

Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera
pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.

Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.

Engana-se. Sabe quem eu sou?

'Eu sou o cliente que nunca mais volta'!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma. Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que
deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, um pouco mais de 'CORTESIA'.

'CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO
EM ALGUM OUTRO LUGAR'

 

De quem é a voz da chamada a cobrar?

A dona da voz é a locutora paulista Patrícia Godoy. Toda vez que você liga para alguém a cobrar, ouve a mensagem ‘chamada a cobrar: diga seu nome e a cidade de onde está falando’. Quem está do outro lado da linha, recebendo a ligação, ouve ‘chamada a cobrar: para aceitá-la, continue na linha após a identificação’. As duas mensagens foram gravadas com a voz de Patrícia, que você vê na foto ao lado. Apesar de ser formada em piano clássico, educação física e laboratórios médicos, Patrícia trabalha como atriz desde os 15 anos, quando começou a fazer comerciais, gravar jingles e dublar vozes. A dona da voz também já fez novelas e apresentou telejornais no SBT. Agora sua principal ocupação é como locutora de comerciais. ‘Meus amigos já até sabem quando um comercial tem a minha voz’, diz. A chamada a cobrar automática (com a discagem do 9 na frente do número) existe no Brasil desde 1984. Antes, dava um trabalhão: o usuário tinha que ligar para a telefonista, que então fazia a ligação. Hoje, quando alguém recebe uma chamada a cobrar, tem seis segundos para decidir se a aceita ou não – é nesse intervalo que entra a mensagem com a voz da locutora. Depois desse período, a ligação começa automaticamente a ser cobrada. (-

Conheça seu inimigo

Por mais que você não queira, terá inimigos. Alguns merecem o seu respeito, e podem até ensiná-lo algumas coisas


Heinz Guderian participou da I Guerra Mundial apenas assessorando os seus comandantes à época. Após a derrota da Alemanha, ele permaneceu no exército e se tornou um grande especialista em blindados e em como usá-los estrategicamente em uma batalha. Esta sua especialidade chamou a atenção do führer Adolf Hitler, que o guindou a comandante-chefe das tropas motorizadas na II Guerra Mundial. Graças às teorias do general Guderian, a superioridade tática do exército alemão provocou perdas terríveis aos países atacados no início da guerra. Para sorte do mundo ocidental, Hitler não gostava de ser contrariado, nem que provassem que ele, o comandante-supremo dos nazistas, estava equivocado. O general era daqueles que argumentava quando o führer decidia mal. Os outros comandantes do exército alemão, opositores invejosos de Guderian, aproveitavam as características de ambos para minar a relação entre os dois.

Hitler começou a interferir diretamente em ações que prejudicaram enormemente o avanço dos blindados alemães em diversas situações. O general Guderian foi destituído de sua posição quando recuou diante da contra-ofensiva russa no inverno de 1941/42. Ele ficou no ostracismo até Hitler devolver parte de seu poder em março de 1943. Estas interferências tiraram a vantagem da Alemanha sobre as Tropas Aliadas e a guerra pendeu a nosso favor. Este tipo de situação é muito comum no dia-a-dia das empresas, quando os detentores do poder decidem interferir num processo e acabam prejudicando-o.

Após a guerra, Guderian se tornou leitura e estudo obrigatórios para os estrategistas militares. Os ingleses estudaram-no para entender como aquele general conseguia ser tão eficaz nas suas ações de combate com os blindados. Para quem não sabe, os blindados, em qualquer exército do mundo, requerem uma logística muito especial. Hoje, os blindados rodam por muito mais tempo, mas na época da II Guerra Mundial eles quebravam constantemente. Sem uma logística adequada de manutenção e reposição de peças, a divisão motorizada simplesmente tornava-se inútil. Está difícil de entender? Assista à próxima corrida de Fórmula 1 e preste a atenção no pit-stop. Imagine toda a preparação necessária nos boxes para que aquela operação ocorra em poucos segundos ajude, ou pelo menos não prejudique, o piloto. É o mesmo conceito de preparação, treinamento e logística, porém em outra escala.

Quando Guderian se tornou um interessado em blindados, ele mergulhou de cabeça e pôs a mão na massa. Melhor dizendo, na graxa, pois além de estudar a estratégia de utilização desta arma, ele procurou entender, na prática, quanto tempo era necessário para deixar um blindado pronto para a operação. Ajudou a consertar alguns, para compreender o esforço despendido em cada manutenção. Participou de manobras militares pessoalmente. Ou seja, ele sabia exatamente quanto tempo levaria para que uma ordem sua fosse cumprida. Tinha a consciência de quais exigências eram absurdas, e não as fazia. Logo, não estressava seus subordinados desnecessariamente. Estes tinham um grande respeito por ele, pois percebiam sua coerência e, com isso, confiavam em suas decisões.

Quantos líderes têm este desprendimento de sua posição para compreender o que ocorre na vida real? Entender o estratégico, tático e operacional para não emitir comandos absurdos? Guderian conquistou o respeito dos inimigos, e dos amigos, que quiseram aprender com ele. O chefe dele reconheceu tardiamente o quão bom ele era. Pena que ele estava do lado errado na guerra. E você? De que lado está? Está tentando aprender com seus amigos e inimigos? Ou só fica se descabelando porque estão te atacando?

A reportagem abaixo, extraída da revista ISTOÉ, é um exemplo do poder das grandes corporações nas decisões políticas (isto não é de hoje). Entra governo, sai governo, as histórias se repetem, e continuarão se repetindo enquanto os donos do poder continuarem de olho grande no dinheiro dos impostos.

MULTIMISTURA

ESTE É GOVERNO QUE SE PREOCUPA COM SEU POVO!

     Desativado por ser barato...
    (Revista Isto É - 19.09.2007)

Pioneira há mais de três décadas, Clara Brandão criou um composto alimentar  que revolucionou a nutrição infantil.
A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para  plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar  fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes,  mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada  de "multimistura". Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior  de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um  longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão.
    Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo,  folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que,  nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança,  reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a  cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao  vice-presidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse  adotado oficialmente  pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde,  José Gomes Temporão - mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem  mais caros. "O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura", lamenta Clara.
>    Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do  Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. "Já me  que agora eu estou clandestina dentro do governo", ironiza a  pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na  semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças  entre os anos de 1999 e 2004 - período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.  Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua  multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20  vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui  nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos  industrializados. Sem contar a economia: "Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca", compara Clara.
   Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70%  das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo  de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em  1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos  subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de
dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a  multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas.
   Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em  política pública em Tocantins.
Clara acredita que enfrenta adversários poderosos. Segundo ela, no  governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo  mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble . "É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada", ataca a  pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns , reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de
>     desnutrição infantil. "A multimistura ajudou muito", diz. " Mas só ela não  é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento  materno."ISTO É" procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. "O multimistura é um programa que não existe mais", limitou-se a informar a assessoria de  imprensa.


Quatro caracterísitcas que fazem um profissional de sucesso
Por Luiz Marins

Aqui vão quatro (4) características que fazem um profissional de sucesso:
(1) Conhecimento técnico;
Não se iluda. É preciso ter conhecimento sobre alguma área específica para se ter sucesso. Na verdade, um profissional só terá sucesso se for realmente competente e mesmo excelente em, ao menos, uma área. Não dá para ser “mais-ou-menos” em tudo e achar que pode vencer. Assim, qualquer que seja a profissão é preciso conhecimento e competência;

(2) Comprometimento;
Só pessoas com capacidade de se comprometer totalmente com aquilo que fazem terão sucesso. Comprometimento significa não ficar medindo o tempo ou as possíveis injustiças de sobrecarga de trabalho. Comprometimento significa envolver-se totalmente com os problemas e com as soluções, para que a empresa cresça, se desenvolva, gere riquezas e emprego. Significa não se economizar na inteligência e na vontade;

(3) Capacidade de trabalhar em equipe;
Nunca se exigiu tanto das pessoas a disposição para a união. A habilidade de trabalhar em times, grupos, equipes é hoje essencial para o sucesso de qualquer profissional. Conheço profissionais competentes que não têm sucesso profissional por não saberem trabalhar com outras pessoas, respeitar idéias alheias, negociar posições contraditórias em benefício da empresa como uma unidade;

(4) Polidez e capacidade de relacionamento;
É o que normalmente chamamos no Brasil de “educação”. Pessoas mal educadas não têm sucesso. Pessoas “grossas” têm sido preteridas em promoções em favor de pessoas mais afáveis, com maior capacidade de relacionamento.

A verdade é que acabou o recreio. Para vencer os desafios do mundo de hoje, o profissional deve buscar o seu aperfeiçoamento global. Aperfeiçoar-se como profissional e como pessoa. Para tornar-se “imperdível” para uma empresa, o empregado deve fazer uma grande diferença nas grandes e nas pequenas coisas, inovar, criar, participar, enfim, ser totalmente comprometido com o sucesso da organização.

Pense nisso. Sucesso!

SEJA UM IDIOTA*

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!


A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Arnaldo Jabor

 Um sábio, agindo certo na hora certa, não sendo um tolo infantil.

"Poema que aconteceu"

Autor: Carlos Drummond de Andrade

Buscar na Web "Carlos Drummond de Andrade"

Nenhum desejo neste domingo nenhum problema nesta vida o mundo parou de repente os homens ficaram calados domingo sem fim nem começo. A mão que escreve este poema não sabe o que está escrevendo mas é possível que se soubesse nem ligasse.


FUJA DA ANSIEDADE

Mãos frias, impaciência e angústia. Essas são apenas algumas das sensações que fazem parte da rotina de uma pessoa ansiosa.

A ansiedade é um estado caracterizado por medo, desconforto e insegurança, que pode surgir de forma marcante em situações de estresse relacionadas à vida pessoal ou profissional.

O transtorno pode ter grande impacto, afetando não só emocionalmente, mas fisicamente também. "Os sintomas – além dos psicológicos – incluem o físico. Normalmente, as pessoas percebem estes primeiro, mas não imaginam que sejam causados pela ansiedade", explica Adriana de Araújo, psicóloga especializada no tratamento de fobias.

O desconforto inclui taquicardia, queda ou aumento da pressão arterial, tremor nas mãos e nas pernas, insônia, tontura, dificuldade de concentração, confusão mental, rubor, entre outros.

Listar todos esses sintomas não é nada comparado a sentir na pele a ansiedade. Luana*, 21 anos, considera-se uma pessoa bastante ansiosa e já enfrentou algumas dificuldades por isso.

Quando conseguiu seu primeiro emprego, a estudante de Propaganda e Marketing sentiu-se mal durante um evento em que trabalhava. "Fiquei muito nervosa e não sabia o que estava acontecendo. Saí do trabalho e fui até a enfermaria da faculdade, onde a atendente me explicou que todos os meus sintomas eram sinais de ansiedade", relata.


CONVIVENDO COM A ANSIEDADE

Como essa não havia sido a primeira experiência de Luana com a ansiedade, ela adotou exercícios respiratórios que ajudam, mas só resolvem o problema no momento e não impedem que os transtornos voltem. "Quando não consigo esperar as coisas acontecerem, começo a ficar angustiada. Não consigo ser tranqüila. É horrível!"

A psicóloga explica que realizar diversas tarefas ao mesmo tempo é uma das características da pessoa ansiosa, por isso é importante ajudá-la a perceber quais pontos de estresse ela está enfrentando para que seja possível estudá-los.

Ao contrário do que muita gente acredita, Luana avalia que é mais difícil controlar a ansiedade nos assuntos referentes à vida pessoal. "No trabalho é mais fácil de controlar porque exige mais o lado racional, e a ansiedade é uma coisa muito impulsiva, muito emocional."


COMO TRATAR

A primeira providência para identificar que os sintomas físicos são ocasionados pela ansiedade é descartar a possibilidade de qualquer outra doença. "Com exceção da avaliação física, a pessoa tem condições de avaliar se o mal-estar tem fundo emocional. Pode acontecer depois de uma reunião ou de uma notícia inesperada, por exemplo."

Consciente dessa dificuldade, a pessoa deve procurar ajuda para amenizar o problema. Confira na tabela seguir, algumas sugestões da especialista:





Além disso, Adriana diz que seria ideal que as empresas aplicassem avaliações periódicas para mapear os níveis de estresse e ansiedade entre os funcionários. "Posteriormente a isso, é preciso que haja uma conversa com o profissional para identificar as causas e, se necessário, a indicação de um tratamento", completa. Dessa forma é possível identificar o problema emocional, promover a conscientização e, conseqüentemente, a solução do problema.


O nome citado com asterisco (*) é fictício e foi trocado a pedido da entrevistada.
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