
PT O que Significa esta Sigla para Você?
A mais recente pesquisa de opinião pública realizada pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, trouxe aos integrantes do partido motivos de preocupação. A má notícia é que, aos olhos da população, o partido ainda vive o dilema da crise ética e terá trabalho se quiser deixar para trás as marcas dos escândalos do mensalão e do dossiê Vedoin.
Quando a pergunta é qual partido tem mais políticos corruptos, os resultados são ruins como há um ano: o PT aparece na dianteira, com 30% das citações. Em segundo lugar está o grupo dos que não sabem, com 21%, e em terceiro lugar os que responderam “todos”. Em março do ano passado, 27% dos entrevistados apontaram o PT como o partido com mais corruptos. As entrevistas foram realizadas entre 24 e 27 de novembro e os resultados foram apresentados ao Diretório Nacional do partido no mês passado. A partir da próxima semana, as informações estarão disponíveis no site da fundação.
Nem tudo está perdido neste país. Agora só falta transformar opiniões em ações.
E esta ação está na nossa mão, no seu e no meu voto.
O sapo e o boi
Há muito, muito tempo existiu um boi imponente. Um dia o boi estava dando seu passeio da tarde quando um pobre sapo todo mal vestido olhou para ele e ficou maravilhado. Cheio de inveja daquele boi que parecia o dono do mundo, o sapo chamou os amigos.
– Olhem só o tamanho do sujeito! Até que ele é elegante, mas grande coisa; se eu quisesse também era.
Dizendo isso o sapo começou a estufar a barriga e em pouco tempo já estava com o dobro do seu tamanho normal.
– Já estou grande que nem ele? – perguntou aos outros sapos.
– Não, ainda está longe!- responderam os amigos.
O sapo se estufou mais um pouco e repetiu a pergunta.
– Não – disseram de novo os outros sapos -, e é melhor você parar com isso porque senão vai acabar se machucando.
Mas era tanta vontade do sapo de imitar o boi que ele continuou se estufando, estufando, estufando – até estourar.
Moral: Seja sempre você mesmo.
"As 48 Leis do Poder-Resumo do Cap. 8"
Autor: Valdir Malagueta
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Quando: 2008
FAÇA AS PESSOAS VIREM ATÉ VOCÊ - USE UMA ISCA, SE FOR PRECISO
Quando você força os outros a agir, é você que está no controle. É sempre melhor fazer o seu adversário vir até você, abandonando seus próprios planos no processo. Seduza-o com a possibilidade de ganhos fabulosos - depois ataque, é você quem dá as cartas.
Quantas vezes este cenário se repetiu na história: um líder agressivo inicia uma série de movimentos ousados que começam por lhe trazer muito poder. Lentamente, entretanto, o seu poder chega a um ponto máximo, e em breve tudo se volta contra ele. Seus inúmeros inimigos se unem; tentando manter o seu poder, ele se esgota indo de um lado para o outro e, inevitavelmente, entra em colapso. O motivo para este padrão é que a pessoa agressiva raramente está em pleno controle da situação. Ela não enxerga mais do que um ou dois movimentos adiante, não pode ver as conseqüências deste ou daquele movimento ousado. Como está constantemente sendo forçada a reagir aos movimentos do seu crescente exército de inimigos, e às conseqüências imprevisíveis das suas próprias ações temerárias, sua energia agressiva se volta contra ela.
Na esfera do poder, você deve se perguntar, de que adianta correr daqui para ali, tentando solucionar problemas e derrotar Inimigos, se nunca me sinto no controle? Por que tenho sempre de reagir aos acontecimentos em vez de direcioná-los? A resposta é simples: A sua idéia de poder está errada. Você confunde atitudes agressivas com atitudes eficazes. E, quase sempre, o que funciona melhor é ficar parado, manter a calma, e deixar que os outros se frustrem com as armadilhas que você coloca para eles, jogando para conquistar o poder a longo prazo e não para alcançar uma vitória rápida.
Lembre-se: a essência do poder é a capacidade de ter a iniciativa, fazer com que os outros reajam aos seus movimentos, deixar o seu adversário e as pessoas ao seu redor na defensiva. Quando você faz as pessoas virem até você, de repente é você que está no controle da situação. E quem controla tem o poder. Duas coisas precisam acontecer para colocar você nesta posição: você mesmo tem de aprender a dominar suas emoções, e jamais se deixar levar pela raiva; enquanto isso, deve aproveitar a tendência natural das pessoas de reagir com raiva quando forçadas e enganadas. A longo prazo, a capacidade de fazer as pessoas virem até você é uma arma muito mais poderosa do que qualquer ferramenta agressiva.
Todos nós temos um limite para nossas energias, e há um momento em que elas estão no auge. Quando você faz com que a outra pessoa venha até você, ela se desgasta, desperdiça energia pelo caminho.
Uma outra vantagem em fazer o adversário vir até você é que isso o força a operar no seu território. Estar em terreno hostil o deixa nervoso e quase sempre ele se afoba e comete erros. Em negociações ou reuniões, é sempre mais sensato atrair os outros para o seu território, ou para o território que você escolher. Você tem os seus referenciais, enquanto ele não vê nada familiar e fica sutilmente colocado na defensiva.
A manipulação é um jogo perigoso. Quando alguém desconfia de que está sendo manipulado, fica cada vez mais difícil de controlar. Mas quando você faz o seu adversário chegar até você, cria a ilusão de que é ele que está no controle.
Tudo depende da suavidade da sua isca. Se a sua armadilha é suficientemente atraente, a turbulência das emoções e desejos dos seus inimigos não os deixarão ver a realidade. Quanto mais gananciosos, melhor poderão ser conduzidos.
O grande barão ladrão do século XIX, Daniel Drew, era mestre em jogar na bolsa de valores. Quando queria que uma determinada ação fosse comprada ou vendida, fazendo subir ou baixar os preços, ele raramente recorria a um método direto. Um dos seus truques era passar correndo por um clube exclusivo perto de Wall Street, obviamente a caminho da bolsa de valores, e tirar do bolso o seu costumeiro lenço vermelho para secar o suor da testa. Um pedacinho de papel caía e ele fingia não perceber. Os membros do clube estavam sempre tentando prever os movimentos de Drew e pulavam em cima do papel, que invariavelmente continha uma dica sobre uma ação. A notícia se espalhava, e os membros em bando compravam ou vendiam as ações, dançando nas mãos de Drew.
Se você conseguir que as pessoas cavem as suas próprias sepulturas, por que gastar o seu suor? Os batedores de carteira são mestres nisto. A chave para bater uma carteira é saber em que bolso ela está. Batedores experientes costumam exercer o seu ofício em estações de trem e outros lugares onde existem cartazes em que se lê claramente, CUIDADO COM OS BATEDORES DE CARTEIRA. Os transeuntes, ao verem o cartaz, invariavelmente colocam a mão no bolso da carteira para ver se ela ainda está lá. Para os batedores atentos, isto é cair a sopa no mel. Sabe-se até que eles mesmos colocam os cartazes de CUIDADO COM OS BATEDORES DE CARTEIRA para garantir o seu sucesso.
Quando você faz as pessoas virem até você, às vezes é melhor deixar que elas saibam que você está forçando. Você troca a dissimulação pela manipulação declarada. As ramificações psicológicas são profundas: a pessoa que faz os outros irem até ela parece poderosa, e exige respeito.
Se numa determinada ocasião você considerar uma questão de honra as pessoas virem até você, e conseguir que elas venham, elas continuarão fazendo isso mesmo depois de você parar de tentar.
O INVERSO
Embora em geral seja mais sensato fazer os outros se exaurirem correndo atrás de você, há casos inversos em que atacar repentina e agressivamente o inimigo o desmoraliza tanto que suas energias se esvaem. Em vez de fazer os outros virem até você, você vai até eles, insiste, toma a liderança. O ataque rápido pode ser uma arma assustadora, pois força a outra pessoa a reagir sem tempo para pensar ou planejar. Sem tempo para pensar, as pessoas cometem erros de julgamento, e se colocam na defensiva. Esta tática é o oposto de esperar e colocar a isca, mas tem a mesma função: você faz o seu inimigo reagir segundo os seus próprios termos.
Um movimento rápido e imprevisto apavora e desmoraliza. Você deve escolher suas táticas de acordo com a situação. Se tiver o tempo a seu favor, e souber que você e os seus inimigos estão no mínimo em igualdade de forças, então esgote a força deles fazendo-os vir até você. Se o tempo não estiver a seu favor — seus inimigos são mais fracos, e a espera só lhes dará chance de se recuperar —, não lhes dê essa oportunidade. Ataque rapidamente e eles não terão para onde ir. Como diz o pugilista Joe Louis, “Ele corre, mas não se esconde”.
Os bons guerreiros fazem os outros irem até eles, e não vão até os outros. Este é o princípio do vazio e do cheio na relação do eu com o outro. Se você induz os adversários a virem até você, a força deles se esvazia; desde que você não vá até eles, a sua força estará sempre cheia. Atacar o vazio com o cheio é como jogar pedras em ovos.
Zhang Yu, comentarista do século XI sobre a A arte da guerra
"Mistério te faz bem"
Autor: Baltasar Gracián
Buscar na Web "Baltasar Gracián"
Quando você não se declara imediatamente, cria expectativas...... Misture um pouco de mistério em tudo, e o próprio mistério despertará a veneração. E quando você explicar, não seja muito explícito... Desta maneira, você imita o jeito divino quando faz os homens ficarem observando maravilhados.
Ode ao pó
Açúcar é assim:
brilho vermelho na melancia,
mancha verde na uva-itália
e na maçã verde,
mas todo branco quando só
e branco inteiro enquanto pó
(força de fortes
droga de débeis).
Gelado e molenga
no sorvete de açaí;
a cara-metade do caramelo,
embebido em compressas,
tostado em fogo lento.
Há açúcar na polpa
e açúcar na papa.
Há açúcar do engenho,
de forno e fornalha.
Açúcar é assado:
o suor do camponês pulverizado,
sacos de cristal na prateleira,
valendo ouro no mercado,
Açúcar é assombro:
à sombra do Hades,
as águas do Ganges;
panacéia do avesso
e dor das paixões
e cor das paixões
se esparramando, líquida,
na esclerose de minhas veias,
minhas veias velhas.
Veneno e garapa,
a mó, o mel, o mal,
a morte feito gosto
invade meu sonho,
me habita o pesadelo
num aviso de sol morno:
o passo lerdo,
o pinto casto,
o cuco morto.
E dá sinais de olho posto:
a vida breve,
a arte curta,
o gole brusco,
a cinza fria,
um dó de peito
e o pó sem fundo,
ao qual haveremos
de tornar
- todos.
José Nêumanne Pinto
O CALDEIREIRO
Um caldeireiro foi contratado para consertar um enorme sistema de caldeiras de um navio a vapor que não estava funcionando bem. Após escutar a descrição feita pelo engenheiro quanto aos problemas e de haver feito umas poucas perguntas, dirigiu-se à sala de máquinas. Olhou, durante alguns instantes, para o labirinto de tubos retorcidos. A seguir, pôs-se a escutar o ruído surdo das caldeiras e o silvo do vapor que escapava. Com as mãos apalpou alguns tubos. Depois, cantarolando suavemente só para si, procurou em seu avental alguma coisa e tirou de lá um pequeno martelo, com o qual bateu apenas uma vez em uma válvula vermelha. Imediatamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição e o caldeireiro voltou para casa.
Quando o dono do navio recebeu uma conta de R$ 2.000,00 queixou-se de que o caldeireiro só havia ficado na sala de máquinas durante quinze minutos e solicitou uma conta pormenorizada.
Eis o que o caldeireiro lhe enviou:
Total................: R$ 2.000,00
Martelada..........: R$ 0,50
Onde martelar....: R$ 1.999,50
Isso que é Resposta Criativa....
Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder à
seguinte pergunta: *Você tem experiência?* A redação abaixo foi desenvolvida
por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e
ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e
acima de tudo por sua alma. Consegue "lembrar" de algumas das coisas que
você também já passou? (leia leia).
Redação Vencedora:
*Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei
brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já
conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me
escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por
telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já
confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo
desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei
fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei
esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de
esquecer..
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore
pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já
escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de
casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém
chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem
vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já
olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas
renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
>
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em
correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme
jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para
sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver
amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um rir
e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção,
guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua
experiência?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser
'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam
ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem
formulou esta pergunta: 'Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se
renova?*
A VERDADE E A PARÁBOLA
(CONTO JUDAICO)
Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.
E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.
Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.
Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.
—
Verdade, por que você está tão abatida?
— perguntou a Parábola.
— Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.
— Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que Aacontece.
Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.
Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.
O PT e o emburrecimento do Brasil
Recentemente a revista VEJA publicou uma reportagem com a provocante manchete: O PT Deixou o Brasil Mais Burro? O título é de pasquim, mas a matéria é de revista séria. A VEJA não carregou nas tintas. Apontou um fenômeno bem palpável, uma estratégia em andamento que tem por trás de si sabe-se lá qual ideologia deformada, ou mero conjunto de complexos e recalques. Não é brincadeira. Vem-me à memória um artigo escrito por Arnaldo Jabor logo após a posse de Lula, manifestando temor quanto ao que poderia vir a ser a colocação em prática de todo aquele ideário tão gostoso de declamar quando se está na oposição: "Temos uma grande chance nas mãos. Mas corremos também o risco de parir um filho feio, uma deformidade que há de comprometer o futuro do país para sempre". Jabor foi militante de esquerda, sabia o que dizia.
Assim erigido sobre fantasias utópicas, o PT se deu bem enquanto foi oposição. Seu discurso era bem mais palatável do que o carcomido palavreado do petebismo herdeiro de Vargas, ou do que os dogmas rançosos do comunismo ortodoxo. Mas as palavras-de-ordem que são úteis para malhar quem está no poder, de nada valem no mundo real, quando se chega ao governo. O projeto político do PT era irrealizável, e disso bem sabiam seus líderes mais pragmáticos. O que fazer então? Continuar a política monetarista de FHC, para manter a economia funcionando e não matar a "gansa dos ovos de ouro". Mas alguma satisfação, sem dúvida, havia de ser dada ao eleitorado. É precisamente aí que, a meu ver, se insere o conjunto de medidas que a VEJA apontou como "emburrecedoras".
"Isoladamente, essas ações seriam estrelas sem brilho. Juntas, elas formam uma constelação de péssimo desenho que não combina com a orientação geral dada por Lula a sua administração", afirma a VEJA. O que é visível neste "péssimo desenho"? Basicamente, os projetos visam controlar a imprensa e a produção cultural do país, mediante a criação de agências reguladoras constituídas pelos petistas no governo, mais uma ampla e esdrúxula reforma no ensino superior. Considerando que o PT não nasceu no chão das fábricas, e sim nas universidades e nas sacristias, berço de intelectuais e líderes messiânicos, não é difícil entrever neste projeto o sonho supremo do intelectual que aspira reformar a seu bel prazer o seu meio de origem - a universidade, a redação do jornal, o palco do teatro e o set de filmagem. Uma vez dominados estes pólos disseminadores de informação, ensino, pesquisa e arte, está controlada toda a produção cultural de um país. E sem a necessidade de uma "polícia do pensamento", como a imaginada por Orwell em "1984". Mas estas tentativas estão fadadas a naufragar no congresso, vala comum de boas e más idéias. Mais grave é a reforma universitária, que só depende do executivo, e já está em andamento. Suas diretrizes vão do polêmico ao grotesco. A obrigatoriedade de um conselho onde a participação dos donos se limita a 20%, a limitação em 30% da participação acionária de grupos estrangeiros em universidades brasileiras, tudo isso só resultará em afugentar a iniciativa privada da educação superior, diminuindo ainda mais o número de instituições, e privando de investimentos as instituições já existentes. O fim da meritocracia e a reserva de cotas para alunos “socialmente excluídos” podem ferir de morte as principais universidades públicas, que, até o momento, ainda são superiores à maioria das instituições privadas. O fim da obrigatoriedade do inglês para o ingresso no Instituto Rio Branco, então, chega às raias do absurdo. Tal nível de irracionalidade já não pode ser creditado à antiga propensão que os intelectuais marxistas têm de controlar o pensamento. Revela um sentimento mais profundo, de recalque, de revanche contra aqueles que sabem mais e se saem melhor. Afirma-se, se a elite não resolveu os problemas deste país, então é o povo que deve resolvê-los. A prova viva desta premissa é o próprio Lula, o presidente-operário. Se Lula não precisou de curso superior para atingir o posto máximo da nação, então qual é a importância da educação e da cultura?
Esta deformação, que a VEJA denominou de misologia - aversão à lógica, ao raciocínio, à inteligência - já ocorreu de forma calamitosa em regimes comunistas do passado, como a China de Mao, onde indivíduos de elevada cultura eram humilhados e obrigados a executar trabalhos braçais, e mais recentemente, no Camboja de Pol Pot, onde quem usasse óculos arriscava-se a ser executado por ser tomado por intelectual. Evidentemente, o Brasil não chegará a tanto. Mas os danos podem ser consideráveis. Se, hoje em dia, os poucos negros e pobres que conseguem chegar a uma universidade pública são tratados de igual para igual, daqui a pouco não será mais assim. Um aluno de pele escura será visto como alguém que "entrou pela janela", um futuro profissional sem preparo, que não encontrará o seu lugar no mercado. Com o irreversível declínio das universidades públicas, abarrotadas de alunos despreparados, os alunos de bom nível social que hoje são maioria nestas universidades, debandarão para as instituições privadas, que, pressionadas pelo aumento da demanda, aumentarão ainda mais os preços das mensalidades. Se hoje em dia um aluno pobre e negro ainda consegue, com grande sacrifício, entrar para uma boa universidade pública e obter uma boa formação, em breve nem isto será mais possível. A escolha será, ou ter dinheiro para pagar uma instituição privada, ou ganhar de mão beijada um diploma que não vale nada.
Mas em que ponto as supostas boas intenções se perderam? Não é lamentável que as instituições públicas, gratuitas, abriguem alunos de boa condição financeira, que poderiam perfeitamente pagar uma faculdade privada, ao invés de abrigar alunos pobres, que não tem recursos para o ensino pago? Sim, é injusto. Mas não ilógico. Se os estudantes pretos, índios e pobres em geral não entram para a universidade, não é porque sejam discriminados. A situação não é análoga aos EUA dos anos 60, berço das políticas de "ação afirmativa" agora imitadas pelos petistas. Lá havia um grande número de estudantes pretos perfeitamente aptos a ingressar em uma universidade, mas que não entravam porque não eram aceitos. Aqui, os “excluídos” simplesmente não têm capacitação, porque a escola pública não lhes deu preparo. Reformar o ensino básico e médio, contudo, passa bem longe dos projetos do PT.
Se o Brasil de 2000 não é o Mississipi de 1960, tampouco Lula é o Lincoln brasileiro. Lincoln, como se sabe, foi o presidente americano de origem humilde que acabou por se tornar um dos mais importantes da história. Isto, mais o fato de haver ele libertado os escravos, fazem de Lincoln um símbolo da ascensão do humilde. Eu concordo que nível superior não deva ser pré-requisito para se atingir a presidência, mesmo porque ninguém governa sozinho, e se o presidente não dispõe de um diploma universitário, seus assessores, sem dúvida, o possuem. E além do que, a história é abundante de exemplos de indivíduos que tinham alta formação cultural e foram péssimos governantes. Basta lembrar o primeiro ministério republicano. Tinha Rui Barbosa na pasta da fazenda e Benjamin Constant na pasta da educação. Rui promoveu a desastrosa política do encilhamento, que resultou em descontrolada inflação, coisa que nunca se viu no tempo do império. Benjamin Constant promoveu uma esdrúxula reforma educacional de acordo com suas convicções filosóficas, que só não causou maior dano porque nenhum funcionário a levou a sério. Uma das disposições declarava que, a partir de então, a freqüência passava a ser facultativa - e no dia seguinte ninguém foi à aula. Rui Barbosa e Benjamin Constant são um desagradável exemplo de que inteligência, cultura, honestidade e boas intenções não são garantias de um bom governo. Na política, antes de tudo, é necessário que se saiba agir politicamente. E isto Abraham Lincoln sabia. De fato, ele teve origem humilde, mas esta nunca foi apontada como sendo uma credencial que o tornaria superior aos demais - ao contrário, foi apontada como um obstáculo que ele teve o mérito de superar. Lincoln não deixou de prosseguir seus estudos no decorrer de sua carreira política, tornou-se rábula (advogado prático) e posteriormente obteve um diplomazinho em uma faculdade onde não precisava assistir às aulas, só fazer as provas. Os discursos de Lincoln eram toscos, repletos de metáforas sobre a vida no campo, a semeadura e a colheita, mas eram coerentes com as idéias políticas que defendia. Nada semelhante a Lula.
Eu quero crer que estas sandices não sejam mais que os cacos do velho programa utópico do PT, que foi jogado fora, mas nem tudo coube na lata do lixo. Mas repito, os danos podem ser consideráveis, e mesmo irreversíveis. Como afirmou um certo filósofo, “a ignorância se cura com o aprendizado, a luxúria se remedia com a temperança, a ira se doma com a sabedoria, a insensatez juvenil desaparece com a maturidade. Mas a burrice é para sempre”.
Eu fico estarrecido com situação de nosso povo, estamos paralisados pelo comodismo e pelo individualismo mesquinho, podemos todos cair na mesma lata se não exercermos como mais sensatez nosso poder. Você e eu podemos fazer a diferença, basta agir agora.
Tristezas não Pagam Dívidas...
Um garoto de 4 anos seguia descalço por uma rua, chupando um picolé num palito. Nesse tempo picolé era um artigo raro. De repente, um grupo de meninos mais velhos passou correndo pela esquina, derrubando o pequeno na corrida, e o picolé caiu no chão se quebrando todo. O Menino sentou-se no chão, e ficou, de olhos arregalados, contemplando a resultado da tragédia. Não sabia o que dizer: só uma tristeza muito grande o dominava.
Uma Senhora idosa vinha nesse momento pela rua e caminhou para a Criança.
- Bem, meu pequeno, disse ela, o pior que podia haver, aconteceu a você. Mas levante-se, que eu vou lhe mostrar uma coisa.
O pequenino ergueu-se.
- Agora ponha seu pé direito em cima do picolé, pise com força, e repare como ele se esguicha entre os dedos do seu pé.
O Menino pisou com força o picolé, e este espirrou entre os dedos do pé. A Senhora riu e disse:
- Aposto que não há nenhum outro menino na cidade que já tenha coçado os dedos do pé com sorvete. Corra agora para casa e conte a sua mãe como foi divertida a experiência. E, lembre-se, acrescentou ela, por pior que seja uma coisa que lhe aconteça, você pode se divertir quase sempre à custa dela!
Eu era esse garotinho. Nunca fiquei sabendo quem era aquela Senhora, mas nunca esqueci o que ela fez por mim. As piores coisas me tem acontecido desde então, e as palavras dela vêm-me sempre à memória. É mesmo bobagem levar muito a sério a esmagadora maioria das tristezas dessa vida.
Relato de: H. Swarth – Irlanda
ZONA AZUL
Dever de vigilância - Quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro 'Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidades pelos danos ali ocorridos'.
Assim, a empresa que administra a Zona Azul de São Carlos, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 8,5 mil ao motorista Irineu Camargo de Souza de Itirapina/SP, que teve o carro furtado quando ocupava uma das vagas do sistema de Zona Azul da cidade de São Carlos, serviço explorado pela empresa.
A decisão é da 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmando sentença da comarca de Itirapina.
Agora já existe jurisprudência!
' Para enxergar claro, basta mudar a direção do olhar '. ( Saint- Exupéry )
A fome de caráter...
Meu cumpadi, ocê tá certo,
A fomi é coisa do demo,
A fomi tomém tá perto
E nóis aqui tá sofreno,
Aqui pertim do Planalto,
Onde Mora o presidente
Que vevi voano alto
Num simportando cum as gente.
Pulítico tem jeito não,
Sai um ruim entra um pió,
São tudo fii de ladrão,
Só eles fica mió.
Mais da pobreza, sabeis,
Dela inté falô Jesus,
"Entre vós sempre tereis".
Antes da morte na cruz.
Num se acaba com a pobreza,
Tanta gente já tentô,
Pois já é da natureza,
Como Deus determinô.
Mas ele ajudô na fome
E todos se ajudava,
Naquele tempo, os home,
Inté que colaborava.
Hoje em dia é que a disgraça
tomô conta deste mundo,
Vê-se o extermínio de raças
Proliferam os vagabundo.
E por falá nesse nome,
Teve inté um presidente
Que assim chamô os aposentado
Na TV, pra toda gente.
Num simportô cum ninguém,
Mais hoje nóis tudo sabe
Que os presidente também,
São tudo grande covarde.
Além da aposentadoria,
Que têm sem tê trabaiado,
Recebem uma anistia
Sem nunca tê guerriado.
Sairum cá desta terra
Onde o sabiá cantô,
Para o refugio da “Sierra”
De Fidel, o ditadô.
Hoje os dois são milionário,
Do tanto que se robô,
Fome? Só no nuticiario,
Cum povo num simportô.
Se acabá cum a pobreza
Vai cabá cum as inleição,
Pois é o pobre, cum certeza,
Que elege os gavião,
Que saqueia a previdência
E os banco oficiá,
Que os rouba sem clemência
E faiz taxa pra pagá...
Se no sertão tem a fome,
Nas capitar tamém tem,
Farta vergonha nos home,
Farta caráter tamém.
A classe média acabô,
Só tem rico e miserave
O Haiti se alastrô,
Cadê minha espaçonave?
(Hull de La Fuente)
Ser feliz ou ter razão
Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro.
Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira a direita e percebe que estava errado.
Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz: Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.
Essa pequena historia foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:
Quero ser feliz ou ter razão?
Pense nisso e seja feliz.
Chileno de 81 anos acorda durante o próprio velório 
"Estava duro e gelado", disse a vizinha que "constatou" a morte do idoso
Feliberto Carrasco, 81, morador da cidadezinha de Angol, Chile, assustou seus parentes ao acordar durante seu próprio velório, segundo informações da AFP.
Os familiares estavam certos de que Carrasco havia morrido após encontrarem seu corpo imóvel e gelado na última sexta-feira (18). A funerária foi chamada e o homem foi preparado para o velório.
O idoso despertou após passar 5 horas dentro de um caixão. "Eu não pude acreditar. Eu pensei que estava vendo coisas e fechei meus olhos", declarou Pedro, o sobrinho do suposto morto ao jornal "Últimas Noticias".
Ao se levantar, Don Fillo, como é chamado, disse que não se lembrava de nada e apenas pediu um copo d'água.
"Meus pais cometeram um erro ao não chamarem um médico para atestar a morte, mas não o fizeram por má-fé", disse Pablo, sobrinho-neto do homem tido como morto.
Na 'Folha', de hoje
JANIO DE FREITAS
As alturas de Lula e os baixios de Cesar
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A idéia de seus poderes elevou-se a tais alturas que Lula já se permite até decidir sobre o direito alheio à vida |
A IDÉIA DE SEUS PODERES elevou-se a tais alturas que Lula já se permite até decidir sobre o direito alheio à vida. No outro extremo, o desprestígio de Cesar Maia desceu a tais baixios, que suas péssimas conseqüências forçam uma reação positiva, e um exemplo, no abandonado Rio.
Na recente viagem à Bolívia, Lula viu o seu ministro da Justiça, Tarso Genro, desabar de repente como uma estátua, sem sentidos, por efeito dos quase 4.000 metros de altitude em La Paz. Ainda assim, Lula compromete-se a ajudar os bolivianos a derrubar a proibição de jogos internacionais de futebol a mais de 2.750 metros. Há muito tempo considerada, a proibição pela Fifa efetivou-se, no ano passado, com o estímulo das evidências de risco à vida sofrido por jogadores brasileiros - os do Flamengo, que em disputa da Taça Libertadores precisaram, quase todos, ser socorridos por bombas de oxigênio, inclusive durante o jogo.
Evidência mais recente é a de que tudo, na Bolívia de hoje, está sob influência do confronto entre, de uma parte, Evo Morales e La Paz, e, de outra, as regiões baixas do país, fronteiriças com o Brasil. Obter a continuação dos jogos internacionais na altitude seria uma vitória popularesca de Morales sobre a oposição que lhe faz a quase planície boliviana.
Comprovadas as razões médicas que condenam jogos internacionais no ar rarefeito dos Andes, a atitude de Lula é uma irresponsabilidade presunçosa, e tão mais inadmissível quanto é certo o seu conhecimento das razões da proibição. Mas a irresponsabilidade tem ainda uma extensão política: intromete-se em disputas internas e até agora legítimas na Bolívia. Isso, depois de Lula repetir, mais uma vez, que "o Brasil não se envolve em assuntos internos de nenhum outro país".
Fora do Altiplano boliviano e do Planalto brasileiro, o novo movimento é incipiente, ainda não oferece indicações de sua tendência. Mas dá o sinal animador de uma disposição de protesto real, com a prática da desobediência civil, contra a administração pública inepta e negligente. Nada a ver com os desfiles adondocados na orla de Ipanema. O movimento surgiu entre pessoas de classe média, e um pouco menos, em bairros fora da zona sul -classes e bairros em que Cesar Maia teve numeroso eleitorado.
A proposta do movimento é a recusa a pagar o IPTU antes de novembro, quando o Rio terá novo prefeito eleito, ou fazê-lo nos prazos hábeis por depósito judicial. Até ontem, quando estavam previstas mais ações de cooptação, já eram 12 bairros cujas associações representativas, algumas da zona sul, aderiram e propalam a onda.
Cesar Maia, de reconhecida competência, abdicou do exercício da administração tão logo tomou posse. Nestes quatro anos, só se interessou, de fato, pelas obras do Pan, cujo custo verdadeiro até hoje não se sabe. Mas sabe-se que a Prefeitura do Rio estourou o seu cofre para colher, como previsto pelos que não tinham interesses envolvidos, um desastre financeiro e físico. A previsão de que o Rio teria o saldo de R$ 1,4 bilhão ficou como idiotice ou como vigarice de organizadores. A par do problema financeiro, o saldo físico são estádios, pistas e piscinas sem meios de conservação, e com raríssimo ou nenhum uso. Abandono idêntico ao restante da cidade, de ruas repletas de buracos, calçadas sujas, iluminação mal conservada, canteiros sem conservação, serviços de saúde lastimáveis, e IPTU caríssimo e aumentado para este ano. Cidade, porém, com um blogueiro muito atento, sarcástico e dedicado em tempo integral à internet: Cesar Maia, um caso estranho.
Se o movimento difundir a disposição de protestos efetivos, com o uso do direito de desobediência civil, a omissão de Cesar Maia deixará um presente ao Rio. E, tomara, uma sugestão a outras cidades também muito necessitadas de despertar, neste país de cordeiros e ovelhas.
O Imperador Chinês
Conta-se que certo imperador chinês, quando foi avisado a respeito de uma insurreição que estava se desenvolvendo em um das províncias do seu império, disse aos ministros do seu governo e aos chefe militares que o cercavam:
- Vamos. Sigam-me. Destruirei os meus inimigos imediatamente.
Quando o imperador e suas tropas chegaram ao lugar onde se encontravam os rebeldes, ele os tratou com tanta brandura e amabilidade que, em gratidão, todos se submeteram a ele voluntariamente.
Aqueles que compunham a comitiva do imperador pensaram que ele ordenaria a imediata execução de todos os que haviam se rebelado contra o seu domínio, mas ficaram grandemente surpreendidos ao vê-lo tratando-os com tanto carinho e afeto. Intrigado com a humilhante atitude do soberano e julgando-o um quase covarde, o primeiro-ministro, um tanto agastado, perguntou:
- É desta forma que Vossa Excelência cumpre sempre a sua ameaça? Não nos disse no início da caminhada que viríamos aqui para vê-lo destruir os seus inimigos? E prosseguiu:
- Ora, a única atitude que tomou foi a de anistiá-los com um gesto humanitário... Estamos todos verdadeiramente estarrecidos com o perdão indiscriminado e, sobretudo, com o carinho extremado que premiou a cada um dos revoltosos.
Depois de ouvir atenciosamente a censura do seu ministro e ainda outras tantas críticas feitas pelos demais auxiliares, o imperador, tomado de um sereno ar de generosidade, disse-lhes:
- Sim, lembro-me que prometi solene e decididamente destruir todos os meus inimigos. E agora eu lhes pergunto: estão vendo algum inimigo meu? Certamente que não, pois a todos tenho feito amigos.
Essa é um verdade sem contestação. Podemos destruir os inimigos pela força, pela violência, pela soberania. Entretanto, feito isto, não há dúvidas, muitos outros inimigos nascerão em face da atitude prepotente. Todavia, quando se procura ganhar um inimigo com gestos de amor, de compreensão e bondade, fatalmente surgirão muitos outros amigos que, atraídos pela experiência vivida pelo semelhante, também se deixam transformar, seguindo o exemplo de amor e perdão em relação aos inimigos.
Torne-se um lago
Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Ruim " disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água". Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz.
- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende aonde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago...
O Cavalo Descontente
Sempre podemos encontrar motivos para nos sentirmos descontentes, se quisermos. Podemos, também, encontrar argumentos para nos considerarmos afortunados por estarmos vivos. Tudo depende da maneira como cada um vê a existência.
Era uma vez um cavalo que, em pleno inverno, desejava o regresso da primavera. De fato, ainda que agora descansasse tranqüilamente no estábulo, via-se obrigado a comer palha seca.
- Ah, como sinto saudades de comer a erva fresca que nasce na primavera! dizia o pobre animal.
A primavera chegou e o cavalo teve sua erva fresca, mas começou a trabalhar bastante porque era época da colheita.
- Quando chegará o verão? Já estou farto de passar o dia inteiro puxando o arado! lamentava-se o cavalo.
Chegou o verão, mas o trabalho aumentou e o calor tornou-se muito forte.
- Oh, o outono! Estou ansioso pela chegada do outono! dizia mais uma vez o cavalo, convencido de que naquela estação terminariam seus males.
Mas no outono teve que carregar lenha para que seu dono estivesse preparado para enfrentar o inverno. E o cavalo não parava de queixar-se e de sofrer.
Quando o inverno chegou novamente, e o cavalo pode finalmente descansar, compreendeu que tinha sido fantasioso tentar fugir do momento presente e refugiar-se na quimera do futuro. Esta não é a melhor forma de encarar a realidade da vida e do trabalho.
É melhor descobrir o que a vida tem de bom momento a momento, vivendo o presente da melhor forma possível.
LEI 7
FAÇA COM QUE OS OUTROS TRABALHAREM POR VOCÊ MAS SEMPRE FIQUE COM O CRÉDITO
Use a sabedoria, o conhecimento e o esforço físico dos outros em causa própria. Não só essa ajuda lhe economizará um tempo e uma energia valiosos, como lhe dará uma aura divina de eficiência e rapidez. No final, seus ajudantes serão esquecidos e você lembrado. Não faça você mesmo o que os outros podem fazer por você.
Muitos alimentam a ilusão de que a ciência, por lidar com fatos, está acima de rivalidades mesquinhas que atrapalham o resto do mundo. Nikola Tesla era um desses. Ele acreditava que a ciência nada tinha a ver com a política, e dizia não se preocupar com a fama ou a riqueza. Mais velho, entretanto, isto arruinou o seu trabalho científico. Sem estar associado a nenhuma descoberta em particular, ele não poderia atrair investidores para suas muitas idéias. Enquanto ele ficava imaginando grandes invenções para o futuro, outros roubavam as patentes que ele já havia desenvolvido e ficavam com a glória.
Temos duas lições: primeiro, o crédito por uma invenção ou criação é tão importante, se não mais importante, do que a própria invenção. Você deve garantir para si próprio o crédito e impedir que outros o roubem, ou fiquem pendurados nas suas costas. Para isso você deve se manter vigilante e implacável, guardar silêncio sobre a sua invenção até ter certeza de não haver nenhum abutre voando por perto. Segundo, aprenda a tirar vantagem do trabalho dos outros em causa própria. O tempo é precioso e a vida é curta. Se tentar fazer tudo sozinho, você vai se desgastar, desperdiçar energias e se queimar. É muito melhor conservar as suas forças, deitar as garras no trabalho que os outros já fizeram e descobrir um jeito de se apoderar dele.
A dinâmica do mundo do poder é a da selva: há os que vivem caçando e matando, e há também um vasto número de criaturas (hienas, abutres) que vivem do que os outros caçam. Estes últimos, tipos menos imaginativos, com freqüência são incapazes de fazer o trabalho essencial para a criação de poder. Eles compreendem desde cedo, entretanto, que, se esperarem bastante, sempre encontrarão outro animal para trabalhar por eles.
Não seja ingênuo: agora mesmo, enquanto você se esforça em algum projeto, existem abutres ao redor tentando imaginar um jeito de sobreviver e até prosperar com a sua criatividade. É inútil ficar se queixando, ou sofrer amargurado, como fez Tesla. Melhor se proteger e aprender a jogar. Uma vez tendo estabelecido uma base de poder, torne-se você mesmo um abutre, e poupe um bocado do seu tempo e energia.
A essência da Lei: aprenda a fazer com que os outros trabalhem por você enquanto você fica com o crédito, e parecerá que você tem energia e poder divinos. Se você acha importante fazer o trabalho todo sozinho, não irá muito longe, e vai sofrer muito. Encontre gente com as habilidades e a criatividade que você não tem. Contrate-os, e coloque o seu nome em primeiro lugar na frente dos nomes deles, ou descubra um jeito de roubar o trabalho deles e dizer que foi você quem fez. A criatividade deles, portanto, se torna sua, e o mundo o verá como um gênio.
Existe uma outra aplicação desta lei que não exige que você explore o trabalho dos seus contemporâneos: use o passado, um vasto arsenal de conhecimento e sabedoria. Isaac Newton chamou isso de “subir nos ombros de gigantes”. Ele queria dizer que, ao fazer suas descobertas, ele tinha se baseado em conquistas alheias. A grande parte da sua aura de gênio, ele sabia, podia ser atribuída à sua sagaz habilidade para aproveitar ao máximo as visões dos cientistas da antigüidade, medievais ou renascentistas. Shakespeare pediu emprestado enredos, caracterizações e até diálogos de Plutarco, entre outros autores, pois sabia que ninguém suplantava Plutarco na sutil psicologia e nas citações espirituosas. Quantos outros autores depois, por sua vez, tomaram emprestado — plagiaram — de Shakespeare?
Nós sabemos como é raro os políticos atualmente escreverem os seus próprios discursos. Suas próprias palavras não lhes conquistaria um só voto; sua eloqüência e sagacidade, se ela existe, se deve a um redator de discursos. Outras pessoas fazem o trabalho, eles ficam com o crédito. O avesso é que esse tipo de poder está disponível para todos. Aprenda a usar o conhecimento do passado e você parecerá um gênio, mesmo que na realidade não passe de um esperto plagiador.
Escritores que se aprofundaram na natureza humana, antigos mestres da estratégia, historiadores da estupidez e loucura humana, reis e rainhas que aprenderam da maneira mais difícil a lidar com o peso do poder — o conhecimento deles está acumulando poeira, esperando que você suba nos seus ombros. A sagacidade deles pode ser a sua sagacidade, a capacidade deles pode ser a sua capacidade, e eles não virão dizer que você não tem nada de original. Você pode batalhar, cometer erros sem fim, gastar tempo e energia tentando fazer coisas a partir da sua própria experiência. Ou pode usar os exércitos do passado. Como disse Bismarck certa vez, “Os tolos dizem que aprendem pela experiência. Eu prefiro aproveitar a experiência dos outros”.
O INVERSO
Há momentos em que ficar com o crédito pelo trabalho dos outros não é o mais sensato: se o seu poder não está solidamente estabelecido, vai parecer que você está empurrando os outros para longe dos refletores. Para ser um brilhante explorador de talentos, a sua posição tem de ser inabalável, ou você será acusado de fraude.
Tenha certeza de saber quando é interessante para você dividir o crédito com os outros. É muito importante não ser ganancioso quando se tem um mestre em posição superior. A histórica visita do presidente Richard Nixon à República Popular da China foi originalmente idéia dele, mas jamais teria se realizado não fosse a hábil diplomacia de Henry Kissinger. Nem teria tido tanto sucesso sem a habilidade de Kissinger. Não obstante, na hora de ficar com o crédito, Kissinger sabiamente deixou que Nixon ficasse com a parte do leão. Sabendo que a verdade acabaria se revelando, ele teve o cuidado de não colocar em risco a sua posição no curto prazo apropriando-se das luzes. Kissinger jogou com esperteza: ficou com o crédito pelo trabalho dos que estavam abaixo dele, enquanto graciosamente deu o crédito do seu próprio esforço aos que estavam acima. É assim que se joga.
Há muito o que saber, a vida é curta, e a vida não é vida sem conhecimento. É, por conseguinte, um excelente truque adquirir o conhecimento de todo mundo. Assim, enquanto os outros suam, você ganha a reputação de um oráculo. Baltasar Gracián, 1601-1658
Todos roubam no comércio e na indústria. Eu mesmo roubei muito. Mas eu sei como roubar.
Thomas Edison, 1847-1931
Novas regras para uso do FGTS passam a valer a partir de hoje
Agência Brasil
BRASÍLIA - Trabalhadores com conta no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) podem obter financiamento sem as antigas restrições de limite de renda e de valor do imóvel a ser adquirido com os recursos do fundo. A partir de hoje, quem recebe mais de R$ 4,9 mil por mês, antigo limite de renda, poderá comprar a casa própria.
Outra mudança se refere ao valor do imóvel, que não podia ultrapassar os R$ 130 mil. Agora, ele pode chegar a R$ 350 mil, mas para comprar imóveis com este valor, o cotista do FGTS tem direito a empréstimo de R$ 245 mil. O Conselho Curador do FGTS estabeleceu as novas regras no dia 30 de outubro de 2007.
O secretário-executivo substituto do Conselho Curador do FGTS, Antonio Gois, disse que os novos valores são possíveis graças ao aumento do orçamento do fundo, que em 2008 deve ultrapassar os R$ 15 bilhões.
"É um orçamento recorde, de R$ 15,2 bilhões, o maior da história do FGTS, e que contempla, nas diretrizes de sua aplicação, todas estas alterações que entram em vigor neste início de ano", afirma.
Para os cotistas do FGTS, os juros continuam a 8,6% ao ano, com prazo de financiamento que pode chegar a 30 anos. Para os financiamentos populares, destinados a trabalhadores que não contribuem com o FGTS, a taxa foi reduzida em 0,5%.
Mas algumas exigências continuam com essa nova faixa de empréstimo: o trabalhador deve ter conta vinculada ao FGTS há pelo menos três anos e o saldo da conta deve ser igual ou maior a 10% do valor do imóvel.
Quem pedir o empréstimo também não poderá ser proprietário de outro imóvel no município que mora e nem deter financiamento concedido pelo Sistema Financeiro de Habitação em qualquer lugar do Brasil.
(Agência Brasil)