Por que não respondem meus emails?

Ter suas mensagens ignoradas é difícil, mas acontece com todo mundo. Entenda os motivos e como lidar com a espera

NYT  | 18/07/2011 06:44

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É mais confortável achar que esses silêncios sejam resultado de algum problema técnico. Mas, geralmente, o culpado é mesmo a falta de cortesia.



“Quando as pessoas não respondem meus emails, sempre acho que alguma tragédia aconteceu”, diz o escritor e ator John Leguizamo, cujo primeiro casamento acabou quando sua esposa pediu o divórcio via correio eletrônico. “Acho que foram atingidos por um meteorito ou algo assim”.

Betsy Rapoport, editora e coach, diz: “Acho que nunca recebi resposta para nenhum email que tenha mandado para meus filhos, hoje com 21 e 18 anos”. O linguista David Crystal diz que sua mulher recebeu recentemente uma resposta a um email enviado em 2006. “Foi como receber um cartão-postal da Segunda Guerra”, diz. 

 O incômodo silêncio. A pausa que não termina. O mundo está cheio de exemplos de como as características da internet nos fazem escrever e publicar coisas de que nos arrependemos. Mas e quando essas características nos deixam esperando uma resposta no vácuo?

“A internet é algo muito informal, que aconteceu a uma sociedade que, por sua vez, já era informal”, diz P.M. Forni, especialista em etiqueta e autor de “Choosing Civility.” “A infinita quantidade de pessoas que podemos contatar significa que não somos tão cuidados ou gentis quanto deveríamos. De forma consciente ou inconsciente, pensamos em nossos interlocutores como substituíveis ou descartáveis”.

"Não-relacionamento"
 A escritora Diana Abu-Jaber conta que, há alguns anos, teve “um não-relacionamento” com uma colega também escritora que aparentemente se recusava a clicar em “responder”. As duas tinham amigos em comum, e começaram a se dar bem quando saíram para almoçar. Depois do encontro, a colega passou a enviar frequentes emails propondo novos encontros; mas nunca respondia quando Abu-Jaber retrucava com a proposta de horários e lugares.

“Eu não recebia resposta nenhuma e, de repente, semanas depois, chegvam emails com “Você está ocupada? Adoraria te encontrar”. Ou até: “Nossa, que loucura, há quanto tempo! Estou com saudade”.”
 A comediante Jean Villepique passou por um aperto ainda pior há cinco anos, quando desenvolveu uma paixonite por um colega. Depois de um flerte mínimo, ela sentou-se em seu computador e escreveu “um texto terrível que incluía frases como ‘compreensão especial’ e ‘não estou com vontade de me fazer de tímida ‘. Esperar a resposta foi como tentar manter a cabeça erguida em uma sala que aos poucos vai enchendo de água. Tentava me convencer de que não ia me afogar na humilhação. E ele nunca respondeu”.

 Rapoport, a editora que nunca recebe respostas dos filhos, não é a única que culpa os jovens. “Há uma cortesia profissional que você aprende quando já tem vinte e tantos anos”, diz Leguizamo. “Depois de já ter sido demitido muitas vezes”.

 Independentemente da idade do remetente, uma boa olhada nas razões para as pessoas não responderem, ou responderem de maneira seca, pode ajudar a vida dos não-destinatários.

Um dos cenários foi elucidado por Erin McKean, ex-editora de dicionários da Oxford University Press - emails que exigem esforço são mais ignorados. “Se me mandam um email que requer que eu vá atrás de alguma informação ou desça as escadas, ele vira pedra na minha caixa de entrada. Aí acho que devia mandar algo a mais, como um link engraçadinho para compensar meu atraso – e a procrastinação piora”. Da mesma forma, muitos de nós enrolamos para responder “não” a um RSVP, por exemplo.

Algumas pessoas não respondem porque recebem coisas demais, como o advogado Lawrence Lessig, que em 2004 se livrou da obrigação de responder ao criar uma declaração de “falência de email” que é enviada para todos os remetentes das 200 mensagens que chegam por dia à sua caixa. Desculpando-se por sua falta de “cyber-decência”, Lessig dizia aos remetentes que, se eles reenviassem a mensagem, um programa marcaria seus emails para receberem atenção especial, mas que, mesmo assim, era possível que ele não conseguisse quitar a “dívida”.

Por fim, alguns responsabilizam a falha humana. A atriz Sarah Thyre admite que deleta emails sem querer em seu iPhone. “O ícone da lixeira fica exatamente onde o dedo para depois de dar um scroll!”, lamenta. 
 Então checamos neuroticamente nossas caixas de spam e temos pensamentos rabugentos sobre a pessoa que não nos escreve. Lutamos com quão difícil é se sentir esperando e carente. Em alguns casos, nos dizem que o email foi parar na caixa de spam, uma afirmação que desperta nosso ceticismo ou simpatia (“é a tal mentirinha branca”, diz McKean. “Equivalente a dizer que não pode ir a uma festa porque está mal do estômago”.)

Como lidar

 No fim, além de ativar as confirmações de recebimento, o que muitos acham grosseria, a única esperança é mudar de atitude. “Nós nos comunicamos porque podemos, não porque temos algo importante a dizer”, afirma Forni. “Investimos tempo precioso de nossas reflexões na troca de trivialidades. Quero acreditar que quando nós topamos com esses “buracos negros” de silêncio na internet, isso em parte significa pelo menos que alguém está reagindo à tirania da hiperconexão”. “Devem haver almas espertas e corajosas que perceberam que pensar é mais importante do que comunicar”, acredita. 

 O monge budista Jisho Perry ensinou, 75 horas depois do email com pedido de entrevista ter sido enviado, que “a paciência é a habilidade de acabar com nossas expectativas”.



O sucesso consiste em não fazer inimigos!


Nas relações humanas no trabalho e no convívio social, existem apenas 3

regras:


Regra número 1: Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance

de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo

à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não

adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita

se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você

estendeu a mão para cumprimentar alguém ou fez algum favor em 1997

e a pessoa ignorou sua mão estendida e seu favor, você ainda se lembra

disso em 2007 e quiçar, para o resto da vida.


Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo,

enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um

investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo

prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.


Regra número 3: Um(a) colega não é um(a) amigo(a). Colega é aquela

pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes,

até parece o melhor amigo, mas isso só dura até um dos dois mudar de

emprego ou cair em uma desgraça social.


Amigo(a) é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando

de alguma coisa, mesmo que não possa mudar a sua situação, mas estará

sempre ao seu lado.


Ex-colega que parecia amigo(a) é aquela pessoa que depois de uma

fatalidade, quer é distancia de você, nunca liga..., e quando você liga pra

dizer que você existe, simplesmente, ela manda dizer que no momento não

pode atender.


Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um

milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso

parece ótimo, mas não é. A “Lei da Perversidade Profissional e Social” diz

que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais


poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos. É trágico mas

possível.


Portanto, profissionalmente e socialmente, falando, e pensando a longo

prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos,

porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são

exatamente aqueles que têm boa memória.


Bom fim de semana, os amigos e porque não..., aos inimigos também!

Eu levo ou dêxo


Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.

Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

-       Oh, bucéfalo anácrono!!!...Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:

-       Dotô, rezumino...  Eu levo ou dêxo os pato???...

O Tempo é Agora

 

Durante a conferência geral de outubro de 2010, o Presidente Thomas S. Monson fez um apelo a toda a Igreja, em sua mensagem de abertura: "Aos rapazes do Sacerdócio Aarônico e a vocês rapazes que serão élderes, repito o que os profetas há muito têm ensinado: todo rapaz digno e capaz deve preparar-se para servir em uma missão.

O serviço missionário é um dever do sacerdócio - uma obrigação que o Senhor espera de nós, que tanto recebemos Dele. Rapazes, eu os admoesto a prepararem-se para servir como missionários. Mantenham-se limpos, puros e dignos de representar o Senhor. Mantenham sua saúde e suas forças. Estudem as escrituras. Onde for possível, participem do seminário ou do instituto. Procurem conhecer bem o guia missionário Pregar Meu Evangelho" (A Liahona, novembro de 2010, p. 5). O Senhor espera que todo rapaz se prepare espiritual, física, mental, emocional e financeiramente para o serviço missionário. Mas, em suas palavras, o Presidente Monson se referiu aos candidatos ao serviço missionário mencionando, inicialmente, a maior das qualificações para o serviço: a dignidade.

Para que um jovem esteja qualificado quanto à dignidade, ele precisa ter mãos limpas e um coração puro. Isso significa que ele precisa ser moralmente limpo em todos os aspectos e plenamente digno de representar o Senhor Jesus Cristo.

O Senhor advertiu o Profeta Joseph Smith quanto àqueles que servem no reino Dele, quando disse: "E saí do meio dos iníquos. Salvai-vos. Sede limpos, vós que portais os vasos do Senhor" (D&C 38:42). A fim de atingir esse nível de dignidade, os candidatos ao serviço missionário precisam levar uma vida exemplar. No guia missionário, na página 3, lemos o seguinte: "Você foi recomendado como pessoa digna de representar o Senhor na qualidade de ministro do evangelho restaurado. Você será um representante oficial da Igreja. Como tal, será seu dever manter os mais elevados padrões de conduta e aparência, guardando os mandamentos, obedecendo às regras da missão e seguindo os conselhos do presidente da missão". Para representar o Salvador dignamente, será preciso atingir esse nível de dignidade. Tanto os pais, como os líderes e os próprios candidatos ao serviço missionário têm a sagrada responsabilidade de trabalhar nessa preparação e empenhar todo o esforço para que cada jovem alcance esse padrão elevado, a fim de ser um verdadeiro representante do Salvador.

Caso seja necessário fazer alguma correção, isso deve acontecer bem antes de a pessoa ser recomendada para o serviço missionário. O arrependimento genuíno pode levar algum tempo, e talvez lhe seja requerido um período maior de preparação. Mas o arrependimento é necessário, a fim de que possamos ser limpos e puros, conforme o Presidente Monson nos ensinou.

O convite do Salvador ao arrependimento é um "convite de um Pai amoroso e de Seu Filho Unigênito, para que sejamos mais do que somos, que busquemos um modo de vida mais elevado e que sintamos a felicidade de guardar os mandamentos. (.) Que maravilhoso privilégio nós temos de abandonar o pecado e achegarnos a Cristo! O perdão divino é um dos frutos mais doces do evangelho, que remove a culpa e a dor de nosso coração e as substitui por alegria e paz de consciência" (Élder Neil L. Andersen, "Arrependendo-vos (.) para que Eu Vos Cure", A Liahona, novembro de 2009, p. 40).

Há muito que pode ser feito para que os jovens se preparem adequadamente para servir ao Senhor. Gostaria somente de resumir algumas recomendações tendo por base os ensinamentos dos profetas ao longo dos anos, que têm ajudado alguns dos melhores missionários que conheço a servirem no mais alto padrão de dignidade, conforme recomendado pelo Presidente Monson.

·  Ore todos os dias. Peça ao Pai Celestial que o ajude a ser digno;

·  Guarde os mandamentos diariamente;

·  Freqüente o Seminário e o Instituto e preste atenção às aulas;

·  Estude as escrituras todos os dias, especialmente o Livro de Mórmon. Aplique a promessa de Morôni descrita no capítulo 10, versículos de 3 a 5;

·  Aprenda a ser responsável, magnificando qualquer chamado ou designação que receber;

·  Seja digno de uma recomendação para entrar no templo e realize batismos vicários sempre que possível;

·  Receba sua Benção Patriarcal e leia-a regularmente;

·  Vá a Igreja todos os domingos e sinta o Espírito nas reuniões;

·  Saia com os missionários de tempo integral e observe sua conduta;

·  Preste seu testemunho sempre que possível;

·  Estude o Guia para o Serviço Missionário "Pregar Meu Evangelho";

·  Frequente os cursos "Ensinar o Evangelho" e "Preparação Missionária"; 

·  Estude o manual missionário a fim de compreender as diretrizes ali contidas e comprometa-se a segui-las;

·  Tenha entrevistas regulares com o bispo, a fim de assegurar-se de sua dignidade.

O serviço missionário de tempo integral é um privilégio e um serviço prestado a Deus e a Sua Igreja. Os missionários são chamados - por profecia e pela imposição de mãos por quem possua autoridade (ver Regras de Fé 1:5) - para convidar as pessoas a achegarem-se a Cristo, ajudandoas a receber o evangelho restaurado por meio da fé em Jesus Cristo e em Sua Expiação; do arrependimento; do batismo; do recebimento do dom do Espírito Santo e da perseverança até o fim. Somente aqueles que são dignos serão capazes de cumprir esse chamado à maneira do Senhor, e isso vai exigir fé, desejo e consagração.

Convido os pais, os líderes e os jovens a trabalharem juntos para ajudarem na preparação dos candidatos ao serviço missionário, a fim de se tornarem dignos representantes do Salvador Jesus Cristo. Ajudem esses candidatos a desenvolverem "fé, esperança, caridade e amor, com os olhos fitos na glória de Deus" (D&C 4:5), a fim de estarem qualificados para representar Jesus Cristo e Sua Igreja. Presto testemunho de que, ao aplicarem esses princípios em sua preparação espiritual, os missionários se tornarão valentes mensageiros da verdade e terão poder para converter aqueles que só estão afastados "da verdade por não saber onde encontrá-la" (D&C 123:12).

 

10 razões para não se isolar da equipe

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 

Por mais que um profissional tenha experiência e seja considerado um exemplo para os seus pares, chegará o momento em que ele precisará de ajuda, compartilhar conhecimentos, trocar ideias, enfim, trabalhar com outras pessoas. Infelizmente, há quem acredite que é auto-suficiente e que em momento algum da sua vida, inclusive profissional, necessitará da presença de alguém ao seu lado. Isso, muitas vezes, faz com que colaboradores de talento percam a capacidade de desenvolver uma competência comportamental tão valorizada no mercado: a capacidade de trabalhar em equipe e lidar com o diverso. Abaixo, listo alguns dos motivos para não se isolar das pessoas que convivemos no dia a dia corporativo.

1 - Cada pessoa possui uma personalidade. Umas são mais extrovertidas e outras introvertidas. Não é errado ser mais contido, tímido em relação os demais. Contudo, o ser humano vive em sociedade e isso é extensivo à rotina das empresas. Quem fecha as "portas" para todos os colegas de trabalho corre o risco de ser considerado um mal-humorado. Se a correria organizacional já é estressante, imagine conviver com um profissional que tem a testa franzida durante todo o expediente?

2 - Quem acredita que estar calado durante quase todo o dia garantirá que os conflitos e os problemas ficarão sempre longe, engana-se. Ao invés de ser considerado um indivíduo que não quer confusão com os colegas, pode ser interpretado como alguém que se acha melhor do que os demais.

3 - Há ainda profissionais que se afastam dos seus pares, com receio de perder o cargo. Afinal, se conversar com os outros pode dar o "ouro ao bandido" e repassar informações valiosas. Lembre-se que existem dois tipos de conhecimento: aquele que está registrado nos livros, manuais, computadores e aquele que você carrega ao longo da vida e que ninguém pode arrancá-lo da sua mente, pois foi conquistado graças ao seu esforço.

4 - Da mesma forma que o profissional nega-se em compartilhar conhecimento com os demais colegas, ele dá motivos para que seus pares não partilhem novas tendências do mercado consideradas valiosas para o negócio da empresa. Ou seja, a pessoa torna-se "um peixe fora d'água", enquanto muitos fatos relevantes ocorrer ao seu redor.

5 - O isolamento traz outro ponto negativo. Com o passar do tempo, quem se mantém afastado dos colegas observa que nunca é convidado para assistir uma peça teatral, um bom filme ou mesmo para uma boa conversa depois do expediente. O sentimento de discriminação acaba por invadir a pessoa.

6 - Você se aproximaria fecha-se em uma ostra e faz um mundo "paralelo" no ambiente organizacional, em determinado momento precisará, por exemplo, de alguma informação para agilizar o seu trabalho. No entanto, como você nunca se mostrou disposto a ajudar seus colegas e tampouco manteve um relacionamento, no mínimo, educado, a chance de ter seu pedido atendido prontamente será remota.

7 - Informações valiosas e relacionadas ao ambiente de trabalho sempre circulam entre os profissionais. Não se inclua aqui os boatos promovidos pela "rádio peão", mas notícias que agregam valor ao profissional como a realização e um treinamento com número limitado de vagas. Quando se está isolado da equipe, essas informações chegarão até você, mas quando as inscrições estiverem encerradas.

8 - Quando o afastamento do profissional ganha proporções significativas, isso não é perceptível apenas pelos membros da equipe, mas também pelo gestor que está atento a tudo o que acontece no setor que está sob sua responsabilidade. Um profissional que se fecha para o mundo, esquece de que ele mantém distância da sua liderança e isso, por sua vez, pode passar a impressão de que sua satisfação com a empresa é negativa. Se, porventura, ocorrer a necessidade de redução do quadro funcional, quem não está engajamento com a equipe pode tornar-se alvo de um futuro desligamento.

9 - Dizer não para o os relacionamentos interpessoais é podar a chance de adquirir uma das mais requisitadas competências comportamentais da atualidade: aptidão para trabalhar em equipe. Vale ressaltar que esse diferencial facilita consideravelmente que os profissionais aceitem com menos impacto os processos de mudanças e a realidade de que a globalização trouxe consigo a diversidade. Trabalhar com profissionais que apresentam personalidades diferenciadas e valores, por vezes, antagônicos é uma realidade que toda empresa competitiva convive diariamente.

10 - Empregabilidade. Essa palavra sempre se encontra em evidência no mercado em constante processo de mudança. Nesse contexto, os profissionais que estão atentos às tendências organizacionais reconhecem o valor de uma boa rede de relacionamento, com vistas em necessidades futuras. Quando alguém opta por se afastar da equipe está podando a possibilidade de manter de manter um network ativo.

 

Preparação Espiritual: Começar Cedo e Ser Constante

 

O que precisaremos no dia em que formos provados é de preparação espiritual; é ter desenvolvido tal fé em Jesus Cristo que consigamos passar na prova da vida da qual depende tudo o que nos aguarda na eternidade. Essa prova faz parte do propósito de Deus para nós na Criação.

 

O Profeta Joseph Smith deu-nos a descrição que o Senhor fez da prova que enfrentamos. O Pai Celestial criou o mundo junto com Seu Filho, Jesus Cristo. Estas palavras nos falam do propósito da Criação: “Desceremos, pois há espaço lá, e tomaremos destes materiais e faremos uma terra onde estes possam habitar; e assim os provaremos para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar”.1 Abraão 3:24–25.

 

Assim, a grande prova da vida é ver se escutaremos os mandamentos de Deus e obedeceremos a eles em meio às tempestades da vida. Não é enfrentar as tempestades, mas escolher o certo durante as tempestades. A tragédia da vida é não passar nessa prova e, portanto, não se qualificar para voltar com glória ao lar celestial.

 

Somos filhos espirituais do Pai Celestial. Ele nos amou e ensinou antes de nascermos neste mundo e disse que desejava dar a nós tudo o que tinha. Para qualificar-nos para receber essa dádiva, precisávamos receber um corpo mortal e ser provados. Por causa do corpo mortal, enfrentaríamos a dor, a doença e a morte.

Ficaríamos sujeitos às tentações por causa dos desejos e fraquezas inerentes ao nosso corpo mortal. Haveria forças do mal, sutis e poderosas, que nos tentariam a ceder a essas tentações. Na vida, haveria tempestades em que teríamos de fazer escolhas por meio da fé naquilo que não vemos com os olhos naturais.

 

Foi-nos prometido que Jeová, Jesus Cristo, seria nosso Salvador e Redentor. Ele garantiria a ressurreição para todos nós e nos possibilitaria passar na prova da vida, se exercêssemos fé Nele por meio da obediência. Nós alçamos a voz exultantes com as boas novas.

 

Uma passagem do Livro de Mórmon, diz o quanto a prova é difícil e o que será preciso para ser aprovado:

“Animai-vos, portanto, e lembrai-vos de que sois livres para agir por vós mesmos — para escolher o caminho da morte eterna ou o caminho da vida eterna. Portanto, reconciliai-vos, meus amados irmãos, com a vontade de Deus e não com a vontade do diabo e da carne; e lembrai-vos, depois de vos reconciliardes com Deus, de que é somente na graça e pela graça de Deus que sois salvos. [Portanto, que Deus vos levante] da morte pelo poder da ressurreição e também da morte eterna, pelo poder da expiação, a fim de que sejais recebidos no eterno reino de Deus para louvá-lo pela graça divina. Amém.” 2 Néfi 10:23–25.

 

Será preciso ter fé inabalável no Senhor Jesus Cristo para escolher o caminho da vida eterna. É por meio dessa fé que podemos saber qual é a vontade de Deus. É agindo de acordo com essa fé que conseguimos ter forças para fazer a vontade de Deus; e é exercendo essa fé em Jesus Cristo que podemos resistir às tentações e receber o perdão por meio da Expiação.

 

Precisaremos desenvolver e cultivar a fé em Jesus Cristo muito antes que Satanás nos ataque, como certamente fará, com as dúvidas, com os apelos aos nossos desejos carnais e com as vozes mentirosas que chamam o bem de mal e dizem que não existe pecado. Essas tempestades espirituais já estão sobre nós. Podemos ter certeza de que elas ficarão piores antes que o Salvador volte.

 

Não importa quanta fé tenhamos agora para obedecer a Deus, precisaremos fortalecê-la continuamente e renová-la sempre. Podemos fazer isso tomando agora a decisão de obedecer mais prontamente e perseverar com mais determinação. Aprender a começar cedo e ser constante é a chave da preparação espiritual. A procrastinação e a inconstância são seus inimigos mortais.

 

Quero sugerir quatro contextos nos quais devemos obedecer com rapidez e constância.

·        O primeiro é o mandamento de banquetear-se na palavra de Deus; o

·        Segundo é orar sempre;

·        Terceiro é o mandamento de pagar o dízimo integralmente

·        Quarto é fugir do pecado e de seus efeitos terríveis. Em cada um, é preciso fé para começar e, depois, para perseverar; e todos podem fortalecer a própria capacidade de obedecer aos mandamentos do Senhor.

 

O Presidente Gordon B. Hinckley: Prometo-lhes sem reservas que, se seguirem esse programa simples, não importando quantas vezes tiverem lido o Livro de Mórmon antes, haverá em sua vida e em sua casa mais do Espírito do Senhor, uma determinação mais firme de obedecer a Seus mandamentos e um testemunho mais forte da realidade viva do Filho de Deus.”3

 

Essa é a exata promessa de mais fé que precisamos para ficar preparados espiritualmente; mas se demorarmos para começar a obedecer a esse convite inspirado, o número de páginas a serem lidas por dia aumentará. Se passarmos mesmo que só alguns dias sem ler, a probabilidade de não conseguir ler tudo aumenta. É por isso que decidi ler sempre um pouco mais do que minha meta diária, para ter certeza de qualificar-me para receber a bênção da resolução e a do testemunho de Jesus Cristo. No final de dezembro, eu terei aprendido a atender aos mandamentos do Senhor assim que os receber e a ser constante na obediência.

 

Se eu seguir os conselhos dos profetas Serei rápido em fazer o que o Espírito Santo me disser. Terei muitas experiências que aumentará a fé que preciso para obedecer e, assim, minha fé se fortalecerá, e eu saberei por experiência própria o que recebemos por consultar as escrituras logo e com persistência para saber o que Deus quer que façamos e por atender a vontade Dele. Se fizermos isso, estaremos mais bem preparados quando tempestades maiores nos sobrevierem.

 

A oração individual também aumenta a fé que precisamos para fazer o que Deus ordena. Recebemos o mandamento de orar sempre para não ser vencidos. Parte da proteção de que precisamos virá da intervenção direta de Deus, mas uma parte ainda maior provém de cultivarmos a fé necessária para obedecer.

O Salvador deu-nos um grande exemplo de oração de submissão. Ele orou no Jardim do Getsêmani ao realizar a Expiação, pedindo que fosse feita a vontade do Pai. Ele sabia que a vontade do Pai seria que Ele passasse por algo tão doloroso e terrível que não somos capazes de compreender. Em oração, não pediu apenas para aceitar, mas para fazer a vontade do Pai. Ele mostrou-nos a maneira de orar com perfeita e determinada submissão.

 

O princípio de exercer a fé prontamente e com constância também se aplica ao mandamento do dízimo. Não devemos esperar pelo acerto anual do dízimo para resolver pagar o dízimo integralmente

 

A mesma força que advém de decidir-se logo a exercer a fé e ser persistente em obedecer aplica-se a obter a fé para resistir às tentações e alcançar o perdão. O melhor momento para resistir à tentação é logo no início. O melhor momento para o arrependimento é agora. O inimigo de nossa alma colocará pensamentos em nossa mente para tentar-nos. Podemos decidir logo exercer a fé e expulsar os maus pensamentos antes de agir de acordo com eles e, quando pecarmos, podemos ser rápidos na decisão de arrepender-nos, antes que Satanás enfraqueça nossa fé e nos subjugue. É sempre melhor buscar o perdão agora do que deixar para depois.

 

Se tomarmos agora a decisão de exercer a fé e sempre obedecer, isso nos dará grande fé e confiança. Essa é a preparação espiritual de que todos precisamos e, nos momentos de crise, é ela que nos qualificará para rece- ber o que o Senhor prometeu: “se estiverdes preparados, não temereis”.6

 

Sei que nós somos filhos de um Pai Celestial amoroso. Sei que Seu Filho, Jesus Cristo, vive e é o nosso Salvador e que pagou por todos os nossos pecados. Ele ressuscitou, e Ele e o Pai Celestial apareceram ao jovem Joseph Smith. Sei que o Livro de Mórmon é a palavra de Deus traduzida pelo dom e poder de Deus. Sei que esta é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.

Sei que por meio do Espírito Santo podemos saber o que Deus quer que façamos. Testifico que Ele pode dar-nos a capacidade para fazer o que nos pede, seja o que for e sejam quais forem as nossas provações.

 

 

Discurso do Presidente Barack Obama 2ª Parte

 

Tenho certeza de que podemos fazer isso. Juntos, podemos aumentar nossa prosperidade em comum. Sendo duas das maiores economias do mundo, trabalhamos lado a lado durante a crise financeira para restaurar o crescimento e confiança. E para manter nossas economias crescendo, sabemos do que é necessário em ambas as nações. Precisamos de uma força de trabalho capacitada e é por isso empresas brasileiras e americanas assumiram um compromisso de aumentar o intercâmbio de estudantes entre nossas nações.

Precisamos de um compromisso com a inovação e a tecnologia, por isso concordamos em aumentar a cooperação entre nossos cientistas, pesquisadores e engenheiros. Precisamos de infra estrutura da mais alta qualidade e por isso as empresas americanas também querem ajudá-los a construir e preparar o a cidade para o sucesso olímpico. Numa economia globalizada, os EUA e o Brasil deveriam expandir o comércio, expandir investimentos, de modo a criar novos empregos e novas oportunidades em ambas nossas nações por isso estamos trabalhando para derrubar barreiras para fazer negócios.

Por isso estamos criando relacionamentos mais próximos entre nossos trabalhadores e nossos empreendedores. Juntos também podemos trabalhar pela segurança da energia e proteger nosso lindo planeta.

Sendo dois países comprometidos com economias mais verdes, sabemos que a solução definitiva ao desafio da energia virá da criação de fontes de energias limpas e renováveis. Por isso a metade dos carros daqui podem circular com biocombustível e a maior parte de sua eletricidade vem de hidroelétricas. E por isso também demos início a uma nova indústria limpa de energia nos EUA. Por isso os EUA e o Brasil estão criando novas parcerias na área de energia, para compartilhar, criar novos empregos e deixar para nosso filhos um mundo mais limpo e mais seguro do que encontramos.

Juntas, nossas duas nações também podem ajudar a defender a segurança de nosso cidadãos. Estamos trabalhando juntos para deter o narcotráfico que destruiu vidas demais neste hemisfério. Buscamos o objetivo de um mundo sem armas nucleares. Estamos trabalhando juntos para aumentar nossa segurança ente hemisférios. Da África ao Haiti, estamos trabalhando lado a lado para combater a fome, doença e corrupção que podem apodrecer uma sociedade e roubar seres humanos de sua dignidade e oportunidades.

Sendo dois países que foram tão enriquecidos pela herança africana, é vital que trabalhemos juntos com o continente africano para ajudá-lo a se erguer. É algo que devemos nos comprometer a fazer, juntos. Hoje também estamos dando apoio e ajuda ao povo japonês em sua maior hora de necessidade. Os laços que unem nossa nação ao Japão são fortes. O Brasil é o lar da maior população japonesa fora do Japão. Nos EUA, solidificamos uma aliança com eles que já tem mais de 60 anos.

Os japoneses são alguns de nossos amigos mais próximos e ficaremos ao lado deles, rezaremos com eles e reconstruiremos com eles até que essa crise esteja terminada. Nestes e em outros esforços para promover paz e prosperidade no mundo todo, os EUA e o Brasil são parceiros não apenas porque compartilhamos história ou por estarmos no mesmo hemisfério, não apenas por compartilharmos laços de comércio e cultura, mas também porque compartilhamos de valores e ideais duradouros.

Ambos acreditamos no poder e na promessa da democracia, acreditamos que nenhuma forma de governo é mais eficaz na promoção de crescimento e prosperidade que alcança todo ser humano, não apenas alguns, mas todos. E aqueles que discordam dizendo que a democracia atrapalha o crescimento econômico devem argumentar com o exemplo do Brasil. Com os milhões que subiram da pobreza para a classe média não o fizeram numa economia fechada controlada pelo estado, mas o fizeram como um povo livre, com mercados livres e um governo que responde a seus cidadãos.

Vocês são a prova de que justiça social e inclusão social podem ser melhor conquistadas por meio da liberdade e que a democracia é a maior parceira do progresso humano. Também acreditamos que em países tão grandes e diversos quanto os nossos, moldados por gerações de imigrantes de todas as raças, fés e culturas, a democracia dá a maior esperança de que todos os cidadãos sejam tratados com dignidade e respeito. E que podemos resolver nossas diferenças pacificamente e encontrar força em nossa diversidade.

Nós sabemos nos EUA como é importante poder trabalhar juntos, mesmo quando  discordamos. Entendo que a forma de governo que escolhemos pode ser lenta e confusa. Entendemos que a democracia precisa ser fortalecida e aperfeiçoada com o tempo. Sabemos que diferentes países escolhem caminhos diferentes para atingir a promessa da democracia. E entendemos que nenhum país deve impor sua vontade sobre outro.

Mas também sabemos que existem certas aspirações compartilhadas por todo ser humano. Todos queremos ser livres, queremos ser ouvidos, todos ansiamos por viver sem medo ou discriminação. Todos queremos escolher como seremos governados. Todos querem moldar seu próprio destino. Esses não são ideais americanos ou ideais brasileiros, não são ideais ocidentais, são direitos universais. E devemos apoiá-los em toda parte. Hoje estamos vendo a luta por esses direitos acontecendo no Oriente Médio e no Norte da África.

Vimos uma revolução nascer de um anseio por dignidade humana básica na Tunísia e vimos manifestantes pacíficos, homens e mulheres, jovens e velhos, cristão e muçulmanos, ocupando  praça Tahir e vimos o povo da Líbia se defendendo corajosamente contra um regime determinado a tratar com brutalidade seus próprios cidadãos. Em toda parte vimos jovens se erguendo. Uma nova geração exigindo o direito de determinar seu próprio futuro.

Desde o início deixamos claro que a mudança que buscam devem ser impulsionadas pelo seu próprio povo. Mas para nossos dois países, para os EUA e para o Brasil – duas nações que passaram muitas gerações lutando para aperfeiçoar suas próprias democracias – os EUA e o Brasil sabem que o futuro de nosso mundo era determinado pelo seu povo. Ninguém pode dizer ao certo como essa mudança terminará. Mas eu sei que mudança não é algo que devemos temer.

Quando os jovens insistem que as correntes da História estão se movendo, a carga do passado pode ser apagada. Quando homens e mulheres exigem pacificamente seus direitos humanos  nossa humanidade em comum é acentuada. Onde quer que a luz da liberdade seja acesa, o mundo se torna um mais luminoso.

Esse é o exemplo do Brasil. Esse é o exemplo do Brasil. Brasil, um país que prova que uma ditadura pode se tornar uma próspera democracia. Brasil, um país que mostra que a democracia entrega liberdade e oportunidade a seu povo. Brasil, um país que mostra que um grito por mudanças vindo das ruas pode mudar uma cidade, mudar um país, mudar o mundo. Há décadas, foi aqui fora, na praça da Cinelândia, o grito por mudança foi ouvido aqui, estudantes e artistas e políticos de todas as correntes ergueram faixas que diziam “abaixo a ditadura”, as pessoas no poder.

Suas aspirações democráticas não seriam realizadas ainda por muito tempo. Mas um dos jovens brasileiros envolvidos naquele movimento iria mudar para sempre a história deste país. A filha de um imigrante. Sua participação no movimento fez com que fosse presa e torturada por seu próprio governo. Ela sabe o que é viver sem seus direitos mais básicos pelos quais tantos lutam hoje. Mas ela também sabe o que é perseverar. Ela sabe o que é triunfar. Porque hoje é ela é a presidente de seu país, Dilma Rousseff.

Nossos dois países enfrentam muitos desafios. Na estrada à nossa frente, com certeza encontraremos muitos obstáculos. Mas no fim, é nossa história que nos dá esperança para um amanhã melhor. É o conhecimento de que os homens e mulheres que vieram antes de nós superaram desafios maiores que estes e que vivemos em lugares em que pessoas comuns fizeram coisas extraordinárias.

Esse senso de possibilidade e de otimismo que primeiro atraiu pioneiros a este mundo. E isso une nossas nações como parceiros nesse novo século. por isso acreditamos nas palavras de Paulo Coelho, um de seus mais famosos escritores, que "com a força de nosso amor e nossa vontade podemos mudar nosso destino. E também o destino de muitos outros”.

Muito obrigado. E que Deus abençoe nossas duas nações.

 

Discurso do Presidente Barack Obama 1ª Parte

Alô, Rio de Janeiro.
Alô, Cidade Maravilhosa.
Boa tarde, todo o povo brasileiro.

Desde o momento em que chegamos o povo desta nação tem gentilmente mostrado à minha família o calor e a generosidade do espírito brasileiro, obrigado. Quero agradecer a todos por estarem aqui, pois me disseram que há um jogo do Vasco ou do Botafogo... Eu sei que os brasileiros não abrem mão de seu futebol tão facilmente.

Uma das primeiras impressões que tive do Brasil veio de um filme que vi com minha mãe quando eu era muito pequeno. Um filme chamado "Orfeu negro", que se passava nas favelas durante o carnaval. E minha mãe adorava aquele filme, tinha música e dança e como pano de fundo, os lindos morros verdes. Esse filme estreou primeiramente como uma peça bem aqui, no Theatro Municipal.

Minha mãe já faleceu, mas ela jamais imaginaria que a primeira viagem de seu filho ao Brasil seria como presidente dos EUA. Ela jamais imaginaria isso. E eu jamais imaginaria que este país seria ainda mais bonito do que no filme. Vocês são, como cantor Jorge Benjor diz, “um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Vi essa beleza nas encostas dos morros, nas infindáveis milhas de areia e oceano e nas vibrantes e diversificadas multidões de brasileiros que vieram aqui hoje. E nós temos um grupo maravilhosamente misturado: cariocas, paulistas, baianos, mineiros. Temos homens e mulheres das cidades até o interior e tanta gente jovem aqui, que são o grande futuro desta grande nação.

Ontem tive um encontro com sua maravilhosa nova presidente, Dilma Rousseff, e conversamos sobre como fortalecer a parceria entre nossos governos. Mas hoje quero falar diretamente com o povo brasileiro sobre como podemos fortalecer a amizade entre nossos países. Vim aqui para compartilhar algumas ideias, pois quero falar sobre os valores que compartilhamos, as esperanças que temos em comum e a diferença que podemos fazer juntos.

Se você parar para pensar, as jornadas dos EUA e do Brasil começaram de formas parecidas. São duas terras com abundantes recursos naturais, terras natais de povos indígenas antiquíssimos. As Américas foram descobertas por homens que vieram do outro lado do oceano como um “novo mundo” e colonizadas pelos pioneiros que ampliaram os territórios rumo ao Oeste atravessando imensas fronteiras. Nos tornamos colônias dominadas por coroas distantes, mas logo declaramos nossa independência e em seguida recebemos grandes quantidades de imigrantes em nossas costas e mais tarde, depois de muita luta, limpamos a mancha da escravidão de nossas terras.

Os EUA foram a 1ª nação a reconhecer a independência do Brasil e a 1ª a estabelecer um posto diplomático neste país. O primeiro líder de um país a visitar os EUA foi Dom Pedro II. Na Segunda Guerra Mundial nossos corajosos homens e mulheres lutaram lado a lado pela liberdade. E depois da guerra, nossas duas nações lutaram para conseguir as bênçãos plenas da liberdade.

 

Nas ruas dos EUA, homens e mulheres marcharam e sangraram e alguns até morreram para que todos os cidadãos pudessem usufruir das mesmas liberdades e oportunidades, não importa como fosse sua aparência, não importa de onde você viesse. No Brasil vocês lutaram contra duas décadas de ditadura , lutando pelo mesmo direito de ser ouvidos, o direito de ser livres, livres do medo, livres da necessidade. E mesmo assim, durante anos, a democracia e o desenvolvimento demoraram a se estabelecer e milhões sofreram por causa disso.

Mas venho aqui hoje porque esses dias passaram. Hoje o Brasil é uma democracia desabrochando, um lugar onde as pessoas são livres para falar o que pensam e escolher seus líderes e onde um garoto pobre de Pernambuco pode sair de uma fábrica de cobre e chegar ao gabinete mais elevado no país. Na última década, o progresso feito pelo povo brasileiro inspirou o mundo.

Pois hoje metade deste país é considerado classe média. Milhões foram retirados da pobreza. Pela primeira vez a esperança está voltando a lugares onde antes prevalecia o medo. Eu vi isso hoje, quando visitei a Cidade de Deus. Não se trata apenas dos novos esforços com segurança e programas sociais. E quero dar os parabéns ao prefeito e ao governador pelo excelente trabalho que estão fazendo. Mas também é uma mudança de atitude.

Como um jovem morador disse, as pessoas não devem olhar a favela com pena, mas como uma fonte de presidentes, advogados, médicos, artistas e pessoas com soluções. A cada dia que passa, o Brasil é um país com mais soluções. Na comunidade global vocês passaram de contar com o ajuda de outros países a agora ajudar a lutar contra a pobreza e a doença onde quer que elas existam.

Vocês desempenham um papel importante nas instituições globais ao promover nossa segurança como um todo e nossa prosperidade como um todo. E vocês receberão o mundo em seu país quando a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos vierem ao Rio de Janeiro. Vocês sabem que esta cidade não foi minha primeira escolha para os jogos olímpicos, mas, se os jogos não pudessem ser realizados em Chicago, não tem lugar em que eu gostaria mais de vê-los do que aqui no Rio.

Por isso pretendo voltar em 2016 para ver o que acontece. O Brasil foi durante muito tempo um país cheio de potencial, mas atrasado pela política, tanto aqui quanto no exterior. Durante muito tempo o Brasil foi o “país do futuro” e disseram para que ele esperasse pelos dias melhores que viriam em breve. Meus amigos, este dia finalmente chegou. Este não é mais o “país do futuro”, as pessoas do Brasil devem saber que o futuro já chegou e está aqui agora. É hora de tomar posse dele.

Nossos países nem sempre concordaram em tudo. E assim como ocorre com muitos nações, teremos nossas diferenças de opinião ao avançar. Mas estou aqui para lhes dizer que o povo americano não apenas reconhece o sucesso do Brasil, nós torcemos pelo sucesso do Brasil enquanto vocês confrontam os muitos desafios que ainda enfrentam em casa e no exterior, vamos ficar juntos, não são como parceiros sênior e júnior, mas como parceiros iguais, unidos pelo espírito do interesse comum e do respeito mútuo, comprometidos para com o progresso que sei que podermos fazer juntos.

Preservar a Vigorosa Mudança de Coração


Élder Dale G. Renlund 

Dos Setenta


Para perseverar até o fim, precisamos estar ansiosos para agradar a Deus e adorá-Lo com fervor.

Élder Dale G. RenlundEm dezembro de 1967, foi realizado o primeiro e bem-sucedido transplante de coração na Cidade do Cabo, África do Sul. Foi retirado o coração doente e moribundo de um homem e implantado em seu lugar um coração saudável de um doador falecido. Desde essa época, mais de 75.000 transplantes de coração foram realizados no mundo inteiro.

O corpo de cada paciente que recebe um transplante de coração reconhece como “estranho” o novo órgão capaz de salvá-lo e começa a atacá-lo. Se nada for feito para evitar isso, a reação natural do corpo será a de rejeitar o coração, e o paciente morrerá. Há remédios que podem suprimir essa reação natural, mas a medicação tem que ser tomada diariamente e com exatidão. Além disso, a condição do novo coração precisa ser monitorada. Às vezes, são feitas biópsias do coração, na qual pequenos fragmentos de tecido são removidos e examinados com um microscópio. Quando são encontrados sinais de rejeição, faz-se um ajuste na medicação. Se o processo de rejeição for detectado logo, pode-se evitar a morte.

É surpreendente ver como alguns pacientes são descuidados com seu transplante de coração. Eles não tomam os remédios como foram prescritos e não vão ao médico com o mínimo de frequência que deveriam. Pensam que, como se sentem bem, está tudo certo. Muitas vezes, essa falta de visão em termos de atitude coloca em risco o paciente e encurta sua vida.

Um transplante de coração pode prolongar por anos a vida de uma pessoa que, de outra forma, morreria de insuficiência cardíaca. Mas isso não é “o máximo em matéria de operações”, como disse a revista Time em 19671: a operação mais importante não é a física, mas sim, a espiritual — a “vigorosa mudança de coração”.2

Por meio da Expiação de Cristo e pela obediência às leis e ordenanças do evangelho, passamos por essa operação suprema, essa mudança espiritual de coração. Como consequência de nossas transgressões, nosso coração espiritual fica doente e endurecido, tornando-nos sujeitos à morte espiritual e a nossa separação do Pai Celestial. O Senhor explicou sobre a operação de que todos nós precisamos: “Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne”.3

Assim como para os pacientes transplantados, essa vigorosa mudança em nosso coração espiritual é só o começo. O arrependimento, o batismo e a confirmação são necessários — mas não são suficientes. Na verdade, precisamos tomar igual — senão maior — cuidado com o coração que foi mudado espiritualmente, do que com o coração transplantado, se quisermos perseverar até o fim. Somente dessa forma poderemos permanecer sem culpa na hora do julgamento.4

Perseverar até o fim pode ser difícil, porque a tendência do homem natural é rejeitar o coração espiritualmente mudado e deixar que ele endureça. Não é de admirar que o Senhor tenha advertido: “até os mais santificados estejam também atentos”.5

Todos nós conhecemos pessoas que passaram por essa vigorosa mudança de coração, mas logo depois cederam ao homem natural. Elas foram descuidadas em sua adoração e devoção a Deus, seu coração endureceu e, assim, colocaram em risco a própria salvação eterna.

A vida das pessoas que se converteram graças à pregação dos filhos de Mosias nos dá uma ideia de como evitar que haja uma rejeição ao coração que sofreu uma vigorosa mudança espiritual. Lemos o seguinte: “[Os que] foram levados a conhecer a verdade pelas pregações de Amon e seus irmãos (...) e foram convertidos ao Senhor nunca apostataram”.6

Como eles conseguiram perseverar até o fim? Sabemos que eles “se distinguiram por seu zelo para com Deus, assim como para com os homens, porque eram perfeitamente honestos e justos em todas as coisas; e conservaram-se firmes na sua fé em Cristo até o fim”.7

Seu zelo para com Deus provavelmente se reflete em um desejo de agradar a Deus e adorá-Lo com fervor e dedicação. Seu zelo para com os homens sugere que tinham um grande interesse em ajudar outras pessoas e servir-lhes. Sendo perfeitamente justos e honestos em todas as coisas indica que guardavam com diligência seus convênios e não racionalizavam seus compromissos para com Deus e os homens. Mais adiante, sabemos que ensinaram o evangelho a seus filhos em seu lar. Sabemos que eles enterraram suas armas de guerra para fugirem da tentação.

Eles devem ter avaliado com frequência a condição de seu coração mudado espiritualmente. Não apenas presumiram que estava tudo bem. Examinando de modo figurativo seu coração transformado, puderam identificar um endurecimento ou rejeição precoce e tratá-lo.

Alma, o filho, faz uma série de perguntas aos contemporâneos do povo de Amon que, de maneira figurativa, é como uma biópsia dos corações espiritualmente mudados. Alma pergunta: “Se haveis experimentado uma mudança no coração, se haveis sentido o desejo de cantar o cântico do amor que redime, eu perguntaria: Podeis agora sentir isso?”8 Depois ele pergunta se são suficientemente humildes, se estão despidos de orgulho e inveja e se são bons com seu próximo.9 Se respondermos com honestidade a essas perguntas, poderemos corrigir desvios precoces do caminho estreito e apertado e cumprir nossos convênios com exatidão.

Em 1980, nossa família mudou-se e passou a morar em frente ao hospital onde eu trabalhava e estudava. Eu trabalhava todos os dias, inclusive aos domingos. Se eu terminasse meu trabalho no domingo lá pelas 14 horas, podia ir com minha esposa e minha filha à reunião da Igreja que começava às 14 horas e trinta minutos.

Certo domingo, no fim do meu primeiro ano de residência, eu sabia que provavelmente sairia lá pelas 14 horas. Contudo, percebi que, se eu ficasse no hospital só mais um pouquinho, minha esposa e minha filha iriam sem mim. Então eu poderia ir a pé para casa e tirar um cochilo de que tanto precisava. Fico triste em confessar, mas foi o que eu fiz. Esperei até as 14 horas e 15 minutos, fui para casa a pé, bem devagar, e deitei-me no sofá, ansioso para tirar uma soneca, mas não consegui dormir. Fiquei inquieto e preocupado. Eu sempre adorei ir à Igreja. Fiquei indagando por que, naquele dia, eu não sentia o zelo e o ardor do testemunho de antes.

Não precisei pensar muito. Por causa dos meus horários de trabalho, eu me tornara um tanto descuidado quanto a minhas orações e ao estudo das escrituras. Eu me levantava de manhã, fazia uma oração e ia trabalhar. Muitas vezes, emendava a noite com o dia num plantão e só voltava para casa tarde da noite no dia seguinte. Ficava tão cansado que caía no sono antes de fazer uma oração ou de ler as escrituras. Na manhã seguinte, o processo recomeçava. O problema é que eu não estava fazendo as coisas básicas necessárias para preservar a vigorosa mudança em meu coração e evitar que ele virasse pedra.

Levantei-me do sofá, coloquei-me de joelhos e orei a Deus, pedindo perdão. Prometi ao Pai Celestial que mudaria. No dia seguinte, levei um exemplar do Livro de Mórmon para o hospital. Na minha lista de afazeres do dia, e todos os dias a partir dali, dois itens eram constantes: orar pelo menos de manhã e à noite e ler as escrituras. Às vezes, chegava meia-noite e eu precisava encontrar rapidamente um lugar reservado para orar. Em alguns dias, meu estudo das escrituras era breve. Também prometi ao Pai Celestial que sempre tentaria ir à igreja, mesmo que perdesse parte da reunião. Depois de algumas semanas, o zelo voltou e senti novamente o ardor do testemunho em meu peito. Prometi que nunca mais cairia na armadilha da morte espiritual, sendo descuidado nas coisas aparentemente pequenas e colocando, assim, em risco as coisas de natureza eterna, quaisquer que fossem as circunstâncias.

Para perseverar até o fim, precisamos estar ansiosos para agradar a Deus e adorá-Lo com fervor e dedicação. Isso significa que mantemos nossa fé em Jesus Cristo orando, estudando as escrituras, tomando o sacramento todas as semanas e tendo a companhia constante do Espírito Santo. Precisamos ajudar e servir às pessoas ativamente, bem como compartilhar o evangelho com elas. Precisamos ser perfeitamente justos e honestos em todas as coisas, nunca comprometendo nossos convênios com Deus e com os homens, seja qual for a situação. Em nossa casa, precisamos falar de Cristo, regozijarmo-nos Nele e pregá-Lo para que nossos filhos — e nós também — tenhamos o desejo de aplicar a Expiação a nossa vida.10 Devemos identificar as tentações que facilmente nos subjugam, e nos afastar para bem longe delas. E por fim, precisamos fazer de tempos em tempos uma biópsia de nosso coração transformado e reverter quaisquer sinais de rejeição.

Por favor, avaliem o estado de seu coração transformado. Conseguem detectar qualquer sinal de rejeição como resultado da tendência do homem natural de ser descuidado? Se perceberem isso, encontrem um lugar em que também possam colocar-se de joelhos. Lembrem-se de que está em risco mais do que anos mortais nesta Terra. Não se arrisquem a perder os frutos de sua “operação” mais importante: a salvação e a exaltação eternas.

Oro para que prossigamos com firmeza e fé inabalável em Cristo e perseveremos cheios de alegria até o fim,11 em nome de Jesus Cristo. Amém.


Leia íntegra do discurso de Obama no Palácio do Planalto

 

Obrigado, senhora Presidente, pelas gentis palavras. Muito obrigado a vocês e ao povo brasileiro pela calorosa recepção e pela famosa hospitalidade brasileira com que vocês receberam Michelle, a mim e nossas filhas. ‘Muito obrigado’.

Em nossa reunião hoje, mencionei que esta é minha primeira visita à América do Sul e o Brasil é minha primeira parada, e não por acaso. A amizade entre os povos americano e brasileiro já soma mais de dois séculos. Nossos empreendedores e empresários inovam juntos, nossos cientistas e pesquisadores estão criando novas vacinas, juntos nossos alunos e professores exploram novos horizontes. Todos os dias trabalhamos para tornar nossas sociedades mais inclusivas e mais justas.

O crescimento extraordinário do Brasil, senhora Presidente, atrai a atenção do mundo todo. Graças ao sacrifício de pessoas como a presidente Dilma Roussef, o Brasil saiu da ditadura para a democracia, é uma das economias que mais crescem no mundo, tirando milhões da pobreza e levando-os à classe média. Hoje os EUA e o Brasil são as duas maiores democracias do hemisfério e as duas maiores economias. O Brasil, líder regional que promove uma cooperação maior entre todas as Américas e o Brasil é, cada vez mais, um líder mundial, passando de receptor de ajuda externa para doador, reivindicando um mundo sem armas nucleares e estando sempre adiante dos esforços globais para lutar contra a mudança climática. Como presidente, eu sempre promovo o compromisso baseado em respeito mútuo e interesses mútuos e uma parte fundamental desse compromisso é promover uma cooperação maior com centros de influência do século XXI, incluindo o Brasil. Em suma, os EUA não apenas reconhecem o crescimento do Brasil, mas apóiam esse crescimento com entusiasmo. Por isso criamos o G20, o principal fórum de cooperação econômica mundial, para ter certeza de que países como o Brasil terão mais voz ativa. Por isso aumentamos a cota de votação do Brasil e o seu papel nas instituições financeiras internacionais. Por isso que eu vim ao Brasil hoje.

A presidente Roussef e eu acreditamos que esta visita seja uma oportunidade histórica para colocar os EUA e o Brasil na rota de uma cooperação ainda maior nas décadas vindouras. Hoje estamos começando a aproveitar esta oportunidade. Senhora Presidente, gostaria de agradecê-la pelo seu compromisso pessoal em fortalecer as alianças entre as nossas duas nações. Estamos ampliando o comércio e os investimentos, criando empregos nos nossos dois países. O Brasil é um dos nossos principais parceiros comercias, mas ainda há muito que podemos fazer.

Mais tarde hoje, a presidente e eu vamos nos reunir com líderes de negócios dos nossos dois países, vamos ouvir e decidir quais serão as etapas concretas que vão expandir nossas relações econômicas. Vamos anunciar uma série de novos acordos, inclusive um diálogo financeiro e econômico que venha promover relações comerciais, expandir a colaboração na área de ciência e tecnologia e à medida que o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas e, ainda me magoa tocar neste assunto, estamos assegurando que as empresas americanas terão um papel entre os projetos de infraestrutura necessários para essas competições. Estamos criando um novo diálogo estratégico sobre energia para garantir que as cúpulas dos nossos governos estão trabalhando conjuntamente para aproveitar novas oportunidades, em particular, como as novas descobertas de petróleo no Brasil, como disse a presidente Roussef, o Brasil quer ser um grande fornecedor de novas fontes estáveis de energia e eu falei para ela que os EUA também querem ser um grande cliente dessas fontes, o que traria benefícios para ambos os países.

Ao mesmo tempo, estamos expandindo nossa parceria em energia limpa, fundamental para nossa segurança em energia em longo prazo. Como líder na área de energia renovável, como biodiesel, e como parte da parceria de energia e clima entre as Américas que proponho, o Brasil está compartilhando seu conhecimento na região e no mundo. Esse novo diálogo de economia verde que estamos criando hoje aumenta ainda mais nossa cooperação construindo prédios “verdes” e desenvolvimento sustentável. Na área de segurança, nossos exércitos trabalham com proximidade ainda maior para lidar com crises humanitárias, como fizemos no Haiti. Nossas polícias trabalham em conjunto contra os narcotraficantes que ameaçam a todos nós, o Brasil se aliou ao esforço internacional para evitar o contrabando de armas nucleares por seus portos. Agradeço à presidente Roussef pela liderança do Brasil em criar um centro regional de promoção de excelência na área de segurança nuclear. Como membro do conselho de direitos humanos, o Brasil se juntou a nós na condenação aos abusos aos direitos humanos realizados pela Líbia. Gostaria de rapidamente mencionar a situação na Líbia porque conversei sobre isso com a presidente. Ontem a comunidade internacional exigiu um cessar fogo imediato na Líbia, inclusive um fim a todos os ataques contra civis, e hoje a secretária Clinton se reuniu com uma coalizão internacional com nossos parceiros árabes e europeus em Paris para discutir como aplicar a resolução do conselho de segurança criada pela ONU em 1973. Houve um consenso coeso e a conclusão foi clara: o povo da Líbia deve ser protegido e se não for colocado um fim imediato à violência contra civis, nossa coalizão está preparada para entrar em ação, e agirá com urgência. Conversei com a presidente Roussef sobre os passos que estão sendo tomados nesse sentido.

Finalmente, estou especialmente satisfeito pelo Brasil e os EUA estarem juntos em criar uma governança democrática para além de nossos hemisférios. O Brasil está ajudando a liderar a iniciativa global que anunciei nas Nações Unidas de promover governos abertos e novas tecnologias que capacitem os cidadãos no mundo todo. Hoje estamos lançando novos esforços para ajudar outros países a combater a corrupção e o trabalho infantil. Estamos expandindo nossos esforços para aumentar a segurança alimentar nesse movimento de desenvolvimento da agricultura na África. Acredito que este seja apenas o começo do que os dois países podem fazer juntos em todo o mundo. Por isso, os EUA continuarão se esforçando para ter certeza de que as novas realidades do século XXI serão refletidas nas instituições internacionais, como disse a senhora Presidente, incluindo as Nações Unidas onde o Brasil aspira a um assento permanente no conselho de segurança. Como falei à presidente Roussef, os EUA continuarão a trabalhar tanto com o Brasil quanto com outras nações nas reformas que vão tornar o conselho de segurança mais eficaz, eficiente e representativo para poder levar adiante nossas visões compartilhadas de um mundo mais seguro e pacífico.

Mais uma vez, com os resultados de hoje, criamos uma base para uma cooperação maior entre EUA e Brasil nas décadas vindouras. Gostaria de agradecer a presidente Roussef por sua liderança, por tornar este progresso possível. Não conheço a senhora Presidente há muito tempo, mas noto a paixão extraordinária no sentido de oferecer a oportunidade a todo povo brasileiro para que todos possam progredir e essa é uma paixão que compartilho com a senhora Presidente e aqui representando os cidadãos americanos também. Portanto, tenho certeza de que, dado esse espírito que compartilhamos, essa amizade que existe não apenas no âmbito governamental mas entre os nossos povos, que vamos continuar a progredir no futuro e aguardo ansiosamente minha passagem pelo Rio amanhã, onde terei a oportunidade de me dirigir diretamente ao povo brasileiro sobre o que nossos países podem fazer conjuntamente como parceiros globais no século XXI.

Muito obrigado.”

 

 

10 razões para o líder receber feedback

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 

A presença do processo de feedback virou uma prática constante nas empresas que se ao colaborador saber o que se espera dele. Através do feedback é possível estimular os profissionais a desenvolverem novas competências que agreguem valor estratégico ao negócio. Geralmente, o processo é conduzido pelo gestor porque ele é quem está em constante contato com a equipe. Mas, e quando a situação tomar outra vertente: a liderança recebe o feedback de sua performance? Será que realmente é importante o líder também receber um retorno sobre suas atividades? A resposta é afirmativa, pois todos que atuam no ambiente organizacional precisam acompanhar as tendências globalizadas e, dessa forma, dar o melhor de si. Confira dez motivos para que os gestores também tenham um feedback do seu próprio desempenho.

1 - Ao receber um feedback da sua atuação, o gestor passa a entender melhor o que os seus liderados sentem quando têm um retorno da empresa em relação às suas performances individuais.

2 -
 Quem tem a oportunidade de ser o foco do feedback, compreende o processo em suas etapas e resultados. Ficar apenas no papel de avaliador é bem mais fácil do que ser avaliado.

3 -
 A partir do momento em que o gestor tem uma avaliação do seu trabalho, ele identifica como suas ações e seu comportamento impactam no desempenho individual e coletivo dos seus liderados.

4 - Qualquer profissional necessita ter uma ideia clara do que a empresa espera dele, uma vez que isso permite que sejam identificados seus pontos fortes, bem como os que precisam ser trabalhados. Isso o remete ao desenvolvimento de competências sejam técnicas ou comportamentais.

5 - Quando um líder recebe uma devolutiva sobre sua gestão, se passa a entender o que a organização espera dele e de que maneira é possível atender ou superar essas expectativas.

6 - Seja positivo ou considerado negativo o feedback recebido, a liderança tem oportunidade para reavaliar posicionamentos adotados no seu dia a dia e quebrar paradigmas. Ou seja, abrir espaço a novos recursos ou metodologias que podem aprimorar sua atuação.

7 -
 O feedback é um importante instrumento que estimula a pessoa a se manter longe da zona de conforto - um dos principais responsáveis pela estagnação do profissional.

8 - Ao ter em mãos a avaliação da sua performance o líder pode traçar novas perspectivas para sua carreira, inclusive em relação ao seu crescimento na empresa como também no que se refere à própria empregabilidade em um mercado extremamente competitivo.

9 -
 Muitas pessoas que participam do processo de feedback, ao tomar conhecimento de seu desempenho sentem-se estimuladas a superar desafios. Quando isso ocorre, muitos vão a buscar o autodesenvolvimento, além de ficar atento às oportunidades de desenvolvimento que a empresa oferece através da área de T&D.

10 - O feedback, quando bem conduzido, gera benefícios significativos no comportamento das pessoas. Ao passar por um processo de avaliação do seu desempenho, há líderes que passam a lembrar que não existem detentores da verdade. Diariamente, todos podem aprender algo em comunhão com sua equipe. Isso, inclusive, estreita o relacionamento entre líder-liderados e, geralmente, culmina em melhorias de desempenho.

 

Ser gentil faz diferença
Capaz de trazer felicidade e de proteger o grupo, os efeitos e motivos da gentileza são cada vez mais validados pela ciência

Verônica Mambrini, iG São Paulo | 07/02/2011 08:30

Quando menos esperava, a publicitária Gabriela Bianco, 33 anos, se viu no meio de uma epidemia de gentileza. “Estava em um congestionamento monstruoso, daqueles quando a gente está indo para praia no feriado”, diz. A cena era infernal: trânsito parado, calor, pessoas irritadas, buzinando, xingando, tentando ultrapassar pelo acostamento. Gabriela estava presa no carro com a mãe e a avó, as três de mau humor. Até que alguém olhou além do próprio incômodo e mudou tudo.

“Uma senhora saiu do carro ao lado com um isopor de cheio de latas de refrigerante. Ela começou a distribuir, dizendo ‘está derretendo o gelo, toma um guaraná. O trânsito está ruim, mas não tem o que fazer”, conta a publicitária. Ao ver a gentileza da colega de congestionamento, a avó de Gabriela lembrou que tinha frutas. Apareceu alguém com biscoitos. Outro ligou música altas. Logo todos começaram a trocar comidas e bebidas – um piquenique improvisado no meio da estrada.

“Não que o trânsito tenha andado, mas o clima melhorou mil por cento com a fofura daquela senhora que saiu distribuindo seus refrigerantes”, diz Gabriela. O que seria mais uma história de stress virou uma anedota, uma lição e uma tarde agradável.

Talvez você sinta que é difícil arrumar tempo na agenda para ajudar vítimas de tragédias, ou dispor de espaço e tempo para abrigar um gato abandonado. Poucos têm recursos financeiros para ajudar aquele amigo superdedicado que foi despedido a pagar a mensalidade da faculdade, até que ele arrume um novo emprego. Mas ser simplesmente gentil não custa nada. e só demanda perceber a necessidade do outro e tomar a iniciativa. O resultado dessas pequenas ações, garantem os pesquisadores, vai além do que os olhos podem ver.

O que explica

O impulso de ser gentil ou altruísta é natural ao ser humano e um importante mecanismo evolucionário, de acordo com o professor de ciência comportamental Samuel Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos. Bowles está lançando “A Cooperative Species – Human Reciprocity and its Evolution” (ainda sem editora no Brasil), livro em que afirma que o ser humano é cooperativo em sua essência. “Quando grupos cooperativos se dão melhor na disputa com outros ou sobrevivem melhor a crises ambientais, o resultado é uma espécie cada vez mais colaborativa”, disse ao iG. Ele defende que mesmo arcando com um custo pessoal, a ser humano tende a ser gentil por conta dos sentimentos de orgulho e satisfação – uma recompensa estratégica para a gentileza e para o altruísmo.

As fronteiras entre gentileza, generosidade e compaixão são nebulosas. “Elas se complementam”, afirma a psicóloga Cecília Zylberstajn. “Compaixão é um sentimento. Gentileza é uma forma de se comportar, um ato. A solidariedade é valor”, afirma a psicóloga. “A pessoa gentil precisa saber observar, perceber a necessidade do outro e ter a iniciativa. Implica em perder um pouco do seu tempo e sair da sua rotina”. São comportamentos que mesmo quem já está acostumado a se dedicar ao outro precisa reaprender de vez em quando.

Há mais de dez anos, a engenheira de produção Luciana Rubim Coelho, 35 anos, se dedica a projetos assistenciais. Brincalhona e falante, sempre se aproximou com facilidade das pessoas. Contudo, em uma suas viagens para auxiliar vítimas no Haiti, precisou de mais sensibilidade e jeitinho do que o normal para quebrar o gelo. “Num orfanato, as crianças começaram a nos chamar de ‘blanco’, a palavra para estrangeiro”, conta. Junto com outros voluntários envolvidos em grandes planos para colaborar, ela percebeu o valor de uma coisa pequena: ao cantar em francês, idioma dos colonizadores, estava criando uma barreira. “Quebramos a barreira aprendendo a pedir para aprender crioulo [o outro idioma oficial do Haiti] com eles”, diz Luciana. “É questão de você fazer o que é importante para o outro, não o que é importante para você.”. Para a engenheira, esse dia é simbólico do aprendizado sobre aprender a se interessar pelo outro por pequenos gestos.

A ciência reforça que a gentileza compensa. De acordo com uma pesquisa da professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, praticar gestos de cortesia por dez semanas fez com que os participantes se sentissem mais felizes. Mais ainda: os que praticaram atitudes de gentileza variadas, como segurar a porta aberta para um estranho passar ou lavar a louça do colega de quarto, registraram níveis mais altos de felicidade do que quem repetiu o mesmo ato várias vezes. Diversos estudos ligam a oxitocina, um dos hormônios da felicidade, a atos de gentileza e altruísmo. Em um deles, Ernst Fehr, diretor do Instituto de Pesquisas Empíricas em Economia da Universidade de Zurique, demonstrou que o hormônio colabora na predisposição das pessoas em confiar dinheiro a estranhos, por exemplo. 

Salvo pela gentileza

O músico Thiago Pinheiro, 29 anos, esteve numa saia-justa em que essa soma de confiança e gentileza fez toda a diferença. Hospedado na casa de um conhecido, numa viagem a trabalho para os Estados Unidos, percebeu que seu cartão de crédito estava sendo usado sem sua permissão por seu anfitrião. Ele acionou a operadora do cartão para bloqueá-lo e reportar a situação, mas com apenas 20 dólares na mão, cogitou voltar ao Brasil. Marisol Amador, amiga da família de Thiago, ficou sabendo da história e pediu a seu irmão, que mora nos Estados Unidos, que “resgatasse” Thiago. “Ele me deu 300 dólares, ofereceu hospedagem na casa dele e ainda me apresentou pessoas que viraram contatos profissionais”, diz o músico. “Para mim, a ajuda chegou anônima.” Para Marisol e seu irmão, foi apenas questão de alguns telefonemas, uma porta aberta e uma carona. Gentileza que não custou nada, mas que impactou a vida de Thiago de forma muito significativa.

A graça da gentileza é que ela é contagiosa, como mostra o caso do piquenique no congestionamento. “O maior benefício é essa capacidade de passar adiante, sem dúvida. O ser humano tem a crença do que você dá, você vai receber de volta”, afirma Cecília. Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que quem se beneficia de um ato de gentileza, passa adiante para outras pessoas não envolvidas inicialmente no ato. A pesquisa se baseou um jogo entre pessoas desconhecidas que recebiam dinheiro em quantidades semelhantes e podiam – ou não – cooperar com outros jogadores. De acordo com o estudo, a generosidade de uma pessoa se espalhava para três outras pessoas e, em seguida, para nove pessoas com as quais estas três interagiam e assim por diante. O aforismo de que gentileza gera gentileza, portanto, é real.

Há outro benefício indiscutível que a psicóloga aponta: ser gentil aproxima as pessoas e as tira de seu isolamento, nem que seja apenas para trocar quitutes na estrada. “A gentileza cria uma conexão humana, por mais efêmera do que ela seja. A gente nunca sabe onde uma gentileza pode levar. Pode te mostrar amores, almas gêmeas, amigos”. Qual vai ser sua próxima gentileza?

Despedida do TREMA

          Estou indo embora.  Não há mais lugar para mim.  Eu sou o trema.
Você pode nunca ter reparado em mim,  mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros,  nas lingüiças  e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e  cinqüentas  anos.
          Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora.
 Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos!  Isso é uma delinqüência de  lingüistas  grandiloqüentes!...
          O resto dos  pontos e o alfabeto não me deram  o menor apoio...
 A letra U  se disse aliviada  porque vou finalmente sair de cima dela.
Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que  trabalha deitado enquanto ele fica em pé. 
          Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C  safadão que fica se passando por S  e nunca tem coragem de iniciar uma palavra.
 E também tem aquele  obeso do O e o anoréxico do I.
 Desesperado, tentei chamar o ponto final pra  trabalharmos  juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo  todas as discussões.
 Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda.
Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o  W  "Kkk"  pra cá , "www"  pra lá. 
          Até o jogo da velha,  que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria  se chamar TÜITER.
Chega de argüição,  mas estejam certos, seus  moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas  dizendo que estou "tremendo" de medo.
Tudo bem, vou-me embora da  língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão,  lá eles adoram os tremas.
E um dia vocês  sentirão saudades.  E não vão agüentar!...
          Nos vemos nos  livros antigos.  Saio da língua para  entrar na história!

          Adeus,
          Trema

A Cada ano temos mais Motivos para nos envergonhar

"(...) Por que será que o brasileiro é contra a privatização das estatais? Fácil! Em empresa privada é preciso trabalhar, ser eficiente e produtivo; senão perde o emprego. Nas estatais é eficiência zero, comprometimento zero e todos a receber o salário garantido, pago com o imposto dos mesmos idiotas contribuintes. Para mim chega! Passei minha vida inteira trabalhando, lutando e tentando ajudar os outros. Resultado: Hoje sou chamado de Elite Privilegiada (...) "

De onde vieram os tomates?

A história do tomate é cheia de rumores, boatos e especulações, mas uma coisa é certa: essa fruta vermelha favorita de muita gente (sim, o tomate é uma fruta) não tem sua origem na Itália. Apesar do fato de ser um ingrediente essencial para massas, pizzas e saladas, o tomate é originário do México e da América Central.

O tomate em sua forma original, no entanto, não tinha nada a ver com esse globo vermelho que nós conhecemos e adoramos hoje em dia. Tratava-se de uma pequena fruta perfumada (imagine algo como o tomate cereja) que os grupos nativos americanos combinavam com “ahi”, um tipo de pimenta para fazer um molho bem temperado. Embora os nativos americanos o tenham consumido por séculos, os tomates rapidamente ganharam uma má reputação nas Américas. Os colonizadores acreditavam que o tomate era venenoso e nenhum ascendente europeu se atreveu a comer a fruta até o início do século 19 - com medo de morrer

 

origem tomates
© istockphoto.com /lmsvail99

 

Na verdade, credita-se à Fundação Americana Padre Thomas Jefferson o início do cultivo de tomate para consumo nos Estados Unidos.  Os registros de Jefferson contam que ele plantava a fruta todos os anos em seu “Garden Kalendar” que manteve de 1809 a 1824. Talvez essa seja a primeira referência escrita do cultivo de tomate pelos colonizadores do Novo Mundo e que foi publicada nas “Notas sobre o Estado da Virgínia”, em 1787. Seus registros meticulosos indicavam que ele frequentemente vendia seus tomates em mercados de Washington, além de apresentar diferentes usos para o mesmo em sua coleção pessoal de receitas.

Mas Jefferson estava à frente de seu tempo, e a maioria das pessoas não estava pronta para experimentar o tomate – tendo a fundação do padre aprovado ou não. Uma história bastante comentada afirma que uma vez o padre Jefferson horrorizou um aldeão local em Lyncgburg ao lanchar um tomate, mas não há nada que prove o incidente. O que podemos dizer com certeza é que até o ano de 1830 os americanos não se sentiam nada confortáveis a respeito do tomate e que ele só foi amplamente aceito no final do século 19.

No entanto, o tomate “importado” foi aceito com facilidade nas refeições da Europa, especialmente na Itália. Os italianos imediatamente viram algo especial no tomate, e embora em um primeiro momento eles tenham usado a fruta para fins medicinais, acabaram consumindo tomate na forma de molho, por volta do século 16.

Levou mais de 100 anos para que o resto do continente europeu pegasse “gosto” pela fruta, mas na mesma época em que os americanos estavam apenas começando a experimentar o tomate, os franceses e ingleses já o consumiam com vigor. Parte da popularidade da fruta se deve ao aumento dos alimentos enlatados.

Por volta do século 20 os tomates já eram encontrados em praticamente todos os mercados americanos e europeus. Hoje o tomate é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo. Mais de 1 bilhão e meio de toneladas de tomates são cultivadas e vendidas ao redor do mundo anualmente – isso é algo impressionante para uma fruta que até um século atrás provocava medo nas pessoas.

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