
AS DEZ LIÇÕES DO MAIOR VENDEDOR DO MUNDO
1) Hoje começo uma vida nova. Formarei bons hábitos e me tornarei escravo deles.
2) Amarei todos os comportamentos dos homens, pois cada um tem qualidades a serem admiradas, mesmo se estiverem ocultas.
3) Persistirei até alcançar o êxito. Jamais aceitarei a derrota e retirarei de meu vocabulário palavras como desistir, não posso, incapaz, impossível, fora de cogitação, improvável, fracasso, impraticável, sem esperança e recuo, pois são palavras e expressões de tolos. O êxito de ontem não se transformará em complacência hoje, uma grande razão de fracasso.
4) Concentrarei minha energia no desafio do momento. Os problemas caseiros serão deixados em casa. Os problemas da feira serão deixados na feira.
5) Viverei hoje como se fosse meu último dia. Não desperdiçarei um momento sequer velando os infortúnios ou as derrotas de ontem. Cada minuto de hoje será mais frutífero em relação ao dia de ontem.
6) Serei dono de minhas ações. O fraco deixa seus pensamentos controlarem suas ações. Os fortes forçam suas ações a controlarem seus pensamentos.
7) Cultivarei o hábito de rir. Nenhuma criatura viva ri, à exceção do homem. Na adversidade, para manter minha vida em equilíbrio, ensaiarei as palavras “Isto também passará”, ensinadas pelos antigos. Jamais trabalharei para ser feliz, mas, sobretudo, para permanecer ocupado e não ser triste.
8) Estabelecerei objetivos para cada dia, cada semana, cada mês, cada ano e para minha vida. Ao fixar meus objetivos, pensarei em meu melhor desempenho. Superar os feitos dos outros é importante; superar meus próprios feitos é tudo.
9) Agirei agora. Não evitarei as tarefas de hoje e não as deixarei para amanhã. Para vencer o medo, devo sempre agir sem hesitação.
10) Eu suplicarei, mas apenas pedidos de orientação. Jamais suplicarei pelas coisas materiais do mundo ou dádivas de ouro, amor, saúde, vitórias, fama, êxito ou felicidade.
Baseadas no resumo de Carlos Janssen R. de Souza do livro “O maior vendedor do mundo”, de Og Mandino (Vendamais, Curitiba: Editora Quantum, jun.2004, p. 40).
Quando os Filhos Crescem
Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.
É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.
Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana nem férias compartilhadas em família.
Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do ninho doméstico.
É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.
Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.
A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.
Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.
É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.
Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.
Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.
Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa.
A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.
No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.
Em essência, as crianças aprendem o que vivem.
O maior sucesso que podemos alcançar é dentro das paredes de no Lar, pois nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no Lar.
Quando Deus Criou as Mães
Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
Em que, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
Enquanto houver mães na terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.
Mães, vocês são divinas, cogenitoras com Deus.
Feliz dia das Mães!
MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois
Revista Época
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou o senador e o governardor de Goiás por fraude na campanha eleitoral de 2006
Matheus Leitão e Rodrigo Rangel
Até quinze dias atrás, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) (à direita) e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), formavam uma dupla de sucesso no mundo político. Depois de governar o estado por dois mandatos, acabando com o domínio do PMDB local, Perillo elegeu-se senador, em outubro de 2006, com 75% dos votos, e ainda transformou seu vice, o então desconhecido Alcides Filho, o “Cidinho”, em seu sucessor no governo. Na manhã de 28 de março, o Ministério Público Federal finalizou uma denúncia devastadora contra os dois. Num processo que tramita em segredo de Justiça, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou os políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, uso da máquina pública e utilização de notas frias e laranjas para fraudar a eleição de 2006. Se for aceita pelo plenário do STF, a denúncia vai desafinar o sucesso da dupla goiana.
No documento de 16 páginas, ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, o procurador-geral descreve uma investigação da Polícia Federal que produziu cinco CDs com escutas telefônicas de uma dezena de pessoas, relacionadas em seis volumes. A denúncia foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowsky, que será o relator no plenário do STF. Por meio das escutas, a Polícia Federal detectou um esquema para transferir recursos da campanha de Cidinho para a de Perillo, e depois tentar encobrir essa manobra ilegal por meio de notas frias. As acusações mais graves são contra Perillo, suspeito de ter voado durante a campanha em aviões do governo do estado e ter utilizado policiais militares como seguranças pessoais. Por isso, o senador é acusado do crime de peculato (apropriação ilegal de recursos públicos), com pena de até 12 anos de prisão.
“O senador Marconi Perillo e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, foram os mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas frias, pagamentos de despesa de campanha por meio de 'laranjas' e outras fraudes eleitorais”, escreveu o procurador-geral Antonio Fernando. O advogado de Perillo, Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, diz que o procurador errou ao basear a denúncia nas escutas telefônicas sem ter ouvido antes os dois políticos. “Só lamento que eu não tenha sido ouvido pelo Ministério Público, porque já teria esclarecido o que fosse necessário”, afirmou Marconi Perillo, por meio de sua assessoria. “Estou absolutamente tranqüilo porque chequei, rechequei e fui muito exigente com a minha prestação de contas”, disse o senador. De acordo com a defesa, Perillo utilizou apenas aviões particulares na campanha. ÉPOCA procurou a assessoria e os advogados do governador Rodrigues, mas não obteve comentários sobre a denúncia até a noite desta quinta.
AINDA NESTA MATÉRIA
Página 1: MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois
É, meu amigo Jorge Kajuru, Tanto que você falou e foi processado, mais nem tudo que fazemos é vão.
Espero que a nossa Justiça tenha o mínimo de descência e moral para pelo levar adiante essa denúncia, pois vevimos num país sem memória e sem arbítrio, pois a mídia comanda a massa.
"Os Mandamentos do Político"
Autor: Valdir Malagueta
Buscar na Web "Valdir Malagueta"
1-ESTAR SEMPRE COM O GOVERNO.
2-O IMPORTANTE NÃO É O FATO,É A VERSÃO.
3-AOS INIMIGOS,QUANDO ESTÃO NO PODER,NÃO SE PEDE NADA;SÓ DEMISSÃO.
4-PARA OS AMIGOS,TUDO.PARA OS INIMIGOS,A LEI.
5-RESPEITAR,ACIMA DE TUDO,O PADRE QUE CONSEGUE VOTOS;O JUIZ,QUE PROCLAMA O ELEITO;E O SOLDADO,QUE GARANTE A POSSE.
6-POVO É ÓTIMO VISTO DO PALANQUE.
7-VOTO COMPRADO NÃO É ATRASO,É PROGRESSO;SE É COMPRADO,É PORQUE TEM VALOR.
8-EM BRIGA DE POLITICO OS DOIS PERDEM.
9-MAIS VALE QUEM O GOVERNO AJUDA DO QUE QUEM CEDO MADRUGA.
10-CONVERSA DE MAIS DE DOIS É COMICIO
Dia da Cumbuca
Bom dia amigos,
Todos as semanas nos compartilhamos na empresa onde trabalho do texto da "Cumbuca" ou seja, temos por hábito escolher um texto interessante para que compartilhemos nossos aprendizado.
Nessa ocasião o coloborador que inicia a discursão é aquele que foi sorteado dentre os nomes da cumbuca.
Esses são momentos descontraídos que temos no meio da semana, para quebrar um pouco a rotina, dos dias árduos de trabalho.
Nesta semana discutimos o tema Ética, e então discorremos muito sobre o assunto e podemos nos reciclar e aprimorar nossos conhecimentos.
Uma boa semana para todos.
"METER A MÃO NA CUMBUCA"
Autor: Valdir Malagueta
Buscar na Web "Valdir Malagueta"
Quando: 09/05/2008
Eis a origem do ditado: "macaco velho não poe a mão em cumbuca".
Na Índia, os caçadores abrem um pequeno buraco num coco, colocam uma banana
dentro, e enterram-no. O macaco se aproxima, pega a banana, mas não consegue
tirá-la - porque sua mão fechada não passa pela abertura.
Ao invés largar a fruta, o macaco fica ali lutando contra o impossível, até
ser agarrado.
O mesmo se passa em nossas vidas.
A necessidade de ter determinada coisa faz com que terminemos prisioneiros
dela. Não percebemos que é melhor perder um pouco, do que perder tudo.
Permanecemos na armadilha, não abrimos mão do que conseguimos. Nos julgamos
sábios, mas - no fundo do coração - sabemos que é uma idiotice agir assim.
O SUCESSO É CEGO
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* Leila Navarro
Quando uma pessoa está perdidamente apaixonada, só tem olhos para o amor, só enxerga as qualidades e virtudes do ser amado, é tudo lindo e maravilhoso. Não é capaz de perceber fraquezas, defeitos nem contradições de seu adorado, pois, como diz o velho ditado, "o amor é cego".
O sucesso também é cego, sabia? É natural que, quando a carreira deslancha e tudo dá certo, um sentimento de empolgação tome conta de nós. O problema é que podemos ficar cada vez mais focadas em nossos objetivos e motivadas para novas conquistas; passamos a só ter olhos para o sucesso e deixamos de enxergar coisas importantes na vida.
Deixamos de enxergar os outros, por exemplo. O sucesso pode nos dar a (falsa) idéia de que somos auto-suficientes, poderosas, capazes de fazer tudo sozinhas – logo, não precisamos de conselhos, sugestões, opiniões e muito menos ajuda dos outros. Mesmo que não tenhamos a intenção de parecer arrogantes ou donas da verdade, acabamos repelindo as pessoas, pois elas sentem que não têm importância para nós e se distanciam. Desaprendemos a nos relacionar e confirmamos o famoso mito da "solidão do poder"...
Agora, se não enxergamos os outros, podemos também deixar de enxergar a realidade, pois ela não é só o que vemos: é também aquilo que os outros nos mostram. Um típico exemplo disso se passou com uma amiga. Funcionária de um banco há muitos anos, havia chegado a um cargo gerencial e estava tendo muito sucesso. Um belo dia, o banco foi comprado, sofreu uma reestruturação e minha amiga foi transferida para um setor menos importante. Havia algo estranho no ar, mas ela não percebia nada de anormal - afinal, era uma profissional bem-sucedida e não tinha com o que se preocupar. Meses depois, foi transferida de novo, e para um setor ainda menos importante. A família e os amigos mais chegados tentaram alertá-la de que algo drástico estava por vir, mas ela, muito autoconfiante, não deu atenção. Semanas depois, foi demitida, e só então "caiu a ficha": estava recebendo claros sinais de que sua bem-sucedida carreira na empresa estava no fim, mas não percebia isso.
É a tal história: o sucesso reforça nossa autoconfiança, o que é ótimo, mas torna-se perigoso quando nos faz incapazes de enxergar os alertas que os outros nos dão.
Pior ainda é quando nos tornamos incapazes de enxergar nós mesmas. O sucesso nos faz ter olhos para o que queremos, mas desvia a atenção daquilo que sentimos. A mente pede descanso, o corpo padece, o relacionamento afetivo balança, os amigos se afastam... E a gente faz de conta que nada está acontecendo. Até o dia em que a casa cai, ficamos doentes ou temos uma crise na vida pessoal, e não podemos mais ignorar nossas dores e desconfortos.
Por isso, atenção: o sucesso é cego e, aliás, surdo também. É maravilhoso que ele aconteça, desde que não seja às custas de outras coisas importantes na vida.
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ONDE NASCE A MOTIVAÇÃO?
Paulo Kretly
O que um líder de RH precisa que seus funcionários façam para obter os resultados de negócios que desejam? Atualmente, o departamento de RH das grandes corporações tem enfrentado um grande desafio: criar habilidade para execução das tarefas rotineiras focando as pessoas como processo primordial.
É fundamental que organizemos as atividades, voltando-nos para um processo de três etapas, no qual a pessoa vem em primeiro lugar, a estratégia é o segundo passo depois de definido os indivíduos certos para atingir metas e em seguida parte-se para as operações, que é a terceira etapa deste processo fundamental para eficácia na vida profissional e pessoal dos funcionários de uma organização. Desta forma, o líder em RH se integra aos processos de negócios da companhia, se tornando peça chave no desenvolvimento e execução de atividades que são prioridades.
Pesquisas realizadas pela FranklinCovey apontam que 70% das falhas estratégicas se devem a uma fraca execução de liderança e raramente resultam da falta de perspicácia ou de visão dos profissionais. Somente 26% dos pesquisados têm uma lista de objetivos específicos de trabalho; somente 17% preparam-se para cada dia de trabalho com um plano; somente 37% priorizam tarefas de modo que as mais importantes recebam mais tempo e atenção e somente 54% são capazes de visualizar o que precisam fazer para alcançar os objetivos da empresa.
O papel do líder para mudar esse quadro atual é transmitir aos funcionários três requisitos fundamentais para que estes foquem e executem bem suas tarefas, independente da responsabilidade e cargo que exercem. Esses requisitos baseiam-se em mostrar que o indivíduo tem que saber o que fazer, como fazer e sentir-se motivado para que haja o querer fazer. Desta forma, o líder tem o papel de treinar seus funcionários para atingir suas prioridades de forma organizacional, garantindo o empenho e dinâmica do seu pessoal e a certeza de que todos estão focados em prioridades do seu negócio e que são capazes de apresentar resultados diariamente com eficácia buscando maximizar os resultados obtidos.
Processo de seleção de funcionários – Realmente funciona e tem sentido....
Instruções: Teste de Aptidão Vocacional
- Coloque 400 tijolos em uma sala fechada.
- Coloque os candidatos ao teste dentro e feche a porta.
- Deixe-os sozinhos por seis horas e analise a situação:
1 - Se eles estiverem contando os tijolos, contrate-os para o departamento de contabilidade.
2- Se eles estiverem recontando os tijolos, contrate-os para o departamento de auditoria.
3 - Se eles tiverem bagunçado tudo e espalhado os tijolos, são engenheiros.
4 - Se eles tiverem arrumado os tijolos de maneira bem estranha coloque-os no Planejamento.
5 - Se eles tiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.
6 - Se eles estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.
7 - Se eles estiverem quebrando os tijolos em pedacinhos, coloque-os no departamento de tecnologia da informação.
8 - Se eles estiverem sentados sem fazer nada, coloque-os em Recursos Humanos.
9 - Se eles disserem que já tentaram várias combinações e estão ainda tentando outras mais e nenhum dos tijolos tiver saído do lugar, coloque-os em vendas.
10 - Se eles já tiverem saído, coloque-os na Gerencia.
11 - Se eles estiverem olhando para a janela, coloque-os em Planejamento estratégico.
12 - Se eles estiverem conversando entre si e nenhum dos tijolos tiver saído do lugar, cumprimente-os e coloque-os na Diretoria.
13 - Se eles tiverem criado um muro de tal forma que eles não podem ser vistos ou ouvidos, então coloque-os no congresso.
14 - Se eles afirmarem que não estão vendo nenhum tijolo ali na sala, coloque no Jurídico.
15 - Se eles reclamarem que os tijolos "estão uma merda", não têm identificação, falta operação, medidas erradas, coloque na Qualidade.
16 - Se começarem a chamar de companheiro uns aos outros, nem contrate mande embora logo antes que eles criem um sindicato ou queiram ser presidentes.
O caso Isabella
Relutei o quanto pude em comentar o caso do assassinato da pequena Isabella Nardoni. Não importa quem seja o autor do crime, o resultado é o mesmo: uma tragédia pessoal e familiar. Como há um homicídio a esclarecer, é inevitável que as autoridades policiais escarafunchem todos os aspectos da história, mas isso não significa que o grande público deva participar de tudo e acompanhar "on line" cada novo desdobramento das investigações. Até para que a família possa viver o luto, seria necessário um certo distanciamento. Receio, entretanto, que os limites do decoro tenham sido quebrados pela perversa combinação de uma imprensa ávida por sensacionalismo com declarações irresponsáveis de autoridades policiais e judiciárias. Tudo isso, é claro, motivado pelo desejo das pessoas de saber tudo a respeito desse macabro episódio.
A mídia vive de alienar o povo e o povo gosta, pois esquece suas próprias agrúrias, A mídia quer ganhar dinheiro o povo um herói ou heroína.
O retrato dos novos consumidores brasileiros
O Brasil passa por uma transformação sem precedentes no perfil de seus consumidores -- são eles que ditarão as regras de um mercado próximo de chegar a 1 trilhão de dólares por ano
Por Fabiane Stefano, Larissa Santana e Marcelo Onaga
Com 190 milhões de habitantes espalhados no quinto maior território do planeta, o Brasil é saudado em seu hino como um "gigante pela própria natureza". Depois de uma longa e tenebrosa hibernação, parece que o gigante começou a se mexer -- e, quando um país desse tamanho resolve sair do lugar, a repercussão costuma ser mundial. É o que se vê atualmente. Crescimento econômico acima de 4% ao ano, multiplicação de empregos, acesso ao crédito e elevação da renda estão reproduzindo no país um fenômeno típico de sociedades avançadas: a criação de um mercado consumidor de massa, forte e cada vez mais complexo. Milhões de brasileiros têm aproveitado o bom momento da economia para experimentar, pela primeira vez, as delícias do consumo -- e legiões de outros esperam, ansiosos, a sua vez chegar. De acordo com um estudo feito com exclusividade para EXAME pelas consultorias Bain & Company, de estratégia empresarial, e Euromonitor, de pesquisa e inteligência de mercado, o consumo anual no Brasil deve crescer de 780 bilhões de dólares em 2007 para 1 trilhão em 2012. Com esse aumento -- de 220 bilhões de dólares --, o mercado brasileiro será o terceiro entre os que mais contribuirão para o crescimento do consumo no mundo nos próximos cinco anos, um adicional calculado em 3,5 trilhões de dólares. Segundo os especialistas da Bain e da Euromonitor, apenas Estados Unidos e China darão contribuições maiores. "O Brasil passa por um momento raro, com forte crescimento da classe média, e esse movimento deve se intensificar nos próximos anos", diz o americano John Naisbitt, pesquisador de tendências de consumo e autor do livro Megatrends. "É natural que uma população mais madura e com mais renda passe a ter acesso a mais e melhores bens e serviços."
O lado mais visível da transformação em curso é a recente escalada de uma massa de pessoas para classes superiores de consumo. A maior variação deu-se na faixa intermediária, a chamada classe C, com renda mensal entre 1 062 e 2 017 reais. De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Ipsos para a financeira Cetelem, em apenas dois anos, de 2005 a 2007, um contingente de 23,5 milhões de pessoas passou a fazer parte desse estrato. Com esse deslocamento, a classe C tornou-se a maior em número absoluto de pessoas na pirâmide social brasileira, superando os 86 milhões do ano passado. Somada aos 28 milhões que formam as classes A e B, isso significa que já são 114 milhões os brasileiros que podem ser considerados consumidores. Outro estudo, da consultoria Value Partners, estima que, numa hipótese conservadora, o número de consumidores no país aumentará pelo menos 7,5 milhões até 2010. A ascensão de milhões de pessoas à classe C não é um fenômeno que se esgota em si mesmo. Mais pessoas consumindo na base significa que quem produz e vende -- normalmente aqueles que estão no topo da pirâmide social -- também tem mais chance de enriquecer. Essa progressão da renda é o único lado bom de eventos que viraram notícia nos últimos tempos -- como o caos nos aeroportos ou o virtual estrangulamento no trânsito de metrópoles como São Paulo. A frota de veículos no país aumenta 2,5 milhões por ano. E as viagens aéreas deixaram de ser artigo de luxo, premissa que anos atrás levou à criação da Gol e que hoje atrai novos nomes para o país, como a americana JetBlue. "Nos próximos cinco a sete anos o mercado brasileiro vai dobrar de tamanho", afirma David Barioni, presidente da TAM. Se Barioni estiver certo, o número de passageiros nesse período passará de 50 milhões para 100 milhões por ano. Segundo projeções da operadora de telefonia Vivo, até 2012 o número de celulares no país superará 200 milhões. Até lá, em média, cada brasileiro terá seu telefone móvel. Cifras de crescimento dessa magnitude são inimagináveis em mercados maduros, mas fazem parte do dia-a-dia dos negócios em países emergentes mais pujantes, como a China.
A estabilidade econômica mantida até agora é um dos pilares do atual vigor do mercado brasileiro. Preservá-la é condição para que as coisas continuem assim. O outro pilar, menos perceptível, é a transformação benigna da demografia do país. O Brasil vive hoje uma transição que a grande maioria dos países desenvolvidos já atravessou, resultado de mudanças que começaram a ocorrer seis décadas atrás. Nos anos 50, a população brasileira apresentava elevadas taxas de crescimento, fruto da combinação de uma natalidade alta com a redução da mortalidade infantil. A população crescia à média de 3% ao ano -- taxa que, nas décadas seguintes, caiu até o 1,4% atual. Se o ritmo de crescimento populacional daqueles anos fosse mantido por todo o período, em vez de 190 milhões de habitantes o Brasil contaria hoje com quase 270 milhões -- adicional equivalente a uma Alemanha ou duas Argentinas. Com a tendência de queda da fecundidade, o Brasil deverá alcançar o máximo de 264 milhões de habitantes em 2062 e daí em diante a população entrará em declínio.
Está na 'Veja'
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No dia 30 de março passado, o jornal "O Globo" já contava boa parte desta história.
A "Veja" traz, agora, novos detalhes, todos edificantes em relação a Agnelo Queiroz, tão bajulado por um certo tipo de jornalismo quando era ministro.
Brasil A fraude documentada
ONG ligada a políticos do PCdoB e do PSB desvia milhões de reais em Brasília
 Diego Escosteguy
Ana Araújo
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Lindomar Cruz/ABR
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| Michael Vieira e o ex-ministro Agnelo Queiroz (à dir.): testemunha diz que sacou dinheiro de empresa fantasma para entregar ao ex-ministro |
As Organizações Não-Governamentais (ONGs) ficaram conhecidas nos últimos tempos como um instrumento eficaz de roubar dinheiro público. Sem observar critérios elementares de boa gestão, o governo federal despejou, nos últimos cinco anos, 12 bilhões de reais nos cofres dessas entidades. Em vez de grandes resultados sociais, as ONGs vêm encabeçando uma infinidade de escândalos. Descobriu-se que muitas delas são entidades de mentirinha, cujos dirigentes, quase sempre subordinados a partidos políticos, simulavam serviços, montavam prestações de contas e dividiam os lucros entre si. Uma CPI foi instalada no Congresso para tentar desvendar os caminhos do dinheiro desviado, mas pouco conseguiu até agora. VEJA localizou uma testemunha que ajuda a entender como muitas ONGs se transformaram em verdadeiras minas de ouro. Do que ela confessa e pode provar, emergem as engrenagens criminosas de uma entidade de Brasília que se associou a comunistas e socialistas que comandam os ministérios do Esporte e da Ciência e Tecnologia e conseguiu desviar, sozinha, 3,4 milhões de reais. Fácil, fácil.
A testemunha chama-se Michael Vieira da Silva, ex-funcionário do Instituto Novo Horizonte, uma ONG que dizia oferecer cursos de treinamento a crianças pobres. Ele conta que atuava como uma espécie de faz-tudo da entidade, mas seu grande trabalho foi abrir uma empresa de fachada, a T & Z, para fornecer notas fiscais frias à ONG, que assinou um convênio (que tem o sugestivo número 171) com o Ministério da Ciência e Tecnologia no valor de 1,8 milhão de reais. Os recursos saíram dos cofres do ministério e desapareceram sem deixar vestígios. Os documentos apresentados por Michael revelam o destino final do dinheiro: a conta pessoal do responsável pela ONG, Luiz Carlos de Medeiros (veja o quadro). O golpe é simples e de altíssima rentabilidade. A ONG simulava gastar a maior parte da verba que recebia em material didático. Investia, na verdade, apenas 5% do que declarava. A diferença, 95%, caía nos bolsos dos donos e de amigos que participavam do esquema. "Havia pagamento a secretárias e funcionários dos ministérios", diz Michael. Ao emitir notas fiscais frias para comprovar as despesas falsas, Michael acabou sendo multado em 722 000 reais pelo Fisco estadual.
Fotos Cristiano Mariz e Ana Araújo
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| Luiz Carlos de Medeiros já ganhou muito dinheiro como ongueiro. Sua antiga ONG foi pilhada numa auditoria. Para continuar recebendo – e desviando – recursos públicos, ele simplesmente abriu uma nova |
Luiz Carlos é um bem-sucedido ongueiro, embora quase nada apareça em seu nome. De origem humilde, mora hoje num apartamento de cobertura, dirige carros importados, promove festas requintadas, mas também é dono de uma ficha corrida na polícia. A ONG Novo Horizonte, por exemplo, está registrada em nome de Antônio Carlos de Medeiros, irmão dele. "Não tenho nada, nada a ver com a Novo Horizonte. Sou uma pessoa humilde", diz Luiz Carlos. Luiz tem amigos influentes em sua área de atuação. Um deles é o comunista Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte e atual diretor da Anvisa. O outro é Joe Valle, secretário de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. "Luizinho é bom, sério, vai além do que o ministério exige", explica o ex-ministro. Em junho de 2006, três meses depois de Agnelo deixar o cargo, a ONG que Luiz diz que não é dele faturou um convênio de 1,6 milhão de reais com o Ministério do Esporte. Meses depois, Luiz atuou na campanha de Agnelo ao Senado. Era tratado pelos funcionários do comitê como "assessor". "Sou fã do Agnelo e votei nele", diz Luiz. Segundo Michael, cerca de vinte computadores da ONG de Luiz Carlos foram cedidos ao comitê de Agnelo.
Agnelo perdeu a eleição, mas a amizade com o ongueiro continuou – e os negócios também. Em 2007, o Ministério do Esporte fez uma auditoria no convênio com a Novo Horizonte e descobriu que os serviços não foram prestados. Uma das acusações graves que a testemunha faz trata do nível de intimidade entre o ongueiro e o ex-ministro. Michael Vieira afirma que um dos saques na conta da empresa fantasma T & Z, feito no dia 1º de outubro do ano passado, no valor de 150 000 reais, teve como destinatário o ex-ministro. Ele relata ter sacado o dinheiro do banco, acompanhado do irmão de Luiz Carlos e de um funcionário da ONG. "O dinheiro foi entregue para o Agnelo", garante Michael. Agnelo diz que a informação é "absurda". "Estão querendo me prejudicar", afirma. Na semana passada, Michael prestou depoimento ao Ministério Público e entregou os documentos ao promotor Ricardo de Souza, que abriu procedimento para investigar o caso. Enquanto isso, Luiz Carlos, aquele que nada tem a ver com ONGs, segue a sua trajetória humilde. Além de planejar sua candidatura a deputado pelo PCdoB, ele assumiu o Instituto Universo, sua nova ONG, e já conseguiu assinar um convênio no valor de 638 000 reais com o Ministério do Esporte. A classe operária, ao que parece, encontrou nas ONGs o seu paraíso.
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As 21 Qualidades Indispensáveis de Um Líder e a Principal Dica de John Maxwell Para Cada Uma Delas.
1. Atitude positiva – Crer é poder.
2. Autodisciplina – A primeira pessoa que você lidera é a si próprio.
3. Caráter – Talento é um dom, caráter é uma escolha.
4. Carisma – A primeira impressão pode selar o acordo.
5. Competência – Se você a construir, sua equipe o seguirá.
6. Comprometimento – Distingue os empreendedores dos sonhadores.
7. Comunicação – Sua equipe não o seguirá se não souber o que você deseja ou para onde vai.
8. Coragem – Inspira o comprometimento da equipe.
9. Discernimento – Líderes inteligentes acreditam apenas em metade do que ouvem. Líderes perspicazes sabem em que metade devem acreditar.
10. Educabilidade – Para continuar a liderar, aprenda continuamente.
11. Foco – Quanto mais exato, mais perspicaz você será.
12. Generosidade – Doar é a coisa mais importante na vida.
13. Iniciativa – Dentre todas as coisas que um líder deve temer, a complacência deve encabeçar a lista.
14. Ouvir – Um bom líder encoraja seus seguidores a lhe dizer o que precisa saber, e não o que deseja ouvir.
15. Paixão – Quando um líder age com paixão, geralmente a recebe como resposta.
16. Relacionamentos – Se você se relacionar bem com as pessoas, elas se relacionarão bem com você.
17. Responsabilidade – Se não tomar as rédeas, você não conseguirá liderar a equipe.
18. Segurança – A competência nunca elimina a insegurança.
19. Ser prestativo – Para estar na frente, coloque os outros em primeiro lugar.
20. Solução de problemas – Não permita que os obstáculos sejam um problema.
21. Visão – Você só toca aquilo que vê.
| Internacional |
| Marcello Cerqueira |
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Fidel Nem sempre foram tão estreitas as relações entre os governos dos Estados Unidos e da Colômbia. Em 1903, os colombianos não puderam reagir aos norte-americanos que promoveram e seus fuzileiros navais garantiram um levante “separatista” colombiano que resultou a “independência” do Panamá (até então apenas um dos estados-membro da Colômbia), cujo governo logo concedeu aos norte-americanos direitos perpétuos sobre o Canal do Panamá. Mais tarde, o governo dos Estados Unidos ofereceria 25 milhões de dólares à Colômbia a título de indenização pelo uso do Canal.
Grupos conservadores do Pentágono e do Senado norte-americanos nunca se conformaram com o tratado Carter-Torrijos, de 1977, que comprometeu os Estados Unidos a devolver, embora em etapas, a estratégica Zona do Canal para os panamenhos, o que poderia reabrir a chaga aberta com a expropriação de 1903 por grupos nacionalistas colombianos.
Essa é a razão oculta que dá origem ao reforço da presença norte-americana na Colômbia a pretexto de combater o que chama de narcoterrorismo e afinal a concretização do acordo chamado “Plano Colômbia”, em que o governo Clinton formaliza com governo colombiano de Andrés Pastrana (1998-2002) uma “ajuda” que vai chegar a US$ 4,15 bilhões de dólares nos últimos anos, armamentos militares modernos como versões sofisticadas de helicópteros Black Hawk, aviões de vigilância eletrônica RC-7, aviões Awacs, além – e isto é muito grave – de uma poderosa rede de radares espiões voltada para a Venezuela, para o Equador e para Amazônia brasileira (grifei Amazônia brasileira), instrutores militares (eufemismo para a presença de efetivos militares, como no Vietnam), a base Militar em Manta, alem da ação desenvolta dos agentes da CIA e do Departamento antidrogas (DEA) e de famosas corporações militares “privadas” como a DynCopr, a ManTech, a TRW e a Matcom, especializadas em “assessorar” governos na produção de informações, contra-informações e inteligência.
Disso resulta, já no governo do segundo Bush, e após o episódio de 11 de setembro de 2001 e a posse do presidente Alvaro Uribe Vélez, eleito em meio a um processo caracterizado pelo recrudescimento da violência e um abstencionismo superior a 52% com base no programa “Segurança Democrática”, que a guerrilha colombiana, ativa desde 1959, será batizada como guerrilha narcoterrorista, embora não existam ‘terroristas” na América do Sul, como assinalam a ONU e o governo brasileiro, por exemplo.
Bom lembrar que o jornalista Joseph Contreras, da revista norte-americana Newsweek, então observou que nos fins dos anos 70 Álvaro Uribe, quando exercia o cargo de presidente da municipalidade de Medellín, trabalhou nos planos de habitação financiados por Pablo Escobar: “Medellín sin tugúrios”, “Medellín Cívico” foram os programas que tornaram Escobar uma “cidadão ilustre e benfeitor”. Entre março de 1980 e agosto de 1982, época do florescimento dos cartéis da droga, Uribe foi Diretor da Aviação Civil, cargo que lhe permitiu conceder licenças para pilotos e autorizações de construção de pistas para os narcotraficantes. Nos anos 90, ao ser eleito Governador de Antioquia, promoveu a criação das Cooperativas de Segurança Privada “Convivir”, iniciativa destinada a legalizar o paramilitarismo.
Como se recorda, Uribe sucedeu a Andrés Pastrana, cujo governo não obteve êxito no acordo com as FARC, e foi sucedido por Ernesto Samper, eleito presidente da Colômbia, em 1994, com financiamento dos Cartéis de Cali e de Medellín e cuja posterior nomeação para embaixador em Paris, por Uribe, levou o ex-presidente Pastrana a renunciar ao posto de embaixador, que então ocupava em Washington, por considerar moralmente incompatível pertencer ao mesmo corpo diplomático que Samper.
Como também se recorda, em 1990, a tentativa do grupo guerrilheiro colombiano do agrupamento M-19, formado por partidários de Rojas Pinilla, que resolveram voltar à vida civil e participar da política partidária e a via eleitoral, como os sandinistas da Nicarágua e os integrantes da Frente Farabundo Marti em El Salvador, foram exterminados – mais de três mil – pelos grupos paramilitares tradicionalmente ligados a Uribe.
A política que Uribe desenvolve na Colômbia esclarece os enfrentamentos militares que pratica para manter sua popularidade interna e conseguir reformar novamente a Constituição para lograr um terceiro mandato, após perder as eleições municipais nas principais cidades do país, como Bogotá, Medellin, Cali. É expediente guerreiro para desviar a atenção dos colombianos para a avaliação do seu governo, que se mantém sob a chantagem da guerra supostamente representando a paz. Na verdade, o governo de Uribe necessita da continuidade da guerra. Lembra-se que dois ministros de Uribe foram afastados pela Justiça e 34 deputados do seu partido foram cassados por envolvimento com o narcotráfico.
Os serviços de inteligência dos Estados Unidoa e o governo Uribe sabiam que Raúl Reyes, principal negociador das FARC, estava em Putumayo, no Equador e próximo à fronteira com a Colômbia para reunir-se com a senadora colombiana Piedade Córdoba e com representantes diplomáticos franceses para dar curso ao acordo humanitário que previa a libertação de reféns, inclusive da ex-senadora Ingrid Betancourt. Assim como antes, a mediação do presidente Chavez permitiu a libertação de Clara Rojas, Consuelo González, Jorge Eduardo Gechem, Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, “prejudicou” os planos continuístas de Uribe, a provável libertação da senadora franco-colombiana poderia afastá-lo do terceiro mandato, já se vê. O massacre do grupo guerrilheiro colombiano enquanto dormiam dá bem a medida da guerra de sangue do presidente Uribe e de sua oposição a qualquer esforço humanitário que entenda minar sua autoridade.
Na seqüência, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou ao jornal francês Le Parisien, que a morte do número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia por militares colombianos “é um erro, um golpe muito duro para o processo de paz e para as negociações que visam a libertação dos reféns”.
Em meio à condenação geral pelo massacre, e a cautelosa reprimenda da OEA, o governo Bush expressa seu integral apoio a Uribe afirmando que “A mensagem de nosso país ao presidente Uribe e ao povo colombiano é que estamos ao lado do nosso aliado democrático”. A mensagem se dá ao mesmo tempo em que a proposta do presidente Bush de manter a política de tortura aos presos políticos em Guantánamo é aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, apesar da forte oposição dos democratas.
O governo Alvaro Uribe é o maior obstáculo para a criação de uma zona neutra e segura que permita a libertação e a troca de prisioneiros e o início da desmilitarização das FARC, com garantias multilaterais de que não se estará a repetir o massacre da desmilitarização do M-19.
Tanto mais difícil quando se sabe que não interessa à política dos Estados Unidos a integração econômica e política do nosso continente. Os fabricantes de guerra já estão instalados em nossas selvas, em nossas fronteiras. A Amazônia é, ninguém ignora, objeto de cobiça internacional. A agressão operada contra a soberania do Equador é grave precedente que ameaça nossa imensa fronteira, sem marcos delimitatórios e sem suficientes guarnições militares a protegê-la.
Pode a política dos Estados Unidos substituir o que hoje chamam de “imposição da paz” com guerra ao terrorismo no Iraque ou no Afeganistão, por um tipo de política salvacionista do “meio ambiente” ameaçado pela inércia – poderão dizer – do governo brasileiro de preservar a Amazônia brasileira. De há muito, nossas Forças Armadas estão atentas a isso e também o governo brasileiro, que mantém uma política externa compatível com os interesses do país.
Nunca é demais alertar a opinião pública sobre o fantasma que ronda nossa soberania. Para um tipo de elite que se envergonha de publicamente declarar-se pró Estados Unidos, não importa a política belicista norte-americana e do seu aliado colombiano, ou que Morales e Chávez não representam ameaça às nossas fronteiras. Nada disso importa: a culpa é do Fidel.
Marcello Cerqueira é advogado.
[Este artigo, que publicamos na íntegra, foi publicado parcialmente em O Globo] |